The Good Wife segue sendo a série mais sólida da TV americana. Tenho apenas pequenas ressalvas quanto ao rumo de algumas tramas, o que não tira a bela experiência que é assistir à série.
Dessa vez o episódio se mostrou muito mais forte no seu caso da semana. Eles sempre são muito bons e todos os personagens envolvidos neles são muito envolventes, principalmente os juízes. As excentricidades dos magistrados de TGW são uma marca registrada e o meritíssimo Bernard Temple com sua obsessão por Harvard entrou para o hall dos grandes juízes da trama.
Diante da atual situação da Lockhart/Gardner e a constante intromissão do trustee (ou agente fiduciário, se isso soar melhor), Will deu um tiro no escuro ao recusar o acordo e quase levou um blindside bonito não fosse a sempre salvadora Kalinda. Não sei dizer quantos casos já foram ganhos apenas pela competência de Kalinda, mas me parece um artifício de série que não tem mais a oferecer. E esse não é caso aqui.
Para falar do plot de Kalinda eu preciso desligar um pouco meu lado crítico (mentira, não vou). Pra quem parecia um marido huge mothafucka’, Nick é uma grande decepção. Claro que a história toda dos dois ainda não foi contada, mas esses joguinhos entre eles me incomodam muito. O que foi aquela cena do sorvete? Esperava muito mais dessa história.
Não sei até onde vão com esse jogo de gato e rato entre os dois, mas gostei do trustee obrigando Alicia a retomar Nick como cliente, porque é muito mais interessante ver essa briga de casal por vias legais do que acompanhar esse morde e assopra entre tapas e beijos. Só é bom pra usar todas essas expressões cafonas que normalmente não uso.
Mas vamos falar de coisa boa: Maura Tierney, essa linda. Nem sei porque gosto tanto dela, já que não acompanhei ER e vi pouca coisa com ela. Porém, o fato é que ela é ótima e só tem a acrescentar à série. Assim como todos os personagens importantes de The Good Wife, Maddy Hayward tem aquele ar de mistério sobre suas reais intenções.
Achei um pouco estranho todo seu interesse por Alicia e principalmente o fato de apoiar a campanha de Peter. Pra uma mulher de negócios, e atual senhorio da Lockhart/Gardner, que apoia apenas outras mulheres na política, é de se estranhar ela querer apoiar um candidato adúltero confesso. Identificação pessoal, será?
O encontro entre Maddy e Alicia no tribunal não foi menos estranho. Todo o papo de vamos tomar um drinque realmente poderia ser mal interpretado, como foi por Alicia, mas estranho mesmo é Maddy querer ser amiga de Alicia apenas por sua história. Espero boas coisas dessa união.
Para finalizar, preciso falar da prepotência de Alicia em pensar que apenas sua opinião estava decidindo quem seria demitido da L/G. Gosto de ver esses traços defeituosos na advogada. Ela tenta ser perfeita, mas tem seus momentos de egocentrismo. Me irrita um pouco essa postura de madre Teresa e o discurso de amor por todos os colegas. Ainda mais que os outros advogados só estão esperando a menor oportunidade pra puxar seu tapete.
- P.S.: Por mim, os outros andares da L/G podem ser extintos de vez, já que ninguém de lá aparece na série mesmo.
- P.S. II: Cary tá fazendo o quê na série mesmo?









