”Ron and Diane sitting in a tree K-I-S-S-I-S-S-I-P-P-I.” (DWYER, Andrew)
Este foi um episódio atípico de Parks and Recreation. Leslie não brilhou tanto quanto de costume, embora tenha proporcionado boas cenas e a sempre perfeita atuação de Amy Poehler. Mas o fato é que tudo foi totalmente dos coadjuvantes. E é nessas horas que a gente agradece uma série com tanto coadjuvante bom.
Falemos deles. O melhor plot, apesar de bastante simples, foi o de Ron e Andy. Depois da ideia de Chris de instalar uma linha direta para reclamações dos cidadãos, Ron decide ir resolver o problema do buraco de Xena ele mesmo. Gostei da participação de Lucy Lawless exalando sua sensualidade de princesa guerreira, vindo para formar um agradável casal com Swanson. E Nick Offerman mostrando que já passou da hora de seu talento ser reconhecido pelas premiações.
Andy, sempre impagável, traz a sua característica “adorabilidade” tanto brincando de princesa com as garotinhas, quanto demonstrando toda a sua habilidade de soletração, como visto na primeira frase deste texto. É ótimo ver que o personagem tá funcionando bem mesmo sem ter April ao seu lado.
Falando em April, ela fez parte de outra trama bastante agradável. Diferentemente de Soda Tax, aqui a dinâmica de April e Ben funcionou na medida certa. A tentativa de road trip para ver seus amados em Pawnee rendeu ótimas sequências e, melhores ainda, olhares de WTF de April para a câmera. Os dois personagens são tão distintos que fica impossível não dar certo esse embate entre eles. E no fim, eles acabam se entendendo, pois assim como Ben disse, April é como a irmã que ele nunca teve. Porque sua irmã de verdade é normal e não aterrorizante como sua assistente.

Por fim, temos Leslie Knope tentando criar uma lei e mostrar ao povo que o governo funciona mesmo. Achei fraco o roteiro aqui, apesar de ter rido de algumas cenas. O permanente pela metade, os seus colegas vereadores, a jornalista arqui-inimiga de Knope foram algumas das coisas que deram certo. Porém, no final, a forma como ligaram tudo foi meio jogado, sem muito esforço em fazer algo mais interessante. Mas, como eu disse na introdução da review, a atuação de Poehler é sempre perfeita e salva qualquer roteiro menos inspirado.








