
Dr. Daniel Pierce é um excêntrico professor de neurociência, esquizofrênico, que acaba ajudando uma ex-aluna (Kate Moretti), agente do FBI, a resolver vários casos. Ao ler essa sinopse, decidi assistir ao episódio piloto. A série explora um universo bem conhecido: agentes do FBI sendo auxiliados por um expert. O diferencial é o tipo de expert utilizado em Perception. A esquizofrenia do professor comove ao mesmo tempo que diverte. E o mais engraçado é que ele consegue ajudar justamente por ser esquizofrênico!
Quando vi que a série era interpretada por Eric McCormack, não pude deixar de sorrir ao lembrar de seu personagem Will Truman de Will & Grace. Eu não era fã da série, tampouco posso afirmar que assisti uma temporada inteira, porém assisti vários episódios divertidos que me levaram a gostar do elenco. Na verdade, foi o misto de série policial com o ator que me levou a assistir. Eu esperava uma série policial mais leve, menos sombria, que pudesse me divertir. E não me decepcionei. Terminei o episódio ainda mais interessada em neurociência (apesar de saber que muitas séries extrapolam no quesito “realidade x imaginação”), louca para pesquisar sobre a esquizofrenia e ansiando por um possível e estranho romance entre Daniel e Kate. Quem nunca foi apaixonada por um professor?

O que é realidade? É com essa pergunta que o Dr. Daniel Pierce inicia o episódio. Seus alunos dão algumas respostas óbvias. Mas nada se compara a definição estabelecida pelo professor de neurociência.
Como perceberemos o que é real e o que não é, já que as experiências vivenciadas em sonho ou realidade não podem ser distinguidas por nossos neurônios? Nunca tinha pensado em algo do tipo. Para mim, somente as pessoas com algum tipo específico de problema/doença mental eram incapazes de distinguir realidade de fantasia ou sonho. Jamais pensei que os neurônios não conseguem diferenciar uma experiência real de uma experiência imaginária.

Kate Moretti, ex-aluna de Daniel, atualmente agente do FBI, pede que Daniel a auxilie num caso. Um homem foi assassinado, sua esposa confessou o crime apesar de demonstrar incapacidade física e mental para cometer tal ato. Daniel logo percebe que ela é inocente e que necessita de um tratamento médico. Bulimia pode causar deficiência de tiamina que pode causar Síndrome de Korsakoff!!!! Minha ignorância no assunto me levou a uma extensa pesquisa, porque eu confesso que não acreditei em nada do que ele disse!!!! Eu precisava ler que isso é possível para conseguir levar o episódio a sério. Verdade.
Na sequência, enquanto policiais discutem sobre o veredito do especialista, Daniel quase surta na delegacia por causa do ambiente fechado e ruidoso. Detalhe: a situação é inteligentemente contornada pela ideia de subir numa cadeira e ouvir música clássica. Dessa forma ele consegue fugir do surto, apesar de deixar evidente sua excentricidade. Ri muuuuito. Destaque para os fones de ouvido e para o extinto toca-fitas. Eu quero saber onde ele consegue as fitas cassete nos dias de hoje… Ah, e ainda descobrimos que Daniel é autor de livros de perícia neuro-psiquiátrica! Talvez tenha sido por causa disso que Kate frequentou as aulas dele na faculdade.
Daniel é procurado em sua casa por um funcionário da empresa farmacêutica, alegando ter sido ele o assassino. O mais surpreendente nessa cena é descobrir, através do assistente de Daniel, o aluno Lewicki, que tudo não passa de mais uma de suas alucinações. É nesse momento que vemos a fragilidade do personagem. Ele necessita de uma pessoa ao seu lado, 24hs, que possa dizer à ele o que é real e o que não é. O incrível é que por um lado ele tem uma mente brilhante e por outro lado é um ser humano instável, excêntrico e até um pouco louco. Sem contar essa dependência. E o interessante é que a doença dele o leva justamente a evitar relacionamentos, contatos sociais, etc. Aí fica claro que a aula inicial é uma preparação para aceitarmos um dos sintomas da esquizofrenia: a alucinação. E a dificuldade que Daniel tem de distinguir realidade e fantasia. Ele é capaz de conversar, interagir plenamente com uma de suas alucinações, sem perceber do que se trata realmente.
É engraçado que a esquizofrenia tenha acontecido, por assim dizer, com um homem que compreende tanto a mente humana, ao ponto de ser capaz de falar de seus próprios sintomas como se estivesse lecionando ou apenas analisando um caso de terceiros. Adorei quando ele define a alucinação esquizofrênica como um produto aleatório de disparo de neurônios. Definição perfeita! Sem contar que ele consegue transformar a sua doença no seu grande aliado. Ele aprendeu a conviver com os sintomas, descobriu o que consegue acalmá-lo e o que o ajuda a ser um ser humano como outro qualquer.
Quanto ao “detector de mentiras humano”, o rapaz afásico, nem vou comentar. Foi mais um momento estranho pra mim. Afasia existe! Já percebi que vou “aprender” muitas coisas novas com essa série…
O que ficou claro é que as alucinações ajudam no processo de investigação. É como a mente de Daniel trabalha com as peças que lhe são fornecidas durante o caso para montar o seu quebra-cabeça e descobrir o verdadeiro culpado.
No final, descobrimos que sua amiga Natalie não passa de mais uma de suas alucinações. Imagino se ela foi uma amiga/namorada dos tempos de faculdade que morreu ou simplesmente seguiu sua vida.
Eu gostei muito do episódio, apesar de ter surtado em dois momentos: Síndrome de Korsakoff e Afasia. Eu pulei da cadeira, dei “pause”, fui ao google… tudo para conseguir digerir melhor o que estava diante de mim. Surtos à parte, adorei a dinâmica da série! Daniel me lembra um pouco o personagem Walter Bishop de Fringe. A ideia de mergulhar em suas alucinações para conseguir resolver um complexo puzzle é atraente, assim como sua relação com Natalie, Kate e Lewicki. Suas manias, trejeitos, tiques… tudo nesse personagem me seduz. Acredito que a série seguirá com o caso da semana. Imagino se irão explorar a possibilidade de um relacionamento óbvio entre Kate e Daniel. Fica claro que quando ele está com ela se sente confortável e seus sintomas são menos evidentes. Parecida com a relação que ele ainda mantém com Natalie, a alucinação. Já com Lewicki a irritabilidade é maior, talvez porque a convivência também seja maior.
Bom, a partir de hoje as reviews de Perception serão feitas por mim. Eu já participava do blog lendo as reviews, as notícias e comentando (coisa que ainda continuarei fazendo, já que sou “serianática”). Agora vocês me encontrarão também por aqui!
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Nem sabia que série era essa até estrear, mas gostei demais. Daniel me lembra muito o House, mas para investigações. A parte dele pensando consigo mesmo me lembrou um pouco Sherlock, mas tudo bem.
Adorei mesmo te ver como parte do NaTV! Seja Bem Vinda!
Obrigada, Natasha! Agora eu não vou te "perturbar" apenas na 2ª temporada de Once Upon a Time!
Quanto mais eu vejo a série, mais me apaixono por Daniel!!! Rsrsrs. Realmente ele tem um lado Sherlock. Os surtos me lembram Walter Bishop (Fringe). E ele ainda consegue manter o charme em meio a tudo isso!
O bom que a série está com uma boa audiência (tanto que já foi renovada!!!), apesar de não ter sido muito divulgada (eu peguei meio por acaso). Pena que sejam apenas 10 episódios, deve encerrar em setembro. Retorno: 2013.
Bem interessante mesmo o tema. Fiquei curioso. Assistirei os primeiros episódios.
Obrigado pela dica. E seja bem vinda!
Obrigada! Tomara que vc goste do seriado.
Eu já estou terminando de escrever a review do 2º episódio.
Fiquei curiosa, vou baixar para ver e depois volto para comentar. Obrigada pela dica.
Bárbara, assista e volte p/ comentar. Tomara que vc curta e se transforme numa fã como eu!
Obrigada pelo comentário!
E aqui estou eu. Sou viciada em séries. Adoro quebra-cabeças e personagens loucos. Simplesmente amei a série! Virei fã apenas com o piloto. Amor à primeira vista.
Ahh estou torcendo por um romance entre o Daniel e a Kate, por que não? Daniel é cativante, me fez lembrar um pouco do meu amado e inesquecível Dr. House.
Ótima review… Vou acompanhar a série e suas reviews, adorei ambas.
Bárbara, que bom que você virou uma fã de Perception como eu!
Eu tb torço por um romance entre eles, mas acho q vão deixar para a 2ªtemporada.
Quanto a Daniel, confesso que me apaixonei! Rsrsrs.
Que bom q vc curtiu a review! Espero seus comentários nas próximas! É sempre bom conversarmos sobre as séries que amamos!!!
Seja bem vinda e obrigada pelo comentário!
“O incrível é que por um lado ele tem uma (mente brilhante) e por outro lado é um ser humano instável,”
Realmente existem semelhanças com outros seriados, como ja foi dito, mas a maior semelhança é com certeza com o filme “Uma mente brilhante”, onde Russel Crowe, faz o papel de um professor brilhante e esquizofrenico, muito bom o filme, muito boa a serie.
Verdade, Rodrigo! Tinha esquecido desse filme! Muito bom, por sinal.
Que bom que vc curtiu a série. Espero mais comentários seus nas próximas reviews!
Obrigada pela sua participação!
Seja bem vinda Danielle.
Depois do seu post vou assistir a série, me deixou bem interessada.
Engraçado que esta semana estava falando justamente da esquizofrenia com um amigo.
Obrigada, Elaine!
Tomara que vc tb se torne uma fã da série. E volte para comentar!
Obrigada pelo comentário.