Mais um episódio consistente nessa nova temporada. O único “porém” é a sensação de que as histórias paralelas aos casos da semana estão sendo deixadas de lado. Os casos continuam bons, mas o desenvolvimento dos personagens está lento, quase parando.
Vou começar a falar do que a série faz de melhor: a parte jurídica. Rita Wilson retorna e traz consigo sua ótima e agradavelmente detestável Viola Walsh. O caso em si foi meio complicado. Meu conhecimento em internet não foi suficiente para compreender totalmente a história das garotas que processavam o também recorrente Neil Gross. Eu, ao contrário do juiz, precisava daquele filme introdutório ao mundo dos algoritmos.
Entretanto, melhor do que a parte do tribunal, foram as tentativas de Viola em corromper Hayden. Aliás, Clark Hayden a cada episódio se mostra mais importante para a recuperação da Lockhart/Gardner. Ele realmente está ali para ajudar, ao contrário do que Diane e Will pensavam. Por mim, ele continua na série como fixo, até porque não será fácil para a firma levantar sessenta milhões de dólares em pouco tempo. E eu fico me perguntando como um escritório de advocacia chega a uma dívida desse tamanho. Superfaturamento do champagne?
Mais uma vez Alicia se vê no olho do furacão que é a vida de Peter. Eu bem que queria que a história de infidelidade fosse verdadeira, mesmo acreditando que a conclusão seria contrária. Não gosto de plot reciclado, a não ser que tenha um bom motivo para isso. E aqui não vi nenhum motivo a não ser enrolar ainda mais a nossa cabeça quanto ao que Alicia realmente quer. Pouco me importo, prefiro Alicia sozinha, mas se ela ficar com o marido, então que parem de tentar pintá-lo como vilão.
A única coisa realmente ruim, em minha singela opinião, é a trama de Kalinda. O que estão fazendo com a personagem é imperdoável e, a não ser que o final disso tudo seja incrível, vou continuar achando isso tudo muito dispensável.
Pra que toda essa brincadeira com comida? Alguém me explica? Ou eles revivem “9 ½ Semanas de Amor” numa cena tórrida de luxúria e gula, ou param de vez. Eu entendo toda a intenção de traçar um paralelo entre como Kalinda era e o que ela se tornou quando se libertou do marido, mas eu não preciso ficar vendo os dois se lambuzando de ovo em meio a olhares cheios de lascívia.
A única parte interessante dessa história é imaginar o que Nick fará agora que descobriu que Kalinda tá jogando no outro time e com uma agente do FBI. E eu ainda espero saber o que realmente aconteceu entre os dois para terem chegado a tal ponto.
Enfim, The Good Wife continua boa. Eu apenas quero um foco maior nas tramas que realmente importam e aquela sensação de que a bomba pode estourar a qualquer momento, como nas temporadas anteriores. Eu só reclamo porque eu gosto demais da série e porque sou crítico (chato) de natureza.









