Major Crimes – 01×02 – Before And After

   

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Depois de uma review introdutória que não poderia fugir das comparações com The Closer, creio que é hora de focar mais no que Major Crimes tem a oferecer. Portanto, por mais que eu ame Chief Johnson, ela se foi e ficamos com Captain Raydor, gostando ou não. Particularmente, não vejo problema nenhum na nova protagonista, apenas penso que vai demorar um pouco até nos acostumarmos completamente com sua figura e sua postura diante das investigações.

Quando Sharon Raydor foi introduzida em TC, simpatizei logo de cara com a personagem. Não por ela ser incrivelmente carismática ou interessante, mas porque vi uma boa oportunidade de antagonismo à altura de Brenda. Com o desenrolar da trama, Raydor cresceu e me cativou com sua linha severa de quem não quebra nenhuma regra. Entretanto, creio que ela foi subaproveitada no caso Turell Baylor, servindo apenas como babá de Brenda. Pelo menos ela já havia demonstrado seu modus operandi na sua primeira aparição na quinta temporada, onde liderou a investigação da morte provocada pelo sargento Gabriel.

Esse segundo episódio serviu para mostrar aquilo que eu já esperava: Raydor vai fazer de tudo pra seguir as regras, em contraponto ao estilo de Brenda. E agora com a possibilidade de fazer acordos com os suspeitos, ela tem ainda mais oportunidades de trabalhar baseada nas imposições da Polícia de Los Angeles em resolver casos no menor tempo possível e poupando o dinheiro do departamento.

O caso em si foi simples. Chad Raber, um personal trainer famoso por fazer mulheres emagrecerem com seu programa é encontrado morto em sua academia e tudo leva a crer que foi a esposa quem o matou. Pois é, eu pensei de primeira que a esposa era a culpada. Justamente por isso acreditava em uma resolução diferente, pela obviedade do caso. Assim que foi descoberto que Chad era também suspeito de ter estuprado suas seguidoras, a esposa era a suspeita principal, mesmo o roteiro tentando nos despistar com a história da garota e seu pai. Esse foi um ponto negativo, mas o que veio a seguir conseguiu reparar o erro.

Com a esposa de Chad, Annette, como suspeita principal, Raydor e sua equipe armam uma armadilha para fazê-la confessar o crime. O interrogatório em si não chamou atenção, mas é sempre bom ver que os pupilos de Brenda aprenderam direitinho como lidar com suspeitos nesses oito anos de convívio. E o ponto principal foi a discussão levantada pelo uso dos acordos feitos entre a promotoria e os criminosos.

Nesse caso, a situação é até amena: uma esposa traída mata o marido estuprador. Um acordo de doze anos em reclusão em detrimento da prisão perpétua – ou, em último caso, sentença de morte - me pareceu de bom tamanho, diante da falta de provas físicas. Entretanto,  a revolta de Provenza é justificada, visto que quando enfrentarem crimes mais graves, correm o risco de diminuir o tempo ou mesmo livrar assassinos de uma sentença máxima. Fica a dúvida de como a capitã e a promotora vão agir em casos extremos.

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Falando no tenente Provenza, não acredito que ele se demita de verdade, mas gostei do draminha que isso proporcionou. A verdade é que ele foi quem mais perdeu com a promoção de Raydor. Perdeu o cargo de comandante interino, tem que aguentar a intrusão da detetive Sykes e vê sua opinião sendo atropelada pela hierarquia. Depois de tantos anos sendo subalterno, é compreensível que ele exija um pouco de respeito. Mas todos sabemos que ele não vai a lugar nenhum e, se for, volta logo.

Não posso deixar de citar o plot de Rusty e Sharon, por mais que não tenha a menor ideia de onde isso vai parar. Apesar da dose alta de drama da história de Rusty, é ele quem vai dando um ar mais leve à série, tendo que ser vigiado pelo pobre Buzz que agora que está ganhando mais relevância, tem que ficar monitorando o garoto o tempo todo.

De uma forma geral, a série vai tentando se encontrar e, com apenas dois episódios, é difícil saber exatamente o que esperar. Não posso fazer nenhum prognóstico além daquele que fiz no início do texto. Raydor já está bem definida e não acho que vai mudar muito. Não quero outra Brenda e estou satisfeito com a personagem. É claro que tem o que melhorar, mas por enquanto estou gostando do que estou vendo.

P.S.: Eu também quero um bobblehead do G. W. Bailey…

   

Sobre Andrew Maxwel

Viciado em séries, maluco por reality shows e apreciador de boa música. Enlouquecendo rapidamente com tanta série para ver. Quem mandou pedir que a Fall Season chegasse logo?

Comentários

  1. Rodrigog disse:

    Eu não acho a Raydor Tão cativante assim, acredito ate que pra série ficar mais interessante deveria focar mais na vida particular dos outros personagens do que soh na dela, Brenda conseguia segurar nossa atenção quando viamos sua familia, choravamos e ríamos ate por conta do seu gatinho, não vejo a mesma coisa acontecendo com a Raydor, por isso de tentar explorar mais os outros personagens, gostei mais desse episodio, mas fiquei com vontade de "dar na cara" do Taylor como costumava ter essa vontade no começo da serie The closer, ele eh insuportavel, e a vaga de comandante esta em aberta, agora q ele foi promovido, e pelo que Raydor disse esse era o cargo almejado, o final do episodio deu a entender que ou ela vai pra esse cargo, ou seja, nao desistiu, ou esse cargo vai pro Provenza….

    • Acho difícil Raydor cativar o público como a Chief Johnson fez, mas ainda estamos no segundo episódio e eu lembro que na primeira temporada de TC eu também não era tão fã assim de Brenda. Acho que ela melhorou com o tempo e confio no desenvolvimento da nova protagonista.

      Eu iria citar o Taylor na review, mas acredito que ele ainda vai dar muito mais assunto nos próximos episódios, já que Pope não deve mais aparecer.

  2. Silvestre_Mendes disse:

    Não sei, mas acho que a série poderia ser mais "feliz" aos fãs de The Closer, se Provenza fosse o protagonista e a série comandada pelos pupilos de Brenda.

    • Pode ser, mas eu gosto da ideia de eles continuarem a ser coadjuvantes e representarem Brenda no embate com Sharon. E eu tô tentando desligar meu fan mode de TC e analisar MC como uma série independente. Fica mais fácil gostar da série assim.

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