Definitivamente eu preciso de um professor de neurociência como Daniel. Na verdade, para conseguir acompanhar os episódios de Perception eu precisarei de qualquer professor de neurociência, porque a cada dia me interesso mais sobre o assunto. Mas isso é outra história.
“O cérebro pode mentir para si mesmo?”
Adoro essa característica da série: começar com uma aula do Daniel que leva ao caso da semana, já que o tema da aula tem alguma ligação com o que será investigado.
O tema do homem que compra uma esposa de um país longínquo e é pressionado por agiotas a pagar por ela ou ela terá que pagar como prostituta é meio batido, mas adorei o lance de não ser capaz de “enxergar” rostos. Dessa vez, eu assisti o episódio inteiro para depois buscar algo na internet. Sério. Eu acreditaria mais se fosse uma série médica (apesar dos inúmeros erros existentes). Tudo bem que até o momento tudo o que foi dito no 1º e no 2º episódio tem fundamento.
Amei a cena em que Daniel surta e não consegue ficar na fila para o scanner corporal!!! Eu adoro os surtos dele e suas tentativas de minimizá-los. A estratégia é usar a música como um calmante e acredito que também sirva para desconectá-lo do mundo. O mais engraçado é que eu tive a impressão que eram os ruídos e a proximidade das pessoas que o estavam sufocando e levando-o ao surto. Mas, para Kate, ele alega que eram os riscos de contrair alguma doença como câncer de pele, doenças da tireoide e pasmem: esperma mutante!!! Apesar de já escutado em algum momento o termo relacionado a genética (esses espermas mutantes seriam responsáveis por doenças nos filhos gerados, se não me engano) eu confesso que ri muito. Tanto da tentativa de defender sua necessidade de não passar pelo scanner quanto da expressão confusa de Kate diante da cena. Impagável a sequência: Daniel sendo revistado pelo policial. É justamente por esses momentos que desde o primeiro episódio eu passei a ser fã dessa série. As reações de Daniel são tão imprevisíveis e divertidas.
Prosopagnosia = deficiência sensorial, também conhecida como “cegueira facial”. Que coisa mais esquisita. Ser incapaz de enxergar os rostos das pessoas… Fiz minha pesquisa e adorei descobrir que isso existe. Imagino se em algum momento da série aceitarei de primeira algo como verdade absoluta…
Se a vida de Daniel ainda não era complicada o bastante, agora ele tem uma espécie de rival: Dr. Michael Hathaway. Pelo o que entendi, ele escreve livro de autoajuda. Daniel demonstra desagrado e uma certa irritabilidade diante do novo professor. Admiro sua sinceridade ao falar sobre o último livro do colega, classificando-o como algo sem profundidade, envolvendo ciência barata e pesquisas superficiais. São esses momentos que me fazem pensar se além de esquizofrênico Daniel também não é autista ou asperger. Sério. Essa necessidade de falar a verdade, doa a quem doer não é muito bem vista em sociedade. Não digo que devemos mentir. (E voltamos ao tema do episódio). Mas existem as meias verdades e as “mentiras piedosas”. Quando mentimos para não piorar a situação. Quando omitimos algo. Ele não precisava detonar o cara. Bastava dizer que não gostava do tipo de livro que ele escreve, sei lá.
Quando vi o mafioso russo ameaçando Daniel, pensei logo que se tratava de uma alucinação. Já a agente, num primeiro momento pensei que fosse real. Daniel comprovou que pelo menos ela era uma alucinação. Se eu fosse ele, também teria surtado sobre o mafioso, afinal quem garante que ele não era de verdade?
Kate sabe da real condição do professor. Mesmo assim ele insiste em mantê-la à margem dos fatos. O diálogo com Natalie esclarece alguns pontos. Ela é sempre muito coerente e chama-o à razão. Nesse momento ela me convenceu que o tal mafioso era fruto da imaginação dele.
“Multidões me deixam louco” sério, Daniel? Desistir de assistir um jogo que você curte, ao lado de alguém que lhe agrada, deve ser difícil. Entendo o medo que ele tem de surtar, não ser capaz de se controlar e chocar ainda mais a Kate. Só acho estranho que mesmo tendo sido aluna dele, conhecendo-o ao longo dos anos, sabendo de sua condição, ela ainda fique surpresa com os surtos dele ou com suas manias (falar “sozinho” é uma delas). Acredito que seja mais fácil saber do que ver. Ela sabe, compreende, mas vê-lo passando por isso a deixa abalada de alguma forma. E isso deve deixa-lo envergonhado e sentindo-se inferior, incapaz…
O plano das duas ucranianas foi engenhoso e ousado. Pena o final trágico para uma delas.

Se temos tantas versões de nós mesmos, flutuando dentro de nossas cabeças, qual é o verdadeiro “eu”? Amo essas questões!
A relação de Daniel com a alucinação da amiga me leva a crer que ela seja algo como a voz da consciência, da razão. E também funciona como terapia. Gosto da interação entre eles. Pena que ela não é real. Será que ela realmente existiu? Será que ainda existe ou já morreu?
E aí, o que vocês acharam do episódio e da série de um modo geral? Comentem.











Ola, serie realmente interessante e como ja disse no post anterior eh muito semelhante ao filme "Uma mente brilhante", por enquanto eh isso, mas falando do episodio, eu acredito que durante as aulas ele consegue se controlar, pq no primeiro epi, teve ate uma aluna que tentou ganhar "uns creditos extras" com ele, se ele tivesse surtos durante as aulas, possivelmente nao teria credito nem pra ser professor. O que ta parecendo de inicio que as visões dele, é o proprio subconsciente dele tentando ajuda-lo com questoes que normalmente passam batido pela consciencia.
TA interessante, mas ainda to esperando uma melhora, hj ja assisti o epi 5, e ta melhorando…
Rodrigog, concordo com vc.
Tudo indica que ele é um bom professor. Eu gosto da forma como ele aborda os temas que estão sendo estudados.
Quanto às visões, gostei do q vc disse sobre subconsciente. Não tinha analisado dessa forma. Eu ainda imagino como um extensão do pensamento. Já ouvi pediatras falando que as crianças também desenvolvem o pensamento e a oralidade através de brincadeiras em que ela fica "falando sozinha". As visões seriam como se ele estivesse falando sozinho, se colocando em outras posições e analisando o fato como se fosse uma terceira pessoa. A relação com a Natalie reflete muito isso. Ela diz o que ele já sabe e não tem coragem de assumir ou dizer em voz alta. Por isso gostei do que vc falou sobre subconsciente, já que completa a ideia. Ele acaba "revendo" o que "passou batido".
A série já me conquistou, mas também espero mais. E realmente, a cada episódio melhora.
Estou preparando as reviews de 3 a 5. Espero encontrar vc por aqui nas próximas reviews!
Obrigada pelo comentário!