They DO know drama.
Review dupla para encerrar uma temporada que começou aos tropeços, mas logo encontrou seu equilíbrio. Foram apenas dez episódios, mas a sensação é de que Major Crimes conseguiu se estabelecer e fechou com muita eficiência os arcos iniciados desde sua estreia.
Em “Cheaters Never Prosper” o assassinato do detetive até que se desenvolveu bem, com a descoberta dos roubos de identidade, porém no fim o crime acabou mesmo sendo algo mais simples, como a própria introdução já sugeria. A diferença aqui foi que, além de interessante, o caso não apenas usou a fraude como desvio da trama, como acontecia no início da temporada. O caso terminou com dois culpados de crimes diferentes e sem a sensação de tempo e trabalho perdidos.
Apesar de muita especulação sobre a verdadeira intenção de Daniel Dunn ao querer ficar próximo de Rusty, aparentemente (não posso afirmar com certeza), ele realmente é quem diz e todos os problemas são mesmo por ser difícil introduzir um filho recém-descoberto em sua vida.
Estava claro que algo iria acontecer com Rusty no fim de semana com o pai, mas eu esperava algo mais sério. Esse é o problema de criar expectativas e teorias da conspiração, você sempre acaba se decepcionando. Entretanto, pensando na história em si, creio ter sido interessante a saída usada para excluir Dunn, por enquanto, da vida do filho. Pobre Rusty, abandonado pela mãe e espancado pelo padrasto e agora por seu suposto pai. Até entenderia um acesso de rebeldia nesse caso.
A cada episódio gosto mais dessa relação entre Sharon e Rusty. Eles desenvolveram uma ligação forte o suficiente para um não querer ficar longe do outro, mesmo que não admitam isso. E lembremos que o garoto é ainda a testemunha-chave do caso Stroh e muita água pode rolar ainda. Inclusive, não me espantaria se Stroh estivesse por trás do crime do décimo episódio.
Aliás, o que mais me interessou em “Long Shot” foi justamente o caso. Deixaram o melhor para o último episódio, literalmente. Um dos maiores problemas de se acompanhar séries procedurals é justamente se importar com os personagens dos casos. Geralmente eles vêm do nada e vão embora assim que os créditos surgem, tendo muito pouco tempo para criar empatia com o público. É por isso que um bom elenco fixo é de extrema importância. E isso Major Crimes tem de sobra.
Contudo, não foi só o elenco que me cativou nesse season finale. Fiquei genuinamente ansioso ao desenrolar do caso do franco-atirador, mesmo não me importando com as vítimas. O senso de urgência foi muito bem trabalhado e a corrida para pegar o assassino elevou o nível do episódio.
Voltando ao elenco, preciso elogiar novamente, não só o desempenho dos atores, mas a capacidade dos roteiristas em utilizá-los em seu máximo. Ou o máximo que um episódio de quarenta e tantos minutos os possibilita. Fico realmente satisfeito em ver que MC herdou tudo o que The Closer tinha de melhor, mesmo que tenhamos ficado órfãos de Brenda Leigh Johnson.
Considerações finais:
Em um balanço geral, Major Crimes fez, mesmo em sua curta primeira temporada, um excelente trabalho. O início pedregoso foi, talvez, pelo choque de não termos mais a Chief como protagonista e pela necessidade de deixar claro o caminho que a série seguiria e o novo (nem tanto) formato das investigações. Em minha opinião, o resultado foi mais do que satisfatório em todas as áreas. Como eu já gostava bastante de Sharon Raydor, não tenho nada a reclamar sobre a capitã. É fato que ela não carrega a série sozinha, nem é a personagem mais carismática, entretanto faz um bom trabalho como protagonista e até acredito que a intenção da série não seja deixá-la no foco principal, devido à excelente distribuição de spotlight para os demais personagens.
Agradeço a todos que me acompanharam nas reviews de Major Crimes e espero que tenham gostado tanto dos meus textos quanto da série. Espero voltar com MC na próxima temporada (já garantida e prevista para a Summer Season de 2013), se o mundo não acabar antes. Valeu!










