Finalmente Parenthood está de volta e em ótima forma!
Antes de começar o falar do episódio, vou adiantar e dizer que as resenhas serão feitas de forma diferente: para evitar que tramas sejam esquecidas, já que são muitos personagens e acontecimentos, dividirei o texto em quatro partes, uma para cada núcleo da família Braverman. Acho que deixará a leitura (e a escrita, diga-se de passagem) mais organizada. Mas, caso achem que não ficou bacana, avisem nos comentários.
Adam e cia: Melhor trama do episódio, aliás, quase sempre as melhores histórias vêm desse núcleo da série. A despedida de Haddie foi tumultuada, mas linda. É totalmente compreensível que ela quisesse um tempo só para si, afinal, as inquietações da menina normalmente vieram em segundo plano e no geral ela aguentou todos os problemas da família muito bem. Então nada mais normal do que querer um pouco de descanso e mais atenção antes de começar uma rotina tão diferente em um lugar novo. Mas no fim família é família, e não seria certo se ela não fosse comemorar sua ida à faculdade com os parentes e convenhamos que aquela linha do tempo estava maravilhosa: homenagem mais linda é quase impossível. Como disse Haddie, eles são malucos, mas insubstituíveis.
Outro momento lindo foi a cena em que ela se despede dos pais, chorei rios. Muito bom que tenha deixado aquele ressentimento passar e tenha se despedido decentemente da mãe e do pai.
Sarah e cia: Sarah é a personagem mais carismática e normalmente seu núcleo vem recheado de boas histórias também. A procura dela por emprego é eterna e agora a mulher resolveu se aventurar pelo mundo da fotografia, mesmo não conhecendo nada sobre o assunto. Claro que ela não seria demitida, porque apesar de desengonçada, é simpática, linda e o mais importante: porque o chefe vai ser um personagem recorrente e que pode se intrometer no noivado dela com Mark. Não sei se gostei do personagem, ele é meio antissocial e não faz a mínima questão de ser simpático, tanto que contratou Sarah para não precisar tratar diretamente com os clientes. E vamos combinar que ele jamais será um concorrente à altura do lindo, fofo e maravilhoso Mark.
Falando nele, não tem como não amar a atitude do moço em lutar para aparecer no retrato de família, afinal, ele tem todas as intenções do mundo em continuar do lado Braverman da força. A propósito, não sei por que estavam tão hesitantes, já que ele e Sarah estão juntos há um tempo. Amber, por sua vez, está trabalhando na gravadora dos tios, o que pode render boas histórias e deixá-la menos isolada na série. Quanto a Drew, já estou com pena do menino, já que a namorada voltou muito estranha.
Julia e cia: Eu sempre adorei Julia e Joel, apesar de achar Sidney chatinha, e acho que durante as temporadas anteriores eles tiveram menos atenção do roteiro se formos comparar com o núcleo de Adam, por exemplo. Mas agora preciso dizer que me animei muito com a história que foi entregue aos personagens. Uma coisa é adotar um bebê que ainda não tem experiência de vida, outra muito diferente é acolher um menino de oito anos que já tem uma história conturbada. É um grande desafio fazer com que Victor se sinta parte da família. Mas, como Joel falou, para que isso aconteça Julia não pode tratá-lo como um convidado, afinal, agora o menino é filho deles e deve ser educado como tal, assim como Sidney. Eu me senti muito mal por Victor quando Max diz que ele não faz parte da família, pois essa é a última coisa que ele precisa ouvir quando já está se sentindo tão deslocado.
Estou ansiosa para os muitos desafios que estão por vir. Outra coisa: o ator que faz o Victor é um fofo! Jabbar perdeu o lugar como a criança mais fofura de Parenthood.
Crosby e cia: Gosto desse núcleo, mas comparado com os outros é o que menos me chama a atenção. Porém, a trama dessa semana envolvendo a discussão sobre religião foi bem bacana. Adorei a forma como os roteiristas trataram do assunto. São coisas que não pensamos, mas que fazem toda a diferença: afinal, como explicar religião a uma criança? O melhor foi colocarem bem o Crosby, o mais imaturo dos Bravermans, para lidar com o tema. E ele me surpreendeu ao conseguir falar muito bem para o filho sobre crenças. É bom que as crianças sejam apresentadas a outros tipos de formas de encarar o mundo e não cresçam pensando que há uma única verdade sobre o assunto. Foi uma abordagem simples, mas honesta. E certeza que isso ainda vai gerar discussões entre Crosby e Jasmine em relação ao que é melhor para a educação de Jabbar.












