Lost: Um Outro Olhar

   

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Não pretendo fazer agora um novo review de The End, o discutido e controverso final de Lost, inclusive porque o Dud’s fez isso (e muito bem!) aqui. Esse texto nada mais é do que uma análise sentimental de Lost e de tudo que ela significou durante seis anos da minha vida (e de um monte de pessoas ao redor do mundo).

Lost já é antológica e será lembrada para sempre como a série que mudou o jeito de se fazer e assistir televisão. Mais do que uma história sendo contada, tivemos o privilégio de acompanhar em tempo real o nascer e o morrer de um verdadeiro evento pop que será lembrado por gerações. E isso, sinceramente, não tem preço. Já imagino os jovens do futuro assistindo Lost em alguma moderna forma de se assistir qualquer coisa (o Blue Ray do futuro, quem sabe), achando a coisa mais sem recursos do mundo ao mesmo tempo que se vêem hipnotizados por aquela narrativa. E eu, velhinho, todo orgulhoso e podendo dizer: “Eu acompanhei tudo isso acontecendo!?”

Depois de assistir ao final de The End fui tomado por uma série de sentimentos contraditórios. Primeiro fui indiferente e achei um final digno, mas nada que me arrebatasse, algo apenas OK. Depois entrei na onda do saudosismo e achei tudo lindo e perfeito, eu vi a luz e achei um final surpreendente. Passado um pouco mais de tempo, achei tudo uma droga tremenda, com um final digno de novela das 20h que começa às 21:30h. Agora, pensando friamente, voltei à primeira opção e acho que o final fez jus à série e estou feliz de que ela tenha finalmente acabado e eu tenha tido a oportunidade de acompanhá-la do início ao fim. Afinal, voltando um pouco no tempo, lembro-me da época em que disse algumas vezes que eu não poderia morrer sem ler o último livro do Harry Potter e ver a final de Lost. Medo do que o futuro me reserva.

A série vacilou? Claro, e isso é natural, já que foram seis anos de história sendo contada, 121 episódios, milhões de perguntas sendo lançadas e poucas sendo respondidas. Coloque-se no lugar dos roteiristas e vai entender que não deve ter sido fácil produzir algo como Lost. O que era, a príncipio, uma série sobre uma ilha misteriosa, se averedou por caminhos científicos, filosóficos e religiosos para, no fim, acabar sendo uma série sobre pessoas. Uma série sobre personagens que aprendemos a amar e nos importar e que conhecemos tão bem, afinal, viajamos para o seu passado, tivemos flashes de seu futuro, voltamos ao presente e até mesmo acompanhamos seu início de vida após a morte. Na verdade, o que importava realmente era o que aquelas pessoas tinham sido para nós e como construíram sua história e suas vidas. Tem como dizer que isso não é bonito?

Entretanto, não sou um fã xiita, deixo claro. Fiquei muito revoltado em vários momentos da série e até mesmo cogitei abandoná-la várias vezes. Sentimentos do tipo ‘ah, não acredito que eles estão me enrolando com isso!’ me passaram pela mente em muitos momentos. Afinal, se pararmos para pensar, pra que serviu a Dharma? Widmore, Eloise, Hanso e afins, estavam lá mesmo para quê? Tudo se resumia a uma fonte de luz que possuía uma rolha de pedra? Por que Jacob podia brincar de Deus, decidindo o destino das pessoas, saindo da ilha quando bem entendesse e Smooke, coitado, foi sentenciado a ficar trancafiado naquele ínsula? Aliás, Jacob era um tremendo de um ordinário, não é mesmo? Revolta é o que não me faltou.

Mas como negar a magia implícita em Lost, em momentos tão singelos e tão impactantes quanto tudo que acompanhamos no episódio piloto? E a relação entre aquelas pessoas, vidas sempre interligadas de alguma maneira que nos renderam momentos tão bons? E os episódios antológicos como quando acompanhamos os outros 48 dias iniciais da ilha das pessoas que estavam na parte traseira do avião, ou quando descobrimos que Desmond era A constante? Como negar que a cena final, sendo o oposto da cena que deu início a essa jornada, com Jack fechando seus olhos exatamente no mesmo lugar onde os abriu pela primeira vez na ilha, é carregada de poesia?

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Lost chegou ao fim, mas nossas vidas seguem seu rumo. Alguns de nós se viciarão em diversas outras séries. Outros talvez tenham destruído seus televisores, tacado fogo em DVDs e prometido nunca mais acompanhar nenhuma outra história na vida inteira. O que podemos afirmar é que Lost moldou muito do que somos hoje e que não existiu impunemente. Porque série boa faz isso: gera discussão, causa desconforto, marca nossa vida e entra pra história. Quantas outras Lost você acha que poderão existir de agora em diante?

Porque no final, o que realmente importa são as pessoas, suas experiências, suas vidas e suas relações. E eu fiz amigos graças a Lost e, inclusive, vim parar aqui no NaTV devido à série. E somente por isso tenho muito que agradecer pela existência desse fenômeno. Afinal, não importa qual caminho estejamos percorrendo. E sim, quem está conosco nessa jornada!

   

Sobre Leandro Faria

Leandro Faria é um seriemaníaco de carteirinha.

Comentários

  1. Rafael disse:

    Sou fã de lost e não deixei de ser só porque o final não foi do jeito que acho que deveria ter sido.

    Mas infelizmente as discussões sobre a série vão ficar divididas entre 2 argumentos: O que insistem em afirmar que a série era sobre pessoas e as que não concordam com isso.

    Eu me incluo entre as pessoas que acham que Lost era uma série sobre personagens sensacionais que estavam inseridos numa ilha misteriosa. E a parte "que estavam inseridos numa ilha misteriosa" não pode ser relegada a segundo plano.

    Achei muito covarde da parte dos produtores usar os personagens maravilhosos que eles criaram como desculpa para deixar de lado toda uma mitologia que ajudou a fazer do programa o que ele é!

    Foi muito fácil chegar no último episódio e transformar os flashsideways na grande revelação final e dizer: Ah, mas só o que importa são os personagens!

    • Leandro Faria disse:

      Rafael,

      Acho que pra mim a série sempre foi sobre os personagens. Afinal, eram eles que nos guiavam por aquelas aventuras e, por isso mesmo, apesar de me revoltar com fontes de luz, números malditos e coisas afins, eu sempre assisti Lost.

      E, convenhamos, não adianta: qualquer final que eles tivessem dado, causaria descontentamento em alguns. Então, como não fiquei muito puto, tá valendo.

      Abraço e que bom te ver aqui!

  2. Renan Torres disse:

    Leandro otimo texto esse seu, como geralmente são os seus textos, quem diria que estaria comentando o final de Lost…. Uma série que se não fosse por você eu nao teria nem o conhecimento. Varias matadas de aula pra comentar os episódios e as vezes me contar coisas de capítulos que eu ainda não havia assistido….rs

    Agora teremos que encontrar outra "cocaína" dessas pra nós….hahaha

    Parabéns pelo texto brother!

    • Leandro Faria disse:

      Cara,

      Fico lembrando da gente totalmente 'perdido' nas aulas da faculdade conversando e conjecturando sobre Lost. Ouso dizer que muito da nossa amizade se deu por causa dos papos sobre a série.

      Tenho ou não que agradecer por Lost ter existido?

      Obrigadão por estar nessa jornada comigo, brotha! ;-)

  3. dudustorm disse:

    Ah meu Deus! Cada hora eu acho uma coisa diferente desse episódio. Já assisti 2x e to prestes a assistir de novo. Se eu isolar todas as outras cinco temporadas e preciosos anos de minha vida, o final foi lindo. S eu lembrar que faltou resposta pra, tipo, TUDO, fico puto. E isso não é coisa de chato que queria que até as perguntas mais básicas fossem respondidas não, é que muitas coisas ficaram absurdas e sem sentido e me fizeram pensar "porra, como assim? pra que serviu então?".

    Com certeza a história da jornada dos personagens (o que, segundo os produtores, era o que importava na série) foi contada magistralmente, mas terminamos a série igual o povo da ilha: sem fazer idéia nenhuma de WHAT THE FUCK tava acontecendo. E foi isso que me irritou.

    Mas Lost é Lost e é claro que eu vou sentir falta, é claro que vou reassistir meus DVDs, Blu Rays e o que vier no futuro pra sempre.

    Inclusive tenho que começar a reassistir logo, porque nada mais me lembro.

    Valeu, Leco!

    • Leandro Faria disse:

      Dud's, te entendo perfeitamente!

      Cada hora que paro pra pensar sobre o final eu penso em alguma coisa.

      Mas acho que já processei tudo que tinha pra processar e aceitei bem esse final.

      E sim, sempre sentirei falta de Lost e ela ficará sempre na minha história.

      Bom vê-lo aqui comentando, meu caro, afinal, vc é O HOMEM DE LOST, rs…

  4. Anderson disse:

    Fico como você dudustorm,

    O final foi muito bonito mas anula toda as outras 5 temporadas.

    Antes de assistir o final eu pensava em comprar todas a temporadas e assisti-las já sabendo o significado de muita coisa. Agora, eu fico com receio de fazer isso e ficar muito puto, porque já sei qual é o final e ele não explica nada, hehehe…

    Mas nada disso tira o mérito desse grande evento que é LOST.

    • Leandro Faria disse:

      Anderson,

      Entendo bem o que vc sente e o motivo de concordar com o Dud's.

      Mas, como vc mesmo disse, não há como tirar o mérito e negar que Lost já entrou para a história.

      Um abração

  5. Alexandre disse:

    Perfeito!

    Só não entende LOST quem decidiu que seja assim.

    Foi um Enorme Espetáculo!

    Me sinto recompensado de ter conseguido seguir 6 anos, que afinal parecem 6 semanas, pois lembro como se fosse ontem da primeira temporada e das corridas até a televisão para não perder nada.

    Em 6 anos muita coisa mudou, a minha vida mudou e LOST fez parte deste longo período como se tivesse passado ileso pelas mudanças. Mas se transformou várias vezes para voltar a ser aquilo que é na essência.

    Uma linda história. E será sempre uma boa lembrança!

    Parabéns!

    Assino embaixo.

    • Leandro Faria disse:

      Isso mesmo, Alexandre, assino embaixo.

      Espetáculo, arte, entretenimento, Lost marcou nossa vida e nos moldou e nos viciou.

      E Lost ficará eternamente em nossas lembranças, sem sombra de dúvidas!

      Abração

  6. Alexandre Wesley San disse:

    Nunca mais teremos outro Lost! Simplesmente sensacional :.)

    Dêem uma olhada nesse video q vale a pena:

    I'll never be Lost again legendado (Homenagem)
    http://www.youtube.com/watch?v=URtGRVp0wNQ

  7. Marcos José disse:

    Só agora estou postando o meu comentário sobre o fim de Lost. Eu preferi refletir muito antes de fazer essa postagem, pois não queria cair na vala comum, tanto de quem gostou deste final como dos que gostaram. Li várias postagens em vários sites que comentaram o fim da série. Muitos foram muito bons, a maioria, no entanto, preferiu apenas expor sua opinião, sem entrar no mérito dela, sem fundamentá-la. Não vejo problema nisso, embora muitas vezes essa falta de fundamentação tenha sido substituída por ofensas, sejas aos responsáveis pela séria, mas principalmente a quem não concordava com a opinião exposta. Na verdade, o que se viu em muitas postagens foi o mesmo clima de Fla-Flu que tomou conta de quase todas as listas de comentários. Eu não vou entrar nessa, não vou ficar ofendendo quem continuou gostando de Lost tachando-o de um retardado que aceitaria, para citar uma das críticas, “até mesmo 40 minutos do Jack sentado na privada”. Também não vou ofender que se decepcionou com Lost dizendo que estes “não tem inteligência para assistir a série e deveriam ver novelas”. Eu tenho as 6 temporadas de Lost no meu computador, não faço parte do grupo que se decepcionou com a série. Assisti Lost no dia seguinte à sua exibição nos E.U.A, baixei os episódios finais numa lan-house e os assisti em casa. Achei tudo muito bom até o momento do diálogo em que Jack conversa com o pai e descobre a verdade de sua situação. Não gostei de perceber junto com o Jack o que realmente aconteceu. Eles estavam mortos, o que nos acostumamos a chamar de realidade paralela na sexta temporada era um “purgatório”, uso essa palavra na falta de outra melhor e faço questão de colocá-la entre aspas, pois é preciso mostrar que não se trata de uma representação cristã. Não foi o final que eu teria escolhido, não foi o final que eu queria, daí a minha decepção quando ficou nítido para mim. Mas para quem ficou decepcionado, seja quem continuou gostando da série como eu, seja os que já achavam Lost um lixo e que os produtores se perderam completamente, é preciso ter em mente uma coisa: quem escrevia, produzia e dirigia Lost é que tinha de escolher o final da série e não os fãs que a acompanharam durante os seis anos ou os que deixaram de ser fãs. É um dado da realidade que precisa ser constatado antes de se criticar os responsáveis pelo final, pois é claro que eles não podiam reunir os que assistiam a série e pedir sugestões, a decisão tinha de ser deles e agora cabe analisar se foi uma decisão coerente, ainda que qualquer fã ou não fã pode muito bem dizer o que achou desse final, porque gostou ou não. Uma questão é preciso definir, os passageiros do Oceanic 815 morreram no desastre de avião? Se foi isso que aconteceu tudo o que houve nas seis temporadas não foi real, ou seja, o tal “purgatório” não foi na realidade paralela. No entanto, está mais do que claro que os passageiros que vimos sobreviver ao desastre no episódio piloto estavam realmente vivos, tudo o que aconteceu na ilha durante as três primeiras temporadas aconteceu de fato. O período que alguns passageiros passaram fora da ilha na quarta e quinta temporada também aconteceu, da mesma forma que as viagens no tempo na quinta temporada e o período passado na década de 1970 na Iniciativa Dharma. Tudo o que aconteceu na ilha durante a sexta temporada também aconteceu. O tal “purgatório” era mesmo o que se passava no que chamamos de realidade paralela. Para se constatar isso, é só prestar atenção aos diálogos do Jack com seu pai, mas também aos diálogos que Hurley e Bem travaram na ilha ao combinarem de atuar juntos ou quando eles se despediram na Igreja, se cumprimentando pelo trabalho que ambos fizeram na ilha. O diálogo de Lock e Ben também nos ajuda neste sentido. Eles morreram sim, mas não na queda do avião. Saydi, Sun e Jin morreram no submarino. Lock foi realmente assassinado por Bem como vimos no episódio “A vida e a morte de Jeremy Benthan”. Jack morreu na ilha, como vimos no final da série. Juliet morreu na explosão da bomba. Rose e Bernard também morreram na ilha, juntos e felizes; o mesmo deve ter acontecido com Hugo e Ben. Kate, Swayer e Claire conseguiram sair da ilha junto com Lapidus, Alpert e Miles, quando morreram? Sei lá, talvez isso possa ser explicado num “universo expandido” na linha de Star War. Imagino que Desmond tenha saído da ilha com a ajuda de Hugo e Ben, como fica sugerido num diálogo dos dois, e reencontrado Penny e sido felizes juntos. Não vou ficar aqui explicando como outros personagens como Shannon, Boone e Charlie morreram. O encontro deles naquela Igreja é explicado pelo pai do Jack “você viveu os momentos mais importantes de sua vida com aquelas pessoas”, foi mais ou menos isso que ele disse ao filho, ou seja, todos precisavam uns dos outros para chegarem ali e seguirem em frente. Foi um final coerente, não foi o final que eu teria escolhido, mas não vou mudar minha opinião de que as seis temporadas que assisti da série foi um dos melhores momentos que tive em televisão. Lost não foi a melhor série que já vi na TV, ninguém tira esse posto que Arquivo-X assumiu no meu coração, apesar de todas as cagadas que o Chris Carter fez a partir da sexta temporada. É claro que essa não é uma opinião racional e nem acho que deva justificá-la. Lost, entretanto, foi quem chegou mais perto do que Arquivo-X representou para mim em termo de série de televisão, de identificação com os personagens, de ansiedade pela solução dos mistérios e tudo mais. O ponto final da viagem pode não ter me agradado totalmente, mas a viagem foi quase sempre maravilhosa e valeu muito a pena.

    • Leandro Faria disse:

      Uau, Marcos José, só de ler um comentário desse porte aqui já fico feliz por ter escrito meu texto.
      E sim, era humanamente impossível que os roteiristas agradassem a todos.
      Me agradou completamente? Não, não agradou. Mas me deixou frustrado? Nem um pouco.
      Como vc disse, achei coerente com a história e com tudo que Lost representou.
      E não, não tem jeito, eu sou fã e vou continuar sendo e pra mim Lost já é histórica, por tudo que representa e que me fez sentir.
      Fica nosso convite pra voltar sempre ao NaTV e pra continuar nos brindando com comentários tão completos e sensatos.
      Um grande abraço

  8. Janaina disse:

    Leandro,

    Estou sem palavras…. literalmente sem palavras para o seu post!

    Hoje eu vim para o trabalho, com um turbilhão de sentimentos em relação ao último capitulo que assisti ontem!

    Eu queria materializar este sentimento, e quando vim procurar alguma "explicação" para o que eu estava sentindo, me deparei com o seu texto!

    P-E-R-F-E-I-T-O!!!!! Amei!

    • Leandro Faria disse:

      Janaina,
      Não sabe q minha felicidade ao ver que posso ser o representante de muitas pessoas que pensam como eu.
      Ler comentários como o seu só deixam meu 'trabalho' mais feliz. Afinal, expor o que eu acho e ver o que outras pessoas acham é gratificante.
      E já que nos achou, tá convidada a voltar sempre. O NaTV não termina com Lost e continuamos aqui compartilhando nossas paixões sobre esse fascinante mundo das séries.
      Bjão

  9. Shirley disse:

    Leco, admito que me perdi nesse caminho (perdão pelo trocadilho, mas… rs) e parei de assistir à penúltima temporada, o que me deixou ainda mais… perdida! Mas também aceito que o final tenha sido, no mínimo, emocionante, o que compensa o fato de ter sido tão incoerente. A única coisa que, sinceramente, não gostei MESMO neste episódio final foi, como eu disse no Tuiter, aquela "ante-sala do paraíso", todo mundo mortinho da silva, sorrindo embevecidos sabe-se lá Deus com o quê – achei chatinho. Mas é claro que os produtores não iam se permitir ser piegas ao ponto de fazer um "final feliz", até por que acho que os fãs não estavam esperando por isso, né? Fora isso, fica aquela dorzinha de saudade – se não da série, pelo menso do Sawyer sem camisa saindo do mar – aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaiiiii! Enfim! Bjo, querido!

    • Leandro Faria disse:

      Ah, Shi, eu quis largar Lost várias vezes, mas nunca consegui. O vício era mais forte que eu, mesmo muitas vezes tendo visto coisas MUITO incoerentes.
      Já o lance da ante-sala eu achei legal, poético, sei lá, me convenceu. Essa é a magia de Lost, agradar alguns e desagradar vários outros.
      Tão bom ver você comentando por aqui! Fico tão feliz com vc, sua doida!
      E vou comprar um Sawyer sem camisa e mandar de presente pra você então, ok? ;-)

  10. Daniela Xavier disse:

    Aliás, Jacob era um tremendo de um ordinário, não é mesmo? Revolta é o que não me faltou.[2]

    Sei que o Smocke era a personificação do mal, mas acho que ele foi também uma vítima. Até torci para que ele saísse da ilha ,"across the sea",mas obviamente que as mortes que ele causou não se justificam! Assim como já foi dito por aqui, senti um misto de emoções com o final, emoções essas que invariavelmente se trasnformaram em muitas, muitas lágrimas!Gostei do final feliz que os personagens tiveram, mas nada foi mais impactante e ao mesmo tempo triste e poético que a cena final!Sempre fui fã do Jack, mas no meio da história ele ficou extremamente chato, porém nessa última temporada toda a minha admiração voltou!Apesar de achar que seu sacrifício foi exagerado e desnecessário!Matthew Fox esteve perfeito, assim como, todo o elenco!

    Enfim, Lost foi um grande espetáculo e já estou com saudades!

    Adoro o Blogna, as reviews do Dud's e, claro, as de Glee feitas pelo Leandro!

    P.S: Leandro, só não concordo com todo o oba oba que fazem sobre a Brittany de Glee!Ela é engraçadinha algumas vezes, mas só isso!:D

    • Leandro Faria disse:

      Daniela,
      Eu tinha uma simpatia pelo Smocke quando ele não era Locke. Quando ele assume o corpo de Locke eu não gosto dele, sei lá porque. Mas em Across the Sea, eu queria muito que ele conseguisse sair. Ele foi um joguete em mãos alheias.

      E Dani (olha a intimidade) nós adoramos nossos leitores! Se vc curte as reviews do Dud's pode ficar tranquila porque ele vai assumir True Blood, além de continuar com Bones e Smallvile, que ele já cobria.

      Um abração e obrigado por nos ler! :-)

  11. Carla Gomes disse:

    Enrolei alguns dias até ler seu texto. Não por falta de tempo, ou qualquer coisa do tipo, mas por que ainda estava em dúvida sobre como reagir ao final.

    Mas agora que li, notei que essa inconstância de opiniões não é um privilégio só meu.

    Assisti à retrospectiva Lost: The Final Journey ontem. E mais uma vez achei o final difícil de aceitar. Até que vi o especial Aloha to Lost e encontrei aqueles personagens que acompanhei por mais de 5 anos e me vi melancólica pelo fim da série, achando tudo absolutamente brilhante.

    Percebi que o meu olhar vai ser sempre o de fã, que no fim das contas, acaba aceitando tudo. E daí que eu não faço nada de graça? Jack é apenas uma pessoa melhor do que eu. Quem se importa com aquela luzinha? Metáfora ou não, foi ela quem moveu a série toda. Quem disse que a disputa era entre Ben e Widmore? Preferir o Man in Black ao Jacob foi muito mais divertido.

    Acho que cheguei ao último degrau dos estágios de perda. Começando a aceitar o fim e finalmente tomada pelo saudosismo. Não acredito que vá existir outro Lost tão cedo, e tbm vou ficar orgulhosa em ser uma velhinha comentando que acompanhou aqueeeela série do avião que caiu numa ilha.. =)

  12. Patricia disse:

    Sem ofensa a quem gostou do final, mas vou fingir que esse sexto ano foi só um extra, um bônus! Pra ficar satisfeita, vou ficar com o fim da quinta temporada como series finale, naquele momento maravilhoso em que a Juliet detonou a bomba de hidrogênio… Aquilo sim foi um final!

  13. Altair Ramos disse:

    Interessante esta coisa de ter a vida modificada, antes de lost eu mal sabia passar um email, assisti a duas temporadas pela tv, na terceira, descobri os downloads, hoje sou um "navegador" (parodiando o comercial de uma empresa de telefonia), com blog, orkut e twitter. Lost me ajudou a aprender mais e a seguir em frente, mesmo que ainda eu não esteja desapegado.

    Também concordo que o final da quinta temporada possa ser considerado como final lost, alguns episódios da 6ª temporada poderiam ter sido exibidos antes, na quinta temporada, sem qualquer alteração nos rumos, talves com um final um pouco diferente (já estou me tornando antagônico), afinal lost sempre foi um caminho de idas e voltas.

    Eu sabia, sem saber que sabia, que o final seria algo a ver com os destinos de cada um dos protagonistas. Pois afirmei de forma pessoal que jamais teríamos respostas para os mistérios da ilha, quando fiz um post superficial abordando aspectos de convivencia e sobrevivencia na ilha. Então, as pessoas estavam realmente no primeiro plano. "Nothing of this matters".

    Deixo o link do post, para os mais curiosos: http://almiranteaguia.blogspot.com/2010/04/lost-e

    Obrigado

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