Eu me sinto uma roteirista de Private porque review após review eu reclamo dos mesmos problemas. Essa mania de sempre bater na mesma tecla, de nunca superar os dramas. Parece que em PP os distúrbios acompanham você para o resto da vida. Não importa o que você faça, eles estarão com você até debaixo de sete palmos.
Violet e o livro. O que mais pode ser explorado desse livro? Publicar ou não publicar, o quanto da vida dos amigos e familiares entra no livro, lidar com críticas sobre si mesma, o quanto isso afeta sua relação com os pacientes da terapia. E, finalmente, Katie.
Katie é a tecla mais batida desde que a personagem surgiu na série. Todo o processo da doença dela. Depois veio o atentado e o quanto isso afetou Violet. Naturalmente veio a recuperação da Violet. E quando você finalmente considera que tudo foi deixado para traz e resolvido, o livro, sempre esse livro, trouxe tudo de volta.
Katie e Violet tem um laço profundo uma com a outra. A vida das duas estão ligadas por algo muito maior que a relação paciente e médico. Não faz diferença o quanto Pete se revolte ou o quanto Cooper queira protegê-la. As duas estão unidas e nunca vão se recuperar.
Cada vez que a terapeuta aparecer, a vida da Katie, todos aqueles problemas, todo aquele passado que tenta ser esquecido, irá retornar. E acontecerá o mesmo com Violet. Isso é bem visível no momento em que a ex-paciente é quem a confronta no consultório. O medo, o pânico de um segundo atentado estava estampado no rosto da médica.
E não vai ser dessa vez que a odisséia do livro vai terminar. Já que existe uma possibilidade de Violet ter sua licença médica cassada. E os últimos episódios devem girar em torno desse drama. O lado bom disso? Faltam apenas 3 episódios para o final da temporada.
Outros confrontos e conclusões ocorreram no episódio. Charlotte foi casada, teve um ex-marido que a traiu e isso a traumatizou. Drama antigo do casal, Cooper obviamente tinha que se meter nisso. E dessa vez foi bom ele ter se metido. A texana precisava concluir esse passado que estava em aberto. Ninguém imaginava que essa conclusão viesse do fato do ex dela ser gay. Mas isso acontece, em minha opinião, todos temos ao menos um ex que é gay, podemos saber disso ou não, porém temos. Fim de história, seguisse em frente. Isso que eu gosto na Charlotte, tem o drama, ele é resolvido e bola pra frente. Nada de ficar remoendo histórias antigas.
Impressionante como os casos de Grey’s Anatomy são metafóricos com precisão e em Private não. Addison deveria entender a paciente que quer tanto um filho a ponto de arriscar a própria vida. Eu acredito que no momento que a ruiva engravidar, o risco que for preciso ela correr para que essa criança nascer, correrá. Sem pensar duas vezes. Então, como justamente ela, pode recriminar uma mulher por fazer o mesmo?
Acho mais que compreensível o ultimato que ela deu em Sam. Pode ter sido brusco, mas é como a ruiva disse, o tempo de esperar acabou quando ela ainda era parte do time de Seattle. E Sam não está disposto a esse comprometimento com ela. Essa divergência era o ponto final que eles precisavam para a relação.
Minha solução seria fechar de vez essa série. Pegar Amélia e Addison, mandar as duas para integrar a equipe do Seattle Grace Hospital e a Addie com o Alex. Os dois não funcionaram mais depois que se separaram, talvez seja um sinal para ficarem juntos.










