Adam e cia: Esse núcleo da série vai matar os fãs de tanto chorar. Não esperava pela reviravolta que aconteceu: tudo começou tão calmo e fofo e, de repente, lá estava o plot mais dramático que Parenthood já tratou. Estou aqui ainda em estado de choque, difícil acreditar que uma personagem tão amável como a Christina está com câncer de mama.
O contraste entre o início do episódio quando os maiores problemas entre o casal era conseguir ter tempo para os dois ou comprar ou não um cachorro para Max, reduziram-se a nada quando ela descobre a doença. Além disso, a sequência que mostra o momento da descoberta do tumor foi muito bem conduzida e a escolha de deixar apenas as imagens falarem tornou tudo ainda mais forte.
Preparam-se para muito choro. Essa trama vai mexer não só com o núcleo de Adam, mas com todos os Bravermans.
Sarah e cia: A trama de Sarah ficou atrelada ao fim do namoro de Drew, Amber sequer apareceu.
Não faço a menor por que Amy terminou com o menino: Drew é lindo, fofo, educado, tratava-a muito bem e, mesmo assim, a menina não estava satisfeita. É ainda mais incoerente porque Amy demonstrava se importar de verdade com ele até a finale da temporada anterior. Precisa existir mais coisa por trás desse término.
Por outro lado, a dinâmica de Drew e Hank foi bem bacana. É mais fácil para Drew se sentir à vontade conversando com um homem do que com a própria mãe quando o tópico é problema amoroso. Além disso, Sarah pode ser um amor, mas ela não tem semancol algum para saber quando o filho precisa conversar ou quando ele precisa simplesmente de um momento para colocar os pensamentos (e os sentimentos) no lugar. E, por mais difícil que pareça, Hank foi um bom conselheiro quando o menino precisava. Para Drew deve fazer mais sentido enxergar uma figura paterna em Hank do que em Mark. Acho que por esse motivo o fotógrafo tenta não se relacionar com os outros, ser visto como alguém que outra pessoa possa contar não é algo que ele queira. Esse homem tem sérios problemas de confiança!
Julia e cia: Julia é uma linda! Todo o esforço que ela tem feito para conquistar a confiança de Victor é digna de aplausos, sério. A mulher ficou o dia inteiro no estacionamento da escola para que o filho aceitasse entrar, mesmo que isso representasse faltar ao trabalho e precisar recuperar o tempo perdido durante a madrugada. Depois de uma atitude dessa, qualquer argumento é inválido. Para mim ela fez o certo, era preciso demonstrar para o menino que ele pode e precisa confiar nela, que ele não vai ser abandonado como outrora aconteceu. O melhor foi assistir os primeiros resultados das ações de Julia: ver Victor ir até ela e agradecê-la foi mais do que gratificante e o momento em que eles se abraçam fez com lágrimas escorressem, tenho que admitir.
Só acho estranho o pouco interesse demonstrado por Joel. Ele é um pai excelente para Sidney, mas não está muito comprometido em ganhar a confiança e o afeto de Victor. Em nenhum dos momentos em que os dois ficaram juntos em casa Joel tentou iniciar uma conversa com o filho. Só eu percebi isso?
Crosby e cia: A trama mais sem sal do episódio. O problema aqui foi a falta de responsabilidade de Crosby, aliás, acho que Jasmine tem muita paciência com o marido. Ele não queria ter rotina para absolutamente nada. Mudava os planos do jantar, esquecia de pegar Jabbar na escola e não queria dar certeza se poderia ou não sair com os amigos da esposa. Entendo que é um pouco de paranoia ter que planejar praticamente todas as horas do dia, mas é necessário ter uma rotina, uma listinha de afazeres, para conseguir o aparente controle das coisas. Vamos ver se Crosby aprendeu a lição.











