
Você confiaria um jornal a alguém que não sabe mandar um email? Ok, talvez essa seja uma dúvida até meio preconceituosa, mas The Newsroom forçou tanto a barra nesse segundo episódio que nem sei direito o que pensar. Na semana passada, culpei um pouco a expectativa, por não ter me apaixonado pela série tanto quanto esperava, mas agora começo a acreditar que isso não vai acontecer.
Meu incômodo com News Night 2.o está ligado a duas questões principais. A primeira delas, no reaproveitamento da dinâmica imprimida em Studio 60, no relacionamento entre Will e Mackenzie. Mas deixemos isso para daqui a pouco, começando com o outro ponto: a mudança de tom da trama. Na estreia, existia uma engajamento, uma preocupação, um desejo politizado de fazer a notícia da melhor maneira possível. Aqui, isso ainda sobrevive em alguns momentos, mas perde espaço para uma atmosfera menos sisuda. O problema é que ao invés de ser algo bom, mais gostoso e leve de acompanhar, acabou indo parar num limite canastrão. Não existiram mil piadas, mas determinadas situações simplesmente pareceram não caber na história.
Sério, alguém tinha alguma dúvida de que Mac faria alguma besteira com os emails? A revelação da traição para todo staff do jornal foi incrivelmente rasa, perdendo muito de seu impacto. Confesso que estava curiosa para saber o que poderia tê-los separado, mas saber que tudo se resume a isso é meio frustrante. Estava acreditando tanto que ela era uma jornalista mil vezes incrível, durona, que me perdi nessa imagem de romance. Sei que ainda existe muita coisa a ser contada, mas perdi muito de meu interesse. Não sei necessariamente o que estava esperando, mas imaginei uma trama mais intrincada, que não se resumisse apenas a relacionamento. Especialmente por que falta muito carisma para causar alguma torcida para os dois.
Por enquanto, os únicos que realmente me instigam alguma reação são Maggie e Jim. As cenas dos dois foram a grande prova do ponto forte de Sorkin, os diálogos rápidos.

A interação entre o casal em potencial foi divertida de acompanhar. Engraçada no ponto, sem o exagero de Mac, as discussões bem poderiam ser representadas por aquele ditado que diz que ‘implicância é tesão ao contrário’. Ela não sabe por que está sendo maldosa com ele, ele derrete mesmo quando deveria estar agindo de maneira mais dura. Deve ser questão de tempo até que isso se torne um triângulo amoroso, e a julgar pelas atitudes de Don, não vai ser muito difícil torcer contra o atual namorado dela.
Falando no ex produtor, senti um pouco sua falta no episódio. Com a chegada de pelo menos mais uma personagem, ainda não consigo me localizar na importância de cada um. Gosto do diretor do canal, com seu jeitinho sem noção e gravata borboleta, mas fico muito em dúvida sobre a necessidade de sua existência. Ou, pelo menos na veracidade. Tudo bem que ele possa ser poderoso e tal, mas não se importar com audiência parece meio surreal. E aqui, retomo as comparações com Studio 60, e o quanto isso pode se tornar chato.
Peço desculpas àqueles que ainda não viram a série protagonizada por Matthew Perry (CORRA e ASSISTA, vale a pena), mas muitas das premissas parecem mera cópia, e fica impossível não reclamar. Mesmo em se tratando de números e discussões sobre público, a linha condutora das duas tramas parece a mesma. Idêntica, até. Entendo que a temática da crítica televisiva seja recorrente nos pensamentos do criador, mas bater apenas na mesma tecla não funciona. E o mesmo vale para o mimimi de Will e Mac. Eles nunca serão Matt e Harriet, mas a tentativa de usar a mesma dinâmica também está presente.
Um exemplo disso é a admiração mútua entre os dois personagens, mesmo que tenham mil problemas, eles se respeitam, adoram o trabalho um do outro, e morrem em elogios. São aquelas pessoas que ninguém entende por que estão separadas, já que têm muito em comum e estão nitidamente apaixonados. Nesse caso, já se passaram 3 anos, mas ela mantém uma grande devoção pelo âncora, assim como ele não parece saber como resistir aos seus pedidos. A questão, de novo, pelo menos pra mim, é que não há nenhuma dosezinha carismática nisso tudo.

Além disso, mesmo desejando me apegar à parte romântica, fico com a sensação de que o enredo teria mais a oferecer do que apenas esse jogo entre saber se vão mesmo trabalhar juntos ou não. Não compro e não acredito no idealismo de Mackenzie, mas gosto muito desse processo de produção da notícia, dos problemas no meio do caminho, da pauta que acaba mal desenvolvida. Adoraria ver mais disso, e menos desse lado Grey’s Anatomy.
Claro que ainda é cedo para formar uma opinião mais concreta disso tudo. Pode ser que eu ainda continue esperando demais e precise relaxar na expectativa, não sei. No entanto, com a renovação da série já confirmada, sinto falta de uma confiança maior de que a história vá mesmo chegar a algum lugar, sem circular apenas nos eternos temas do produtor da trama. Ainda temos 8 episódios pela frente, o jeito é torcer para que tudo tenha sido apenas uma maneira de situar a tudo e a todos, para então desenvolver algo mais embasado e menos inconstante.








Gostei muito do primeiro episódio, mas o segundo realmente me incomodou. Foi uma mudança MUITO brusca de atmosfera, principalmente no quesito Mac. Por que ela é a melhor e mais foda produtora executiva do mundo do jornalismo televisivo? Até acreditei um pouco nisso no episódio passado, mas foi tudo por água abaixo nesse. MUITO bobinha a história do e-mail, muito exagerado ela conversando com a "Victoria's Secret" sobre o fato de Will não ser um 'cuzão', muito besta os 3 participantes do painel ao vivo de Will. Fiquei muito decepcionado com isso. Mas pelo menos teve Will e Maggie pra gente amar. Tava torcendo TANTO pra ele subir naquele palco do karaoke, bêbado, e cantar pra Maggie… Ok, está muito cedo pra declarações ainda, mas o "romance" entre os dois é uma das únicas coisas em que eu boto fé na série toda. Não me lembro muito bem, mas parece que o karaokê é perto do estúdio. Seria legal se o bar fosse um cenário recorrente, tipo o bar do Joe em Grey's, onde os personagens fossem relaxar após uma noite de trabalho. Aí poderiam aproveitar o talento do John Gallagher Jr. e deixar ele fazer uns showzinhos semanalmente pra gente.
Confiar nas qualidades incríveis de Mac ficou mto difícil pra mim depois desse episódio tbm. Muita coisa beirou o pastelão, com caras e bocas que não combinam com o que a série parecia propôr, fiquei ainda mais em dúvida sobre minha opinião. A história do email foi boba, simplória e também previsível, decepção total.
Jim & Maggie formam minha parte favorita de longe! Acho que ele ainda vai sofrer sendo bobinho por mais um tempo, mas a química dos diálogos entre os dois é ótima. Acho que ali é um cenário a la Grey's mesmo, tomara que role alguma tequila tbm. E uma inspiração de OTH, pra ficar lindo <3