
Desde que vi qual seria o título desse episódio de The Killing, fiquei tentando imaginar seu contexto. Talvez por isso, nem de longe imaginasse que se tornaria um de meus preferidos da temporada. Com um clima de tensão em grande parte de seus acontecimentos, é quase como se tudo estivesse por um fio, e confesso que não vejo a hora das coisas estourarem de vez.
O que tem me impressionado nesse segundo ano é a capacidade da trama em não precisar recorrer às mesmas estratégias da época da estreia, em que suspeitos eram descartados e explorados rapidamente, apenas para ‘enganar’. Aqui as coisas funcionam diferente, mais lentamente, mas com a certeza do caminho certo. A não ser que a série invista numa reviravolta cretina, já sabemos que a morte de Rosie tem a ver com uma conspiração que vai muito além dela. E cada pedacinho desse quebra-cabeça está sendo muito mais instigante do que estava esperando.
Alguns pequenos pontos continuam me incomodando, mas em menor proporção. Não entendi, por exemplo, por que Gwen resolveu falar com o concorrente de Richmond, usando seu passado. Fiquei surpresa com sua insinuação/afirmação sobre o que aconteceu quando era adolescente, mas ainda tenho dificuldade em saber por que a parte política tem tanto destaque. Sei que a resolução do crime deve estar diretamente ligada a grandes poderes e coisas assim, mas fica difícil considerar os bastidores da eleição tão interessantes quando existem detalhes que instigam mais. A exceção, talvez, esteja na recusa de Darren em cooperar com a chefe Jackson, o que pela primeira vez me fez respeitá-lo de verdade. Antes disso, sua expressão de sofrimento e retidão apenas me incomodava. Agora, quase acredito que está mesmo preocupado em ser melhor do que costumava ser, sem precisar costurar alianças com as quais não concorda.
Falando ainda no que não me agrada, preciso compartilhar meu ódio completo, eterno e insano por Mitch. O egoísmo da sra.Larsen é tão detestável que chego a sentir vontade de adiantar suas cenas quando aparece. Como ela pode estar pagando de sofredora fora de casa, enquanto seus filhos ainda vivos ficam tão perdidos?

Já mencionei algumas vezes o quanto estou impressionada e admirada com Stan nessa temporada, mas não canso de repetir. Brent Sexton está fazendo um trabalho impecável. Os momentos com os meninos na saída da escola foram tão perturbadores quando a emoção causada pela conversa que aconteceu depois. As crianças sentem falta de Rosie, da mãe desnaturada e de toda segurança que costumavam ter. Quando choraram revelando seu medo de que fossem abandonados, senti vontade de mandar Mitch tomar vergonha na cara e fazer alguma coisa decente. Toda sua conversa com o ex namorado só me fez crer que é uma das culpadas por Rosie ter ficado tão perdida.
Ainda não dá pra saber o que se passava pela cabeça dela, mas tudo me faz lembrar dos primeiros diálogos de seus pais, lá no episódio piloto. Mitch estava fazendo mil planos corretinhos pra filha, sem nenhuma preocupação sobre quais eram seus desejos. Egoísmo feat arrogância.
O que me incomoda mais nessas revelações sobre os planos da menina, porém, é que Linden pareça ter tanta facilidade em juntar as peças. Ela é uma boa investigadora, já sabemos, mas esse envolvimento com o crime não é normal, não pode ser normal. Queria saber o que a levou a ficar internada por um tempo, mas está claro que não deve ter sido alguma coisa injusta. Ela se coloca no lugar da vítima, sentimentalmente decifra o que poderia estar acontecendo e não tem o menor pudor em seguir por qualquer caminho para chegar à verdade. É até algo admirável, mas até a página 2. Até agora, tudo parece ter dado certo, mas nem consigo discordar do delegado, sobre quanta imprudência acaba tendo.
Em se tratando do delegado, estou um pouco perdida. Ele tem alguma coisa a ver com essa tentativa de esfriar a investigação? Ou apenas está sendo conivente com a situação? Por ser um ator com potencial para mais do que apenas figurante, fico em dúvida, já que ainda não apareceu muito. Teria ele ajudado Gil a esconder as evidências? Ou apenas fecha os olhos e finge que não sabe de nada?
Achei interessante que Gil tenha voltado a aparecer, embora a parte do depósito tenha sido muito altamente forçada e fácil demais. Mas, tudo bem, relevo. Toda tensão da procura pela chave e, depois, na construção, me deixam menos chata em relação a isso.

Voltando à cena em que Holder fala seu ‘sayonara’, essa parceria entre os dois policiais está cada vez melhor. Mesmo com pouco tempo trabalhando juntos, ambos se importam, e funcionam bem. Não sei se ele já deveria estar de volta às ruas, mas seu empenho em ajudar Sarah é tocante. Não esperava que fosse tão envolvido assim, quando apareceu pela primeira vez. Apesar que, pra falar a verdade, tem muita coisa que não esperava da série.
Juro que senti um leve pânico enquanto Linden estava tentando pegar aquele crachá (?) na construção. Sabe filme de terror, em que você vê que o vilão está chegando e tem vontade de dizer “SAI DAÍ!”? Então, desesperador saber que alguém chegaria a qualquer minuto.
Minha grande expectativa agora é sobre quem a flagrou e o que pode ter acontecido no lugar. Se tinha mesmo mais alguém ali, quem é essa pessoa? Já a conhecemos? É uma peça chave inesperada? Rosie foi mesmo até lá apenas para sentimentalmente se despedir da cidade? Ou pode estar envolvida em mais alguma coisa? Não consigo apostar em nada nesse momento, e isso é empolgante. Faltando tão pouco para a resolução (enfim) do crime, é estranho ter tantas informações e não saber como encaixá-las. O lado bom é que isso promete uma conclusão não óbvia e nem amarrada. Ou assim espero que seja.








Mais alguém aí tá imaginando que o episódio final com a resolução do caso será com flashback da Rosie? To torcendo demais!!! Iria ser muito top!
Flashback com Rosie é meu sonho de consumo desde que série estreou, Gustavo ^^
São muitas sensações para pouco tempo de episódio. Nas cenas de Holder e Lindem vc fica apreensivo e tenso com os rumos da investigação, querendo juntar provas e criar cenários possíveis para o crime.
Daí, vêm as cenas do Richmond e o blá-blá-blá político que te dão vontade de dormir. Papai sabia de tudo, Gwen. =P
Mitch é uma pessoa sem coração, desumana que merece todo o sofrimento do mundo. Queria que ela morresse de desgosto por tudo que causou e vem causando aos filhos. Mais daí me lembro daqueles dois coitados que ela abandonou e não consigo imaginar os danos que a morte da mãe causariam. Enfim, ela já saiu de casa mesmo, só que a morte seria algo bem definitivo e desesperador para eles.
Adorei a forma como o Stan tratou a mulher. Frio e objetivo, não esbravejou sua raiva nem se humilhou pedindo para que ela voltasse. Cabe a ela decidir isso, e a ele aceitá-la ou não de volta.