True Blood – 05×07 – In The Beginning

   

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Não sei se True Blood está ficando pior a cada semana ou se eu estou ficando com uma preguiça eterna de vampiros. Provavelmente seja as duas coisas. Por mais que In The Beginning tenha tido cenas divertidas, a maior parte do episódio foi chata, culminando em uma falta de respeito gigantesca naquela última cena. Estou me sentindo na terceira temporada novamente, onde toda semana eu esperava com toda a minha inocência que a história fosse melhorar, mas o indício disso jamais chegou. Bem divertida como ano passado está, porque criaram uma trama religiosa pretensiosa demais. Jamais achei que chegaria o momento em que Sam fosse ter uma das melhores cenas do episódio. Se isso está acontecendo, quer dizer que alguma coisa está errada.

O quão ridículo Hoyt consegue ser? O cara sempre foi um bundão carente e necessitado que não sabe tomar as próprias decisões ou cuidar do próprio nariz. Sempre precisa culpar alguém por sua incompetência. Era ridículo com Jessica depois que o amor do começo passou, então ela foi procurar o que não tinha em casa no meio das pernas do Jason. Agora que voltou a morar com a mãe, Fortenberry resolveu dar uma de revoltado com o mundo e vai se juntar aos matadores de criaturas sobrenaturais. Não odeia Jess, mas “mentiu” para conseguir a aceitação do grupo. Ele é ensino médio demais.

Por mais que agora Hoyt faça parte da trama, porque foi excluído de todas as outras que tentou participar, o grupo de haters do sobrenatural acaba sendo uma das únicas coisas interessantes na temporada. Gostaria que dessem mais destaque à história, já que ela é a principal do quinto livro. Como jogaram a já chata parte da Autoridade fora quando resolveram matar o personagem do Chris Melonni, que era a única coisa boa de lá (tirando a Mac de Veronica Mars), nada mais resta de interessante nessa temporada a não ser Sam se esfregando no chão da delegacia. A que ponto chegamos?

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Bem que os assassinos do sobrenatural (quantas vezes eu já falei isso nesse texto?) poderiam fazer uma limpa na alcateia de Bon Temps. Nada na série é mais chato do que os lobisomens. Alcide treinando com a mocinha clichê foi a pior coisa da temporada toda (até agora, pelo menos. Ainda tem muita coisa ruim pela frente, pressinto). Queria mesmo é que a Emma ficasse louca de V com a dose que o packmaster ofereceu e esquentasse um pouco as coisas naquele núcleo porque, olha, não tá fácil aguentar não.

Julguei a intenção de mostrarem a fita de casamento de Arlene, mas em alguns segundos a história me conquistou. Foi bom mostrar como tudo e todos mudaram. Sookie voltou (infelizmente), Jason já não gosta mais de sexo, Jesus estava vivo, Hoyt e Jessica ainda eram felizes juntos… E é ótimo as duas únicas garçonetes do bar (já que Sookie NUNCA TRABALHA e só não é demitida de vez porque o Sam ainda tem a intenção de comer ela algum dia, com o perdão da expressão) ficarem assistindo TV dentro do depósito no meio do expediente. E porque diabos haveria uma fita do casamento de Arlene no depósito? Mas enfim.

A trama de Jesus é desnecessária até dizer chega. Forçação de barra gigantesca aquela cabeça de Jesus, aquele avô forçado, a boca costurada de Lala, e tudo o que envolva os bruxos. Chatíssima toda a babaquice da mágica da família, o espírito ragatanga, o filho do demônio se mexendo dentro da mulher, que no final acabou matando o abuelo. Se era tão fácil assim acabar com o velho, por que esperar até Lala estar amarrado e costurado? Não faz sentido. As coisas só estão acontecendo com a intenção de ~chocar, mas só estão me entediando mortalmente.

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O núcleo do Fangtasia é altamente filler, mas, felizmente, muito bom. Tara finalmente deixou de ser insuportável, a participação de Lettie Mae foi ótima (Adina Porter agora está no elenco de The Newsroom, mas está tudo na mesma família HBO) e o cabelo de Pam era um personagem à parte. Bonitinha a relação que está sendo desenvolvida entre cria e criador, até porque as duas antes se odiavam mais do que tudo na vida. Pelo jeito, são as únicas personagens de todos os milhões presentes nessa temporada que estão sendo bem escritas.

Sookie novamente passou o episódio todo sem feder nem cheirar. Alguém mesmo liga se ela perder os poderezinhos? Eles não fazem mais diferença na vida dela mesmo. Nunca fizeram. O negócio dos pais terem sido assassinados é a única coisa que me impede de desejar que ela morra. Isso e o fato de eu saber que ela jamais morrerá antes do final da série (se é que morre, essa desgraça) porque é a protagonista. Mas enfim, se Marissa pode morrer, todo mundo pode morrer.

Tá fácil matar elenco de apoio mesmo. Russell arrancou a cabeça de mais um cara da Autoridade. Tentei abrir meu coração, mas não gostei nem um pouco de nenhuma cena da Autoridade. Acho tudo chato e forçado. Fiquei com preguiça quando todos saíram bêbados do sangue de Lilith pela rua. Sem falar na aparição da profetisa no final. O que foi aquilo, por favor? Alguém consegue me explicar? Uma das piores coisas da série toda.

Já não aguento mais e a temporada só está na metade. Acabem com o meu sofrimento, por favor.

   

Sobre Eduardo Storm

Eduardo Storm é metido a publicitário, cinéfilo desesperado, músico nas horas vagas, leitor assíduo e viciado em séries. De vez em quando (sempre, na verdade) devaneia em seu twitter, só pra descontrair.

Comentários

  1. Rodrigo disse:

    Não consigo me entediar com True Blood. Mas que esse episódio foi tosco eu realmente concordo! O próximo dá uma melhoradinha, principalmente no final, mas ainda assim tá muuuuito longe do padrão "True Blood Ultratrash" de qualidade.

  2. laura disse:

    nao sei onde disseram que godric era algo de bom na vida de true blood.
    ou jesus.
    morreu, morreu. ja nao basta aguentar os vivos!

  3. Juninho disse:

    "Vergonha" Essa é a palavra certa que define esse episodio. O Que foi aquele efeito ridiculo da Lilith,o que foi aquilo pelo amor de Deus,gastaram todo orçamento com o numero gigantesco de atores que tem nessa série? E mais ridicula ainda foi a aparição do Godric,por favor roteiristas não façam mais isso com nosso querido Godric.

    Por mais que melhorem os proximos episodios essa temporada já se tornou a pior da série,bela despedida em Sr. Alan Ball.

  4. O problema de True Blood — assim como de todas as séries da HBO, como Game of Thrones — é seu formato "novelinha". Explico isto melhor: uma série onde há várias "storylines". Não há nada pior do que uma série com várias "storylines" (algumas pessoas podem até gostar, afinal, novelas da Globo fazem sucesso… mas… que é ruim, é ruim). Outras séries, até de vampiros — como Vampire Diaries — tem uma "storyline" principal e ponto. É claro que tem personagens secundários e as vezes a "storyline" tangencia, mas as variações existem em função da "storyline" principal.
    Em True Blood, não. Parece que há — ou melhor, parece não, há — várias histórias desconexas, que se você arrancar fora, não faz a menor diferença; e o pior: você pode até arrancar todas, pois, as vezes, parece que não há uma "storyline" pricipal. Nesta temporada, acredito até que há: a do núcleo dos vampiros — e é a mais interessante –, mas todo o resto poderia ir para a lixeira: Sam, Hoyt, Alcides, Lafayette, Tara, &c. Mas, daí, daria um filme de duas horas, no máximo.
    Para ser justo com a série, está até melhor. Depois da metade da segunda temporada, ficou um lixo; a terceira foi um pé-no-saco; a quarta melhorou e, depois da primeira, foi a melhor. Não sei ainda se esta vai ser melhor que a quarta; começou bem, mas — devido as múltiplas "storylines" — acabou perdendo o ímpeto. Vamos ver como vai ser o final.

  5. Angelica disse:

    Para mim só o Eric se salva…o Bill é um insuportável, a Sookie nem se fala…
    Ah, gostava do Godric também, embora tenha aparecido só um pouquinho…

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