Com um episódio centrado simplesmente na participação de Susan Sarandon, The Big C trouxe a fórmula de sempre, com momentos de emoção, comédia e, nesse caso, muitos clichês. Apesar disso, depois de ver o episódio fiquei com um sabor amargo na boca, algo completamente novo pra mim em relação à série.
Susan Sarandon estava ótima como a “guru da felicidade” Joy Kleiman, mas seu personagem foi, pra mim, o grande problema do episódio. Não acredito em terapia de autoajuda. Muito menos em workshops pra descobrir a felicidade (sic). Talvez por isso tenha achado completamente ridícula a técnica de ficar carregando uma mochila com pedras o dia todo. E o fato de todos, incluindo Paul, aceitarem aquilo com tanta boa vontade me irritou ainda mais.
Cathy é uma anti-heroína. É isso que mais gosto na personagem. E era óbvio que ela não iria aceitar ficar carregando peso à toa só por que uma suposta guru mandou. O pior foi a obviedade da lição da atividade e que a única a entender isso foi justamente a protagonista. Esse clichê me incomodou muito, apesar de eu gostar de um clichê bem executado. Mas esse foi demais.

É claro que Laura Linney é incrível e conseguiu me emocionar mesmo eu não gostando da cena. Só não sei como os roteiristas vão trabalhar essa história de ela querer um segundo filho. Diante de sua atual condição é até aceitável a ideia, mas e se o câncer voltar e sua saúde piorar? Acho drama demais, mesmo pra essa série.
Os plots paralelos me agradaram mais. Sean e Ababoo se juntando mais uma vez só podia resultar em comédia. Os dois solitários continuam tentando seguir em frente e esquecer aqueles que partiram seus corações. Um relacionamento entre os dois está fora de cogitação, pelo menos pra mim, então essa amizade estreitada me agrada e muito, principalmente se tivermos mais cenas como o falso pedido de casamento no restaurante.
Adam é aquela coisa de sempre. Um episódio agrada e nos próximos dez irrita profundamente. Pelo menos acho bem mais compreensível ele entrar pra um grupo cristão por causa de uma garota, do que por vocação religiosa. E quanto menos cenas de discussão com a mãe ele tiver, melhor.








