True Blood – 05×06 – Hopeless

   

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Tenho que confessar que, apesar dessa temporada não estar exatamente ruim, também não estava exatamente me animando. Ouvi tantos comentários de que o quinto episódio tinha sido sensacional durante o meu “hiato pessoal” que criei grandes expectativas para o fatídico momento em que eu finalmente fosse assisti-lo e, mesmo sendo bom, não achei que fez jus ao que me disseram. Talvez por isso, e pela falta de expectativas, eu tenha gostado tanto do sexto.

Não adianta, as temporadas de True Blood só ficam (oficialmente) boas a partir da metade da temporada. É sempre lá pelo sexto episódio que alguma coisa intensa acontece para mudar os rumos da história, que revelações são feitas, que o trailer SENSACIONAL da segunda metade da temporada (que engana e nos faz pensar que TB é a melhor série da história da vida, do universo e tudo mais) é divulgado na Comic-Con, que a temporada começa a servir para alguma coisa e se encaminhar para o final. Não foi diferente com Hopeless.

O episódio começou exatamente onde o anterior havia sido interrompido, e os lobos viciados em V estão novamente agindo como seguranças pessoais de Russell, assim como na terceira temporada. O ex-rei da Louisiana foi capturado e levado à Autoridade para ser interrogado e executado, e Nora chorando de felicidade agradecendo a Lilith pelo fato só confirmou a minha teoria de que tudo era tudo parte de um plano. Já ficou meio óbvio que Salomé foi a responsável pela libertação de Edgington e a grande traíra da Autoridade.

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Apesar de já não suportar mais Bill como costumava fazer no começo da série, achei sua despedida de Sookie, enquanto fingia que encantava a telepata, emocionante. Querendo ou não, eles tiveram ótimos momentos, e mesmo sendo meio triste pensar que os dois podem não ficar mais juntos, acho a possibilidade ótima. Todo mundo ama Sookie e Sookie também ama todo mundo, então porque ficar nessa melação só com Bill? Eric encantando Alcide e colocando na cabeça do lobo que ele tem nojo de Sookie poderia ter rendido ótimas cenas, mas logo da primeira vez que o cara recuou da fada a smartona já sacou e usou seus poderezinhos mentais para “desencantá-lo”.

E o episódio foi todo de Dennis O’Hare. Russell é bem escrito, um ótimo personagem, mas seu intérprete merece todo o crédito. Foi a melhor coisa da horrenda terceira temporada e voltou dois anos depois para ser o destaque dessa também. E será que Roman morreu mesmo? Não acredito que tirariam Chris Meloni de cena assim tão rápido. E em vez de simplesmente virar uma poça de gosma sangrenta, o cara começou a se “decompor” de uma maneira no mínimo estranha. Se Luna merece viver, Roman também merece.

Mas bem que eu imaginei que Luna não morreria. Personagens chatos nunca morrem. Custava mirar melhor, pessoas com máscara do Obama? (falando nisso, que antipresidencial essa HBO, não é? Poucas semanas antes dos atiradores de True Blood, uma cabeça decapitada de George W. Bush foi encontrada em uma cena da primeira temporada de Game of Thrones e uma nova edição do box de DVDs/Blu-ray, com a cabeça do ex-presidente digitalmente alterada, foi produzida) Mas para alguém que levou dois tiros, desmaiou e quase sangrou até a morte, ela e Sam estavam bem agitadinhos chegando de maca no hospital, né? Gritando e fazendo escândalo. Uma vez boring, sempre boring.

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Pela primeira vez em cinco anos Sam está fazendo algo de útil em sua vida e ajudando Andy nas investigações. Não que isso torne ele e/ou Andy personagens legais, queridos e carismáticos, mas pelo menos não estão ali apenas gastando recursos da HBO, tempo de episódio e paciência do público. E é capaz que essa trama, que não é das mais horrorosas e desnecessárias que a série já teve, renda algo legal para essa segunda metade da temporada. O que não podemos dizer do deslocado Ifrit de Terry; sua despedida de Arlene foi até que triste, mas a trama ainda não me anima. Acredito que toda a bruxaria de Lala deva servir para convocar a macumbeira que rogou a praga nos soldados e guia-la para o caminho da luz. A cabeça de Ressúz com a boca amarrada foi bizarra, e parece que o corpo desaparecido do enfermeiro de Ruby J está com o avô, Don Bartolo. Forçado o cara fazer vodu com o corpo do próprio neto, mas enfim; o jeito é esperar para ver onde isso vai dar.

Enquanto em um episódio Tara e Jessica foram bem aproveitadas (em certas partes, pelo menos), no outro foram dispensáveis. Provavelmente pela presença de Hoyt, que agora deu uma de fangbanger, passa delineador, usa camisa regata e gravatinha da Avril Lavigne para sensualizar no Fangtasia, mas não perde a cara de bobo. Como disse na review do episódio passado, esse sofrimento dele já cansou 2 episódios depois de ter começado. Jessica é uma das melhores personagens, e por isso mesmo é boa demais para ser desperdiçada como uma dona de casa com problemas conjugais e um marido besta. Devia ter tido a fase VIDALOCA antes de se apaixonar – mas ok, aí o romance bonitinho da segunda temporada não seria tão inocente e etc, mas nos pouparia do Hoyt. Se ela se apaixonasse pelo Jason direto, não teria problema.

Das tramas paralelas, a única que me intriga é a dos pais de Sookie. Gostei da história de Claude, de que o vampiro que matou Sr. E Sra. Stackhouse estava atrás do cheiro do sangue da fadinha que ainda era uma criança. Será que conhecemos o vampiro assassino? Seria bem frustrante se fosse alguém meio perdido, já que Jason jurou vendeta ao pai. E se for Bill? E se for Eric? Sophie-Anne já sabia da espécie da garçonete quando contratou Bill para espioná-la. Acho que o mais provável é culparem Russell, mas isso também seria o caminho mais fácil.

Veja a promo do sétimo episódio, In The Begining, abaixo:

   

Sobre Eduardo Storm

Eduardo Storm é metido a publicitário, cinéfilo desesperado, músico nas horas vagas, leitor assíduo e viciado em séries. De vez em quando (sempre, na verdade) devaneia em seu twitter, só pra descontrair.

Comentários

  1. laura disse:

    "Se Luna merece viver, Roman também merece". nééééé? quando a pessoa acha que vai ser mais feliz…. volta, num mesmo, episódio jesus, com a boca amarrada, e ressurge das cinzas luna. custava, hbo, CUSTAVA?

    russel edginton tá cada vez roubando mais a cena, bom demais ele, jesus amado.. eh impossivel nao se impressionar. episodio sete mesmo.. putz!

    tambem gosto da mae de lafayette. acho ela uma óóótima atriz e achei aquela cena mínima dos dois super ótima :X

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