Um Ano Depois: Top 10 Saudades de Lost

   

abertura lost Um Ano Depois: Top 10 Saudades de Lost
23 de maio de 2010. Aquele não foi um domingo qualquer. As horas demoraram a passar, muitos ficaram ansiosos; outros divididos entre a vontade de que não acabasse nunca e a curiosidade inevitável. O dia do último episódio de Lost pode até ter sido comum para quem não conheceu os personagens da série, mas para seus milhares de fãs, uma data a ser lembrada por muito tempo.

Talvez as memórias sejam acompanhadas pela revolta por aquela luzinha. Ou pela sensação de que tudo foi incrível. Ou ainda por um saudosismo absurdo, que te faz esquecer das falhas, das perguntas, das decepções e simplesmente adorar tudo. E esse é o nosso caso.

Repletos de saudade, nostalgia e lágrimas no canto dos olhos, Carla Gomes, Silvestre Mendes e eu, Eduardo Storm (aka, Dud’s) listamos aqui tudo o que mais sentimos falta da série, além dela própria. Perdoe-nos o sentimentalismo, mas todo mundo morreu no final, então estamos carentes.

 

A Ilha

Lost Island Um Ano Depois: Top 10 Saudades de Lost

Dud’s: E se o vôo da Oceanic Airlines tivesse caído em qualquer outra ilha no mundo menos essa? Esse não é o caso, já que Jacob planejou tudo minuciosamente e aquele pessoal ia acabar ali de qualquer jeito, se não fosse nesse vôo, seria em outro. Por mais misteriosa e malévola que a ilha e seus habitantes fossem, dá saudades. Nenhum outro cenário vai ser tão hostil ou tão cheio de perigos inimagináveis assim. De ursos polares a monstros de fumaça, tudo era possível por lá.

Carla: Quando tive a péssima ideia de assistir Off The Map, tudo o que consegui pensar ao olhar o cenário, o mesmo em que Lost foi gravada, foi que os novos personagens não tinham o direito de estar ali. Aquela história ruim não tinha o direito de se aproveitar das paisagens que fizeram parte da minha vida por seis anos. Chega a ser estranho pensar que um lugar possa se tornar sentimentalmente inesquecível, ou que uma palavra possa remeter tão rapidamente a uma série. Mas a verdade é essa, ilha sempre vai ser a de Lost.

Silvestre: Alguém consegue imaginar alguma outra série que se passa em uma Ilha e não lembrar logo de Lost? Ok, ano que vem Alcatraz vem aí, mas todo mundo já ligou uma coisa a outra. E vamos admitir que após a série, todo mundo começou a questionar o que aconteceria caso o avião em que estivessem caísse em um lugar ermo, como aconteceu com os passageiros do OceanicSix. Além da clara luta pela sobrevivência, quais mistérios esse lugar poderia guardar? Será que um dia seria possível sair? Será que algum dia gostaríamos de voltar?

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Flashs

Locke Flashs Um Ano Depois: Top 10 Saudades de Lost

Dud’s: Não consigo escolher entre flash backs, forwards ou sideways. Os backs são clássicos, o primeiro forward é inesquecível (“We have to go back!”), e, por mais que a resolução dos sideways tenha sido meio decepcionante no fim das contas (todo mundo morto, seriously?), a meta-vida dos personagens que já tínhamos aprendido a amar 5 anos antes era ao mesmo tempo dolorosa, nostálgica e ótima. A de alguns, pelo menos.

Carla: Sou apaixonada por outras séries, mas nenhuma consegue me dar a mesma sensação trazida pelos flashs de Lost. De ansiedade, de curiosidade, de espanto ao me dar conta como os fatos, aparentemente aleatórios, conseguiam se conectar perfeitamente, seja no passado ou no presente. Talvez alguns tenham sido frustrantes, como na tal tatuagem de Jack, porém, outros, como os do episódio Walkabout, com parte da história de Locke, foram perfeitos

Silvestre: Não sabíamos muito sobre aquelas pessoas e para isso, sempre que precisássemos entender o comportamento de alguém, aquele Flashback esperto aparecia. Assim descobrimos o crime cometido por Kate, o bom irmão que foi Charlie, a luta de Sawyer. Mesmo que não fosse para revelar nada sobre o futuro dos nossos personagens, ao menos descobrimos, aos poucos, como eles eram e o que fizeram para, ironicamente, terminarem ali: juntos.

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O Cavalo da Kate

cavalo kate Um Ano Depois: Top 10 Saudades de Lost
Dud’s: Uma das manias da série era criar mistérios. Vários. Tudo para acabar não respondendo nem metade deles no final. E quando Naomi caiu de paraquedas (literalmente, e não uma frase clichê para quem chega do nada em algum lugar) de um helicóptero, com uma foto de Desmond com Penny dentro de um livro? E quando a ilha sumiu? E o Walt simplesmente sendo o Walt? E quando a Kate viu um cavalo no meio da selva? Os mistérios foram um dos motivos que me prendeu à série, me impedindo de largá-la até ver tudo resolvido. Caí do cavalo da Kate, mas sinto falta mesmo assim.

Carla: Até hoje me pergunto sobre o javali que ficou encarando Sawyer. E sobre o pássaro na casa de Walt. Foram mistérios que não acrescentaram em nada ao enredo, e ainda assim, comprei a ideia sem nem pensar duas vezes. A magia da série me fez acreditar em tudo e mesmo questionando, aceitar tudo. Passado um ano desde o final, esqueci de tudo que me incomodava e dentro da mitologia da história, me sinto como Locke, a pessoa que passaria anos e anos apertando um botão, por pura e simples fé.

Silvestre: 4,8,15,16,23,42. Os números eram realmente malditos? E Dave, amigo imaginário de Hurley e seu misterioso sapato? Tantos mistérios que ligavam aquele universo e criavam o que todos nós (pode admitir) gostávamos: PERGUNTAS. Quem não curtia criar possibilidades para tentar entender o “mistério” que estava por trás de tudo aquilo? Ou mesmo não questionava, mas se deliciava com cada nova pergunta que surgia? Era uma superando a outra e cada vez mais seduzindo todo mundo!

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Os Outros

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Dud’s: Apesar do Monstro de Fumaça tocar o terror naquela ilha desde o final do primeiro episódio, os verdadeiros vilões são mesmo Os Outros, a gangue liderada por Benjamin Linus. Os caras eram psicopatas. Se vestiam maltrapilhamente para seqüestrar criancinhas, assumiam a identidade de outras pessoas para se infiltrar na vida dos sobreviventes (onde eram torturados, mas nunca entregavam quem realmente eram), faziam experimentos com pessoas e animais e ainda tinham uma bela vila no centro da ilha onde levavam uma vida singela e pacata em sociedade assando cupcakes e participando de clubes de livros. Isso depois que mataram toda a iniciativa Dharma (via Ben) e tomaram conta de sua cidadela.

Carla: Eu tive medo dos Outros. Eu tive ódio dos Outros. Eu me encantei com os Outros. Desde que Ian se tornou a pessoa sobrando em meio aos sobreviventes, esse povo desconhecido se tornou cada vez mais essencial para o roteiro. À medida em que demonstraram o quanto os conceitos de bem e mal eram relativos, foi impossível não se envolver. Cada pequena informação sobre sua existência era sempre bem vinda e a cena em que o vilarejo todo pintado de amarelo apareceu pela primeira vez, uma das mais marcantes. E a liderança de Ben Linus, sempre um capítulo à parte.

Silvestre: Os outros ROCKS. Vai, estamos aqui relembrando, nos divertindo com cada coisa que nos encantaram com a série e pode admitir que esses “outros” foram responsáveis pelos sentimentos de ódio e de felicidade e tudo junto e misturado. Primeiro sequestraram Walt e atiraram em Sawyer e depois foi a vez de sequestrar Kate e mostrar quem mandava ali. Não vou esquecer a cena em que Jacke ameaça Tom (homem barbudo), dizendo que Sawyer, Locke e ele estão em numero maior comparados aos Outros. Então ouvimos o “Acendam as luzes” e ao redor do grupo fica um clarão, mostrando que o perigo é muito maior do que eles podem imaginar.

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Os Outros Outros

outros outors Um Ano Depois: Top 10 Saudades de Lost
Dud’s: Todas as tribos ou grupos que não faziam parte dos sobreviventes eram “Outros”. É como os gregos, que chamavam todos que não fossem gregos de “bárbaros”. Jin chamou Ana Lucia e os sobreviventes da cauda do avião de Outros antes de saber sua verdadeira procedência; Keamy e todos os tripulantes do cargueiro de Widmore também podem ser denominados Outros. Depois tinham aqueles que seguiam Ben e os que seguiam Locke. Várias tribos “bárbaras” que se opunham aos heróis e acabavam disseminadas no final.

Carla: Todo mundo em Lost tinha seus Outros, até mesmo os Outros originais. Nunca vou esquecer da cena em que Martin Keamy atira na filha de Ben e nem da impressão de que todo mundo tinha seus inimigos por ali. Criar teorias conspiratórias era parte da diversão da série e cada possível Outro Outro Outro era combustível suficiente para imaginar e reimaginar mil situações.

Silvestre: Quem não se lembra do fuderástico episódios “Os outros 48 dias”, ali descobrimos que os nossos sobreviventes também eram Os outros, mas de outro grupo do mesmo voo. E assim a divisão até interna se fez. Lembram quando Paulo (Rodrigo Santoro) se referiu à Kate, Jack e Sawyer como um grupo e que ele e Niki pertenciam ao outro? Foi o suficiente para mostrar que nem todos se conheciam e que assim como nossos sobreviventes favoritos, não sabíamos nada sobre os outros que estavam por vir.

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Ataques de Diva do Jack

jack diva Um Ano Depois: Top 10 Saudades de Lost
Dud’s: Quando você é o único médico entre 48 sobreviventes de um desastre de avião e tem características egoístas de quem acha que pode fazer tudo sozinho, acaba virando o líder do grupo naturalmente. Com toda a pressão, dar uns ataques é quase sempre uma necessidade. Quem não se lembra de Jack gritando com Juliet ainda preso no aquário da estação Hidra, quebrando os espelhos do farol de Jacob, exclamando ordens por ai e desmaiando de exaustão? Viver na liderança não é fácil.

Carla: Jack nem era pra durar tanto na trama, mas por incrível que pareça, se tornou grande parte de sua alma. A cada surto de liderança, cada atitude tomada por boa vontade, cada piti inexplicável, ele refletiu um momento do que se passava na ilha. E me deixou eternamente em dúvida sobre o quanto uma pessoa pode ser naturalmente bondosa. Ele foi o herói de momentos que não exigiam heroísmo, e a voz da razão quando ela não era necessária. Foi tudo o que o grupo precisava, e em parte, o personagem que mais adorei criticar.

Silvestre: Ele era o primeiro a querer sair de lá e foi o primeiro a querer voltar. Se algo estava para dar errado, pode ter certeza que Jack estava por trás de alguma decisão. O que podemos fazer? Ele foi assim por todos os episódios e temporadas e quando decidiu deixar que os outros tomassem a liderança… Juliet morta estava e o mostro de fumaça tinha a aparência de Locke, ou seja, quando decidiu não se importar mais é que tudo já estava mesmo sem importância e o próprio caos.

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Escotilha

escotilha Um Ano Depois: Top 10 Saudades de Lost

Dud’s: Saudade de todas as escotilhas e de tudo o que acontecia dentro delas. Embates entre o homem de fé e o homem da ciência, Desmond e o botão e a implosão da Cisne, as apresentações de Juliet na Hidra, a morte de Charlie na Espelho (a coisa mais triste do universo, seguida pela morte da Juliet), o Rodrigo Santoro escondendo diamantes naquela do Big Brother… Sem as escotilhas, a série não seria a mesma.

Carla: Em qualquer momento da minha vida, se eu ouvir tocar “Make your own kind of music”, minha cabeça vai parar exatamente naqueles minutos em que finalmente conhecemos o que existia dentro da primeira escotilha. Impossível descrever o impacto ao descobrir um misterioso Desmond e sua rotina bizarra relacionada àqueles números. Depois de um tempo, eles até deixaram de ser tão importantes, mas só de pensar em tudo que se passou naquele lugar, incluindo a morte de Libby e a prisão de um ainda Henry Gale, não dá pra evitar o saudosismo de querer aquele mundo de volta.

Silvestre: Que mundo paralelo existia naquela ilha e não sabíamos! Na verdade, que um dos mundos. Ali existia água, banheiro, comida… Um lugar como uma casa e no meio do nada. Até hoje lembro quando Locke ficou preso e viu o mapa das outras escotilhas. Foi sensacional! Lembro que a única coisa que me perguntei foi: WTF is this? E muito se passou naquele que seria o palco de muitas mortes e prisões. Mr. Eko, Libby, Lucia e Juliet… A escotilha acabou se tornando um túmulo.

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Dharma

dharma Um Ano Depois: Top 10 Saudades de Lost
Dud’s: Era uma iniciativa que estudava os poderes magnéticos presentes naquela ilha estranha, antes de todos os integrantes serem dizimados por Ben Linus, filho do faxineiro. Apesar de não sabermos muito sobre a iniciativa e como Desmond continuava recebendo comida com selos Dharma mesmo anos após todos os integrantes terem sido mortos, pudemos viver um pouquinho na Dharmaville pré-chacina, quando Sawyer, Juliet, Miles, Jin e Daniel ficam presos em 1974 nas viagens do tempo da ilha descontrolada. A melhor parte de toda a quinta temporada.

Carla: Os vídeos de apresentação da Dharma são tão clássicos, que eu arrisco a dizer que super aceitaria ir pra ilha ser cobaia, só pra poder conhecer de perto o projeto daquelas pessoas. Não me atenho tanto aos seus objetivos e nem à justificativa de sua chegada, mas a mística que envolve a Iniciativa é mais forte do que eu. Não me importo com cerca sônica, nem nada, só gostaria de poder provar o gostinho de usar aquele macacão horroroso e ser parte da conspiração.

Silvestre: Dharma nunca tinha me fascinado tanto até eles ficarem presos em 1974. O que foi ver Sawyer tendo uma vidinha normal? Jin e seu bom inglês? Ben e sua pré-adolescência perturbada? Dharma foi o inicio de tudo e continuou ecoando mais tempo do que todos poderiam supor. Cada movimento dado, em qualquer época, já havia começado ali. Na iniciativa Dharma ou na vila dos Outros.

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Personagens Favoritos

Juliet Ben Um Ano Depois: Top 10 Saudades de Lost

Dud’s: Meus personagens favoritos se sacrificaram pela ilha, mas já eram amados por mim antes disso. Desde o começo dizia que se o Charlie ou a Claire morressem, eu parava de assistir. Claro que não consegui desistir depois do final da terceira temporada, mas sem o Charlie já não parecia a mesma coisa. Quando ele foi encontrado “morto” por Jack e Kate ainda na primeira temporada, meu coração ficou na mão. Já Juliet não me conquistou de cara; não conseguia decidir se confiava nela ou não. No fim, confiei. Tudo para ela ter a morte mais sofrida de toda a série. Charlie, Juliet, sem vocês, nada teria dado certo. O barco do Widmore não teria capturado o sinal da ilha, a bomba de hidrogênio não teria explodido. Obrigado por tudo.

Carla: Eu escolheria Sawyer como meu favorito pelo conjunto da obra, superficialmente falando. Mas aí, surgem aqueles olhos azuis assustadores na minha memória e eu mal posso explicar o quanto sinto falta de temer Ben Linus.  Ele me deu mais medo e me confundiu mais do que qualquer outro personagem que tenha acompanhado em uma obra de ficção. Não apenas por seu olhar intrigante, mas pela sensação de que sempre tinha uma carta na manga. Ser enganada e manipulada tão facilmente é algo que não sei se vou conseguir encontrar em outro lugar. Fico imensamente feliz em saber que, apesar do final contraditório, ele conseguiu a chance de continuar defendendo a ilha que tanto adorava, sem nem saber por que.

Silvestre: Como eu adorava não acreditar no Ben e mesmo assim querer confiar e não poder. Já que a razão me ajudava a ter sempre um pé atrás com tudo o que ele dizia. A única pessoa que ganharia dele, claro, Juliet. Se não pode vencer seu inimigo, junte-se a ele, ou torne-se pior que ele e foi isso que a médica se tornou. Pior que Ben Linus e um enigma muito mais complicado que os soltos pela série. Não sabia se existia sempre um plano por trás de toda ação executada pela médica ou se no fundo ela só gostaria de sair dali e não importava quem tivesse que pagar por isso.

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Previously…

Lost Logo Um Ano Depois: Top 10 Saudades de Lost
Dud’s: O “previously”, além de situar o pessoal na história, trazendo acontecimentos até de temporadas passadas novamente à tona para facilitar as relações entre um episódio e outro, também servia para a gente decorar certas falas. É impossível pensar em segunda temporada sem lembrar de todos os infinitos episódios que começaram com Ana Lucia dizendo “These people are smart. And they are animals. And if you think that one gun and one bullet is gonna stop them… think again”.

Carla: Não cabe em uma frase a falta que me faz ouvir esse ‘previously’ nas minhas terças feiras. A cada semana, eu parava minha vida por aquela hora sagrada, em que ninguém ousava se aproximar e que spoilers eram um crime tão cruel quanto a barbárie mais violenta já praticada. Rever trechos do episódio anterior servia para aumentar o clima de expectativa, de angústia por mais um capítulo que seguramente ia confundir mais do que explicar. Quando a logo surgia, com sua vinheta simples, o clima já estava estabelecido e era uma questão de apenas se deixar levar pela trama. Nem que fosse pra reclamar depois, pra criticar, pra ler mil textos e ter certeza de que nunca seria capaz de enxergar todos os detalhes, essenciais ou não. Lost mexia com você, te tirava do eixo das histórias burocráticas e esse é o tipo de coisa difícil de superar.

Silvestre: Como era bom ouvir essa frase. Tudo se tornava tão perfeito e questionável. Sabia que nos próximos quarenta e dois minutos, tudo o que sabia poderia mudar ou deixar de fazer sentido. Era aquela voz que automaticamente me dizia: “Have some fun”. Ao pensar em Previously a única coisa que quero dizer é: We have to go back!

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Mas não, nós não podemos voltar. E por mais que mil séries novas sejam criadas e sejam chamadas de a “nova Lost”, dificilmente vão alcançar o mesmo brilhantismo. Passado um ano, além de carentes, ficamos parciais também. Esquecemos tudo o que nos incomodava e estamos sentimentalmente dispostos a lembrar apenas do lado bom da história. Mas e você, leitor? Já superou o final? Sente falta de alguma coisa? Compartilhe de nossa carência e fale sobre sua saudade na caixa de comentários.

Não sabíamos muito somos aquelas pessoas e para isso, sempre que precisássemos entender o comportamento de alguém, aquele Flashback esperto aparecia. Assim descobrimos o crime cometido por Kate, o bom irmão que foi Charlie, a luta de Sawyer. Mesmo que não fosse para revelar nada sobre o futuro dos nossos personagens, ao menos descobrimos, aos poucos, como eles eram e o que fizeram para, ironicamente, terminarem ali: juntos.

   

Sobre Eduardo Storm

Eduardo Storm é metido a publicitário, cinéfilo desesperado, músico nas horas vagas, leitor assíduo e viciado em séries. De vez em quando (sempre, na verdade) devaneia em seu twitter, só pra descontrair.

Comentários

  1. Carol Vicenzi disse:

    Minha história com Lost não começou muito bem. Minha irmã era fissurada e vivia me contando TUDO (pois é, tudo)o que acontecia na ilha. Não me interessava muito, mas a curiosidade bateu, mesmo já sabendo o que ia acontecer rsrs Assisti as 4 primeiras temporadas de uma vez, acho que demorei 3 meses só…rsrs Daí em diante, toda semana ficava na expectativa!!! Viciei total! Sou daquelas que além de respeitar o final, tbm gostei bastante e me sinto satisfeita. Mas sinto muita falta também dos flash, forward e side backs rsrs Fora a ironia toda que era a "amizade" do Sawyer e do Jack…as coisas que o John dizia, que sempre ficavam na minha cabeça… Sun e Jin, que foi a morte que mais me emocionou…ahhh são muitas coisas…eu teria que montar um post aqui pra contar todas hehehe! Um beijo a todos, amei o post! #OrfãosdeLost

    • brendo disse:

      kra adora lost e concordo com o personagem favorito de carla Ben era mto massa niguem sabi o q ela estav mesmo pensanso e tambem jonh kra todos merecem pq a serie foi otima(Melhor de Todas)

    • Carol, eu não necessariamente gostei do final de Lost.. mas passado tanto tempo, aprendi a respeitar tbm.. Não pela conclusão, mas pela expectativa que os episódios conseguiam criar..

      Ainda bem que vc decidiu assistir a série, apesar dos spoilers.. Alguns elementos, como os flashs, por ex, valiam a pena.. E os personagens tbm.. A morte de Jin e Sun foi uma das mais tristes, só consigo pensar em Hurley chorando na praia depois.. Depressão total..

      Que bom que gostou do post, nós 'órfãos' precisamos nos unir :p

  2. iGO1911 disse:

    Só acaba uma vez

  3. Marianna disse:

    Nossa, me deu saudade de Lost lendo essa matéria.

    Na verdade tenho uma confissão para fazer, chegou uma hora que eu não entendia ABSOLUTAMENTE NADA do que acontecia na ilha (la pelo fim da quarta temporada), desde então, comecei a assistir por diversão, nem me importava se não fazia muito sentido, se iam deixar pontas soltas. Na ultima temporada LOST se tornou o que SUPERNATURAL é para mim hoje, não sentido nenhum, mas algo me fazia assistir.

    Tenho que concordar com quem escreveu que a morte de Charlie foi a coisa mais triste do universo. MEU DEUS como foi, chorei litros.

    E sobre personagens preferidos, contrariando o resto do universo, o meu sempre foi e sempre será JACK!!! Eu amoooooo ele, seus ataques de estrelismo, sua teimosia, seu amor torto por Kate.

    Lógico que tiveram outros que eu gostei muuuuuuuito (leia-se Kate e Juliet), mas nada comparado ao meu JACK!

    • Jura que vc conseguia assistir assim, descompromissadamente, Marianna!? Acho que Lost é a única série que me fazia parar pra ler milhões de teorias em todos os episódios.. Mas confesso que tbm me perdi em alguns momentos, e até hj não saberia descrever td que aconteceu..

      A morte de Charlie tbm foi extremamente triste.. A gente até ia colocar aqui, mas foram tantos momentos que acabou ficando de fora.. A cena dele, escrito "not Penny's boat" é clássica demais..

      A relação de amor e ódio com Jack é o mais comum.. Todo mundo adora detestá-lo, mas a verdade é que a série não seria nada sem ele.. <3

  4. Bruno Mangilli disse:

    Lost deixa muita saudade,uma séria incrível que despertava uita emoção,faz falta.Ficara guardada para no futuro distante meus filhos assistirem

  5. Cesar disse:

    Depois de fazer tanto mistério, e criar tanta historia pra chegar no final e ser a MER** que foi, nem me da saudade, da é raiva. Mas mesmo assim as três primeiras temporadas foram incríveis e dessas sim tenho saudades.

    • Quanto ódio no coração Cesar ^^

      Dud's e eu costumamos dizer que já superamos a parte ruim de Lost.. E apenas sentimos falta.. Mas eu entendo sua frustração..

  6. marcelo disse:

    tá,chorei…

  7. O que estragou a série para mim foi o destaque dado a Jack na última temporada. Os roteiristas tinham tantos personagens melhores para se apoirem na sexta temporada( Locke, Ben, Sawyer) e escolheram logo esse cara insuportável? Lamentável, lamentável.

    A morte de Locke, o herói trágico, me cortou o coração. Nada de musiquinha triste e slow motion como a morte de Charlie. Foi crua e fria. Locke merecia um final melhor.

  8. O problema do final de Lost vai ser sempre ligado à necessidade dos produtores de colocar Jack como a única coisa importante na serie. Por isso Locke foi morto sem qq necessidade. Por isso todos os personagens realmente fortes e interessantes foram anulados. Então, entre a morte de Locke, a emasculação de Sawyer e a zumbificação de Sayid, Lost foi ficando mais e mais vazio e triste.

    Lost foram as primeiras 3 temporadas, o resto foi redundancia!

  9. Vinícius Sous disse:

    Penso que seria impossível Lost ter um final que agradasse um número de pessoas maior que o número de decepcionados. Por melhor que ele fosse, não teria como superar as expectativas geradas por todos. A teia de personagens, conflitos e mistérios criada é gigante demais; são muitos personagens para se apegar, muitas histórias que mereciam melhor desenvolvimento e muitos mistérios criados. Mesmo o formato apresentado pelos seriados permitir um amplo de desenvolvimento de diversos elementos melhor que o cinema, por exemplo, nunca vi algo como Lost. São tantas minúcias… Esse é o positivo e negativo de Lost. Foi tudo pensado e desenvolvido de uma maneira tão complexa, com tantos detalhes, que seria impossível abordar e finalizar todos os nós de maneira satisfatória. Para isso, precisaríamos de uma sétima, uma oitava temporada, cheias de personagens retornando e cenários revisitados. A audiência já não era a mesma das duas primeiras temporadas, o público já estava sem paciência e os contratos com todos da equipe de Lost acabando. Seja por motivos comerciais ou não, idealizaram algo grande demais sem pensar se seria possível encerrar a história com a mesma qualidade que começaram. Mesmo assim, nunca tive sentimentos por nenhuma outra série como tive por Lost. Ficará eternamente em minha memória.

  10. Puxa, tenho tantas saudades de Lost, mas me senti tão traída com aquele final fajuto, os roteiristas não tiveram as respostas para tantas perguntas e mistérios e inventou um final preguiçoso.

    Como era a última temporada, deu a alcunha de herói máximo para o Jack, personagem tão questionável em todas as outras temporadas ( com excessão da primeira temporada que ele está fantástico!).

    tantos heróis desperdiçados ali: Locke, Sawyer, Desmond, Sayid, entre outros e o Jack que leva a melhor!! isso não gostei mesmo!!

    Que saudades da primeira temporada qdo tinha todo aquele mistério, Ethan infiltrado entre os sobreviventes e tocando o terror , a morte de Boone, o descobrimento da escotilha.

    Que saudades da segunda temporada com o aparecimento de Desmond e seu amor atemporal por Penny, o surgimento de Mr. Eko, Ana Lucia e Libby, a morte acidental de Shannon,surgimento do enigmático Ben Linus como Henry Gale.

    e o que dizer da chocante traição de Michael que mata Ana Lucia e Libby dentro da escotilha?

    Que saudades da terceira temporada, o surgimento de Juliet, A ¨primeira vez¨de Kate e Sawyer na jaula dos outros, os flashs de Desmond,as mortes emocionantes de Mr.Eko e Charlie….

    A Partir da quarta temporada começa a de decadência de lOst, mas juro que fui fiel até o fim e como aquele final qdo lembro até hj me deixa chateada =(

  11. Daniskuit disse:

    Vinícius Sous, "por motivos comerciais ou não".

    Acredito que Sim e somente por motivos comercias, pois, seria capaz, Einstein; Newton; Faraday; Lenz; Maxwell; de dedicar parte de sua vida e talento em uma descoberta revolucionária e sabendo que logrará exito, desistir, por preguiça?

    Não podemos subestimar esses caras, eles não são comuns.

    Alguns chamam de produtores, outros de autores, outros de idiotas, ja eu os considero gênios, sim gênios.
    .
    Quem?

    Eles!

    Eles quem? Os Outros?

    Lost infelizmente acabou e os "outros" não existem mais.

    Estou falando dos gênios que criaram Lost e por qualquer que seja o motivo foram impedidos de conclui-la, infelizmente.

    Mas se mesmo com esses problemas, obstáculos, ou seja la o que for, Lost conseguiu se tornar simplesmente a melhor série de todos tempos, deixando-nos nesse estado de completo saudosismo, me pergunto, o que teria se tornado se esses GÊNIOS, tivessem concluído sua obra prima?

    Black smoke??

  12. Bruna disse:

    Concordo que faltaram algumas respostas, mas não consegui deixar de amar Lost, é uma série genial e não da pra julga-la somente pelo final, quem mais nesse mundo conseguiria pensar em todo esse desenrolar de seis temporadas tão brilhantemente como os autores de Lost??? Acompanhei a serie como uma boa fã entre teorias e detalhes aprendi muita coisa e fiquei maravilhada em como certos fatos se ligavam, que saudades de Lost!!

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