
Quem esperava uma season premiere mais bombástica, devido aos acontecimentos da finale da terceira temporada, talvez tenha se decepcionado. Porém, tivemos mais um episódio a la The Good Wife: mesmo parecendo morno em alguns momentos, se manteve sólido e mostrou muito daquilo que deve ser desenvolvido ao longo desta temporada.
Comecemos com o grande embate entre Kalinda e seu ex-marido. Essa talvez tenha sido a parte mais decepcionante, in my opinion, Já que muito se conjecturou na reta final da temporada passada sobre quem seria e o quão perigoso seria o ex-marido de Kalinda. Iniciamos o episódio imediatamente a partir do cliffhanger de Kalindão sentada, com arma em punho, à espera do maledeto. Primeira decepção: era apenas um capanga dele e, por mais que a cena tenha sido boa, eu esperava mais.
Por culpa de spoilers, já sabia que o tal Nick, novo cliente da Lockhart & Gardner, era o marido da detetive e creio que por isso fiquei ainda mais decepcionado. Ainda não sei se gostei da escalação do ator (Marc Warren), apesar de ter gostado do ar sádico e dos mind games, mas aquela cena de luta dos dois foi vergonhosa em vários, tipo, váááários níveis.
Kalinda é uma personagem muito complexa e muito bem escrita, talvez a melhor coadjuvante das séries atuais e fica difícil entender o porquê de algumas ações dela. Não sei até onde esse casamento foi verdadeiro, já que esposa de malandro não combina com o estilo dela. E alguém aí já contou com quantas mulheres Kalinda já se envolveu? Porque, olha, quero saber o segredo.
Ok, mas e a protagonista, cadê? Pois é, Alicia tá lá linda e faceira viajando com os filhos chatíssimos. Fiquei um tanto incomodado com tanto tempo gasto com a busca por drogas pelo guardinha, até que entendi que aquele seria o caso da semana. Eu queria poder tecer inúmeros elogios ao roteiro, mas achei tudo tão avulso só pra mostrar um possível interesse do seu filho mala pela advocacia.
Esse caso só veio pra confirmar o mau caráter de Peter. Eu não entendo porque, mas parece que os roteiristas abandonaram o personagem depois que ficou claro que ele era o canalha que imaginávamos. Sinto falta de um pouco mais de esmero no desenvolvimento dele, porque todos os outros coadjuvantes têm muito mais camadas que Florrick. E se for pra deixar toda a complexidade na atuação de Chris Noth, esquece…
Para encerrar, temos a trama inédita do salvamento da Lockhart & Gardner da falência. É incrível como a firma está sempre à beira do colapso por quaisquer razões, mas sempre se mantém como uma das maiores da área. Essa nova empreitada, contudo, traz uma dinâmica interessante, com a entrada do trustee interpretado por Nathan Lane que já se mostrou uma novidade positiva apenas por colocar David Lee em seu devido lugar.

Considerações finais:
Já não era sem tempo ter Will de volta como advogado atuante da L&G. E quão emblemática foi a cena de comemoração dele com Diane? Aliás, essa dupla sempre rende ótimas cenas, se não as melhores.
Espero que Alicia decida-se de uma vez entre Peter e Will, porque esse triângulo já cansou e a série já se mostrou muito mais do que isso. Entretanto, eu ainda gosto desse desconforto entre ela e Will depois de seu affair.
Gostei muito da entrevista de Alicia para a repórter invasiva e quero ver mais disso, especialmente para poder ver Eli Gold se contorcendo diante de tanta eloquência da boa esposa em suas respostas.








