E a minha versão favorita de The Voice chega ao final. Após 16 programas que tiveram de tudo um pouco, o show chega ao seu fim em um programa especial com duas horas de duração e apresentações finais. Particularmente gostei da maneira com que a final foi montada e a eliminação no meio do programa.
Definitivamente o reino unido sabe fazer uma boa competição musical. E aqui Carla Gomes e eu, Silvestre Mendes, nos despedimos esse ano e ficamos na espera do que virá no próximo ano na competição.
Bo Bruce
Silvestre: Nunca pensei que Bo chegaria até aqui. E não me entendam errado, não tem nada a ver com a voz da moça, mas com o tipo de programa que estou acostumado. The Voice US e American Idol, cantoras como Bruce não vão muito longe na competição. Mas ano passado ao assistir The X Factor UK, percebi que cantores, músicos, artistas de verdade têm uma chance. O público inglês sabe ouvir. Nem sempre o melhor vence, mas aqui, nessa competição, uma voz como Bo Bruce foi reconhecida. Essa última apresentação me arrepiou. Queria que o desafio fosse um pouco maior só para ver a moça crescer mais como cantora e interprete.
Carla: Concordo com Sil sobre não acreditar que Bo chegaria até essa fase. Mas, mais do que isso, não achei que eu pudesse gostar tanto de uma candidata. Em geral, prefiro vozes masculinas e com exceção para Melinda Doolittle do American Idol e Dia Frampton do The Voice US, não lembro de ter me apegado a nenhuma. E Bo, sem dúvida, é alguém que espero ouvir mais e mais e mais, qualquer que seja o resultado do programa. Voz doce sem ser melodramática, muito acima de qualquer diva com voz super poderosa.
Leanne Mitchell
Silvestre: Sobre o que falei das cantoras de voz poderosas e que estou acostumado em outros programas do gênero musical, Leanne Mitchell é do tipo que vai até as etapas finais e vence, conquista o público. Não que a moça não passa fazer o mesmo nessa edição, mas o que quero dizer é que a voz dela, apesar de poderosa, cai no lugar comum. Essa música, por exemplo, no último ano ouvi umas cinco vezes e interpretada por homens e mulheres. Mitchell fez uma boa apresentação, acho que foi uma das melhores dela, mas não me conquistou como imagino um vencedor me conquistar no último programa. Mas caso vença, a voz, sabemos que a moça possui e bem produzida será um estouro!
Carla: Chega a ser injusto o quanto eu morro de preguiça de cantoras como Leanne. Nada pessoal, mas é sempre a mesma coisa, a mesma exibição de voz gritante em determinados pontos. Não dá pra dizer que ela é ruim, não tem nada a ver com isso. Talvez, seja mais uma questão de estilo. Essas interpretações não me convencem por que não são nada marcantes. Achei alguns momentos muito irritantes, até.
Tyler James
Silvestre: Tyler foi uma grande zebra nessa final. Mas fiquei feliz de ver ele aqui no lugar de Jaz. O que mais me seduziu nesse programa foi o incomum. Vozes diferentes, estilos diferentes e mil possibilidades possíveis. No início da música não gostei muito, mas sabia que ele havia subido no agudo para poder descer no grave e mostrar algo mais diversificado. Tyler não está preparado para vencer, mas daqui alguns anos pode lançar um trabalho bem interessante. Gosto das possibilidades que a voz dele apresenta e isso confirma que Will não soube aproveitar o que tinha em mãos e tudo ficou bem inferior ao que deveria.
Carla: Sabe escolha de música equivocada? Acho que isso tirou um pouco as chances de Tyler nessa final. Não gostei nada do começo, soou como se não fosse ele. Depois, quando não precisou forçar uma voz que não é dele, na metade da música, ficou muito mais gostoso de ouvir, mais com sua cara. Acho o risco até admirável, considerando que é uma espécie de underdog da competição, mas poderia ter seguido um caminho diferente. Não esperava vê-lo nessa etapa, e gosto da ideia de ter surpresas assim, ao começar a gostar de um candidato na metade da temporada, porém, concordo com Sil, daqui um tempo pode lançar algo muito mais maduro.
Vince Kidd
Silvestre: Vince se tivesse lançado um cd, sem dúvida nenhuma seria meu Guilty Pleasure. Gosto muito dele e nesse caso é pacote completo. Acho o visual brega dele uma coisa tão divertida e visual que cantando Madonna e outras divas pop, iria ter uma grande base de fãs, acredito. Mas Vince Kidd está em uma competição séria e com outras vozes tão boas quanto a dele. Aqui, nessa final, não torço MUITO por ele, apesar que se a vitória for do loiro, vou sorrir e até comemorar. Mas ele é a voz menos potente, mas foi o que mais diversificou no palco… Jessie, acredito que tenha feito uma escolha meio duvidosa para o pupilo e isso prejudicado todo o andamento do programa até aqui.
Carla: Eu tentei muito me apegar a Vince, mas algumas de suas escolhas foram muito complicadas pra mim. Gosto da parte de se arriscar, de sair do lugar comum. No entanto, parte do que faz não tem muito a ver com o que costumo gostar, nem como guilty pleasure. Nessa final, foi um pouco mais contido, o que pode ter funcionado tanto contra quanto a seu favor. Por um lado, agradou pessoas como eu, que não compram o exagero de antes, contudo, perdeu um pouco de suas características.
Danny & Bo Bruce #TeamDanny
Silvestre: O que falar dessa apresentação de Danny e Bo Bruce? Muitos julgaram o vocalista do The Script, mas ele foi pra mim o melhor treinador do programa e, sim, passou Jessie J. Team Danny foi o único por quem torci inteiramente: Max, David, Aleks e Bo. Dito isso, a única coisa que posso dizer é que eles foram brilhantes e a apresentação foi de tirar o fôlego.
Carla: Antes de qualquer coisa, que lindinha a interação dos dois, não!? Danny chorando, Bo emocionada, puro amor. A combinação dos dois no palco também foi interessante, não curti muito a parte mais ‘falada’ de Danny, mas quando cantaram juntos, no refrão, ficou tudo perfeito. Poderia dispensar algumas das próximas apresentações e deixá-los no palco por mais um tempo que ninguém reclamaria.
Tom Jones & Leanne Mitchell
Silvestre: Não tão empolgante, mas coerente com o que apresentou durante todo o programa. Tom Jones utilizou das vozes potentes que captou durantes as audições e criou uma possível diva. Leanne é ótima, só acho que falta um repertório que me agrade mais e um outro modo de interpretar/executar as canções que não sejam cansativos e repetitivos.
Carla: Duas de minhas dificuldades juntas. Tom nunca foi uma unanimidade pra mim, e não consigo gostar de vê-lo cantando. Da mesma forma, não me empolgo nada com Leanne, então, foi bem chatinho, embora reconheça que existe uma força específica, para quem gosta do estilo.
Tyler James & Will.I.Am
Silvestre: E will criou um número em que ELE se sobressaía mais que seu candidato. É preciso dizer mais alguma coisa? A música foi equivocada, a coreografia, as luzes: Tudo! Foi um erro básico de um jurado errado como Will.
Carla: will sabe como fazer apresentações do jeito dele. O problema é que o jeito dele não tem nada a ver com Tyler. Ficou estranho, forçado, deixando a pergunta sobre como ele poderia ter se saído se estivesse com um treinador diferente.
Jessie J. & Vince Kidd
Silvestre: Vince não poderia ter achado uma treinadora tão boa e Jessie não poderia ter virado a cadeira em um momento tão certo quanto na audição de Vince. Os dois se completam em estilo e foi a segunda apresentação favorita da noite, Team Danny ainda ganha essa pra mim.
Carla: Outra ótima dupla de treinador/candidato, deixando ainda mais claro o quanto isso é importante. Não foi minha apresentação preferida, e eu nem pararia pra ver, fosse em outro caso, mas a cumplicidade dos dois foi ótima. Combinaram perfeitamente, em estilo, timing, música, tudo.
Bo Bruce
Silvestre: Lembram o que disse semana passada sobre Max? Então, vou aproveitar e reafirmar com Bo Bruce: Não importa o que aconteça no resultado, vou acompanhar a carreira dessa incrível cantora. Bo foi brilhante e sem mais!
Carla: Medo de não poder ouvir mais de Bo, com essa eliminação na metade do programa. Ainda bem que ela ficou e foi perfeita mais uma vez. Tudo incrível, dá o título logo pra ela e encerra a temporada!
Leanne Mitchell
Silvestre: Precisa gritar tanto? O início da música estava tão bonito, tão doce de ouvir… Leanne tem uma voz potente e tem quem goste, né?!
Carla: Ah, chega, né!? Vocês já sabem o que penso.
Tyler James
Silvestre: De todas as apresentações feito pelo moço nessa noite, essa foi a melhor. Tyler estava confortável, cantando e feliz. A voz fluiu e Tyler foi Tyler.
Carla: Foi uma apresentação boa, mas não pra ganhar. Tyler não está no mesmo nível de muita gente do programa, incluindo pessoas que já saíram (beijo, Max), mas foi até bem.
RESULTS
Silvestre: Posso dizer que fiquei um pouco surpreso, mas não totalmente. É American Idol e The Voice US mostrando que ter poder vocal leva você na competição. Leanne mereceu? Mereceu! Não é minha cantora favorita, não é o tipo de cantora que vou procurar seguir ao final do programa, mas o que importa é ter conhecido Max, Bo, David, Aleks, Vince e Becky Hill. Esses vou acompanhar o trabalho e torcer para que o programa seja um início e não um fim.
Carla: Obviamente que não concordei com o resultado. Leanne jamais seria minha escolha e não acredito nem um pouco que tenha sido a melhor que passou pelo programa. Ainda assim, calejada por dificilmente ver meu favorito ganhar, vou acompanhar a opinião de Silvestre e dizer que a temporada valeu a pena por apresentar novos artistas, que vou acompanhar independente dessa vitória inexplicável. Ainda vou ouvir muito Max e Bo, e isso já me dá um certo consolo.
Em geral, a versão UK conseguiu ser mais dinâmica do que a americana, e os jurados cometeram alguns equívocos meio parecidos, então, quase no mesmo patamar. Não sei se uma 2ª temporada vai ser realizada logo, e se vou sentir vontade de voltar. De qualquer maneira, agora me concentro na espera pelo The Voice Brasil. Até lá!





















Concordo com Silvestre ao afirmar que Danny foi o melhor coache do programa, isso se verifica pela qualidade do seu time, eu pelo menos não tinha um claro favorito no Team Danny, pq TODOS eram incríveis e, com certeza vou, como vcs do Na Tv, acompanhar as carreiras dos 4.
Adorei o medley que os treinadores fizeram de suas próprias músicas. Quanto a vencedora, bonita voz, mas esquecível.