Outro excelente episódio e já consigo perceber que Major Crimes encontrou seu rumo. Depois de um começo um pouco conturbado, James Duff (o criador da série) ganhou minha cega confiança nesse fechamento da primeira temporada.
Já comentei aqui antes que o jogo de adivinhar o culpado é um dos grandes atrativos de qualquer série policial. E justamente por isso me incomodei tanto com os primeiros episódios da temporada, apesar de achar que tanto The Closer quanto Major Crimes são mais do que meros procedurais. A série sabe entregar um bom drama, independentemente de ser no plot principal (os casos policiais) ou nos arcos menores desenvolvidos ao longo da temporada.
O caso desse episódio foi, mais uma vez, muito bem desenvolvido com aquelas tradicionais e deliciosas reviravoltas no roteiro. Assim que o senador apareceu com seu Chefe de Equipe, deu pra imaginar que a bomba explodiria para o lado de um deles. Só achei que explodiria em cima do senador e não do seu assistente. Ótimo desfecho e melhores ainda as atuações do elenco. Parabéns aos envolvidos.
Mas eu devo dizer que por melhor que tenha sido a investigação, eu nem me importei muito com isso. Erro meu, claro, mas fazer o quê se o previously do episódio me deixou curioso pra saber como a trama do pai do Rusty iria se desenrolar?
Surpreendi-me positivamente com a forma como tudo foi conduzido. E olha que eu nem me importava tanto com essa história. Rusty é um personagem muito interessante e, sabendo trabalhá-lo pode render muito para o enriquecimento da série. Geralmente não gosto de adolescentes em dramas, porque né, quem aguenta? Entretanto, ele tem direito de fazer o mimimi que quiser, já que tem todo um passado traumático que o respalda.
Não tinha como não desconfiar do seu suposto pai, que ainda pode não sê-lo, devido a sua pressa em conhecer um filho que jamais soube existir. Porém o personagem foi bem convincente e já não sei mais se Rusty deveria ser tão arredio à ideia de conhecê-lo.
A cena final com o garoto vendo o homem que o gerou e o abandonou, mesmo sem culpa, foi surpreendentemente tocante. Pode parecer piegas, mas eu me coloquei no lugar de Rusty e entendi sua decisão de fugir dali, de recusar sentir aquilo que manteve por tanto tempo escondido debaixo da dor. E entenderia também se ele tivesse simplesmente aceitado falar com o pai. É aí que dá pra perceber o quanto o personagem é rico.
Se os roteiristas continuarem trabalhando tão bem os personagens, não tenho dúvidas de que teremos um fim de temporada não menos do que excelente. O negócio tá tão bom que até senti falta da Sykes!
P.S.: Notaram que em mais um bom episódio a DDA Hobbs estava presente? Já é oficialmente o pé de coelho de MC.









