
Antes de qualquer coisa preciso pedir desculpas públicas a Revenge. Me deixei influenciar por algo que não gostei e abandonei a série temporariamente, o que me arrependo cada vez mais. Na medida em que coloco os episódios em dia, percebo os motivos pelos quais se tornou uma de minhas preferidas da temporada, e vou tentar não esquecer mais disso. Afinal, qual outra série poderia fazer um capítulo com flashback recheado de… mais flashbacks?
Os recortes de Legacy foram simples e não necessariamente surpreendentes, mas ajudaram a consolidar muito do que já sabíamos sobre a jornada de Emily. É interessante perceber que ainda não conhecemos todas as peças essenciais da trama, podendo manter um gostinho de novidade, mesmo que não seja nada bombástico.
O que mais me chamou atenção ao conhecer ‘Mandy’, foi a dúvida sobre quem poderia ter se tornado se não tivesse lido os diários do pai. Seria uma menina inconsequente num caminho de auto destruição? Alguém com (ainda mais) traumas, toda emocional e com personalidade bagunçada? Difícil saber, mas todos os momentos antes de se convencer da injustiça com David Clarke criaram um mundo de possibilidades. Foi um pouco piegas vê-la olhando para Jack, por exemplo, com aquele cabelo pavoroso e com aquela musiquinha de fundo, mas me instigou a pensar no futuro que poderiam ter tido juntos. No entanto, o mais intrigante foi a existência da namorada, que não tenho certeza se foi apenas uma pontinha irrelevante, ou alguém que pode ser importante em algum momento.
Talvez ela tenha sido usada apenas para mostrar a questão da sexualidade de Nolan, e a tendência de Jack em se deixar enganar. Contudo, não consigo deixar de lado a cena em que ela espia e descobre sua identidade, imediatamente ligando seu radar de bisca.

Mas, deixando minhas divagações ofensivas de lado, quanto mais é possível achar Nolan adorável? Sua atitude ao saber que seus negócios poderiam ter prejudicado alguém foi tocante. Cada vez mais sinto vontade de que ganhe mais destaque, talvez com flashs mais reveladores e apenas seus, sobre sua vida antes de Em, antes de ter conseguido o sucesso financeiro. Seu começo como mega milionário me interessa incrivelmente, mesmo achando que não deve ser relevante para a premissa vingativa.
Também gostaria de saber como sua promessa a David se tornou tão importante. Não é como se cumprisse apenas o que lhe foi pedido, existe uma dedicação extra, rastreando os passos de Amanda, tentando mesmo convencê-la de que precisa superar tudo. Essa mistura entre ingenuidade e o histórico levemente mau caráter o tornam encantador. Juro que preciso de mais detalhes da evolução de sua personalidade.
Falando nisso, finalmente soubemos um pouco sobre como Victoria conheceu o pai de Amanda. Ignorando aquela cena vergonhosa com o amante no bar, sempre quis saber como seria sua versão apaixonada, que se arrisca num relacionamento com o qual realmente se importa. Ou, pra ser mais sincera, queria entender que tipo de pessoa ela era, pra conseguir fazer com que David se apaixonasse. Sua imagem de frieza não parece lá muito atrativa, mas pudemos notar a química imediata entre os dois. Muito mais convincente do que a pegação entre Lydia e Conrad na festa, por exemplo.
Evento movimentado esse reveillon, né!? Sexo, amor, morte. A família Grayson sabe mesmo como fazer um.
Em alguns momentos, me perguntei sobre como Emily conseguiu circular tão livremente, sem que ninguém se lembrasse dela no futuro. Entretanto, logo parei pra pensar nos rostos de pessoas desconhecidas com quem possa ter cruzado, e jamais lembraria de algum rosto aleatório depois de tanto tempo. Assim, me concentro na crueldade do que fizeram com Bill Harmon. Não sei por que, mas ainda me surpreendo ao saber que existe uma conspiração ainda mais violenta, que não se reduz apenas a manipulações e documentos. Me assusta pensar no quanto essas pessoas já fizeram apenas para se proteger, sem remorso, sem culpa, sem o mínimo de escrúpulos. E entendo perfeitamente a decisão de Amanda em se vingar.

Acho que tinha abstraído a existência da tatuagem em seu pulso. Mas o ponto de virada é simbolicamente coerente. Foi estranho vê-la chorando, desesperada daquele jeito. Não estava acostumada com essa vulnerabilidade e morro de expectativa pelo instante em que Takeda tenha entrado em sua vida, ajudando a ter mais controle, a não agir por impulso. A mulher que atacou o pretendente no banheiro não é a mulher que conhecemos, que prepara cada pedacinho de sua vida. E a jornada que a trouxe até a vingança se prova tão interessante quanto seu objetivo final.
Novamente, me sinto culpada por ter esquecido disso, e a aposta em ambientar um episódio no passado apenas me ajuda a voltar a acreditar no enredo cegamente. Nessa reta final da temporada, tudo que mais quero é que o ritmo continue surpreendendo, me fazendo odiar ainda mais pela pausa impulsiva.







