Delícia de episódio. Doce como açúcar. E em tamanho máximo.
Como lidar com as bizarrices de Pawnee? Leslie até tenta ser normal, mas legislar para malucos, só se juntando a eles e agindo como tal. E assim ela vai dando seu jeitinho e conseguindo aquilo que deseja, mesmo enfrentando alguns obstáculos, como a Associação de Restaurantes e seu desejo assassino de matar seus clientes com doses cavalares de açúcar.
Não vou mentir, eu bem que gostei da ideia de ter esses singelos copinhos como os da foto aí de cima nos restaurantes. Melhor que isso só se for acompanhado da “granada dupla de bacon com batatas cozidas, fritas, chili e um ovo pochet”, o Number Two, favorito de Ron Swanson.
Leslie quase falha na sua primeira reunião do comitê como vereadora, mesmo com a ajuda de Ann e Ron. Esse último sempre acaba ajudando a ex-funcionária da maneira mais difícil, mas o resultado sempre é positivo. Apesar de serem pólos opostos, Swanson sabe que o caráter e comportamento de Leslie estão acima de tudo e só precisa lembrá-la disso para sua autoconfiança voltar. Esse relacionamento controverso entre os dois é uma das coisas mais fofas da série e sempre funciona.
Falando em relacionamento fofo, Ben continua trabalhando em Washington com April o auxiliando – ou seria atrapalhando? Estava claro desde o início que a caricatura de Ben era obra de sua filha April. Tenho dúvidas se esse plot foi realmente necessário para a série. Rendeu cenas muito boas com Ben reclamando do uso inadvertido de fontes de escrita e a tentativa de ser cool com os estagiários, além de April psicopata, porém ficou um pouco desconexo com as outras tramas do episódio. É ótimo ter Ben como fixo na série, mas não curto nem um pouco a ideia de April e Andy separados pela distância.
Por fim tivemos uma trama bem fraca com Tom, Andy e Chris, mas que rendeu boas cenas. Andy traz sempre o humor pastelão e, mesmo quando cruza a linha do aceitável, não tem como não gostar. Tom ficou meio avulso e apagado, que nem consigo lembrar se fez ou disse algo engraçado. Já Chris é o personagem dos extremos. Não existe meio termo, é feliz o tempo todo ou depressivo ao máximo. Confesso que prefiro o Chris Traeger cheio de entusiasmo, que é o que Rob Lowe sabe fazer de melhor. Fico aqui tentando imaginar o que mais eles podem fazer com o personagem, porque eu meio que cansei dele.









