Homeland – 02×05 – Q&A

   

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Já reclamei muito de clichês e previsibilidades em diversas séries, mas o que dizer quando são usados com maestria? Homeland não foi incrivelmente inovadora em seus rumos nesta semana, mas fez um trabalho sensacional do mesmo jeito.

Por muito tempo, Michael C. Hall – protagonista de Dexter – ocupou meu coração como ator favorito, até que Damian Lewis resolveu tomar seu lugar definitivamente depois de Q&A. Não apenas por que Brody é um personagem incrivelmente carismático, mas por que meio que sofri junto com ele durante quase todas as cenas deste episódio. Se alguém ainda tinha alguma dúvida de que apenas começou seu domínio nas premiações, acredito que agora isso já está sacramentado. Poderia passar horas e horas apenas acompanhando seu olhar perdido, tentando entender qual foi seu erro e se cometeu mesmo um. Sou fã declarada de Claire Danes, mas mesmo ela acabou em segundo plano em diversos momentos. Mais perfeição do que isso, só se tivéssemos um crossover com Breaking Bad.

Mas, parando de sonhar com coisas impossíveis, prefiro começar falando do que me deixou um pouco apreensiva, para então voltar a me derreter em elogios – e sim, serão muitos .

Alguém já conseguiu entender qual é o objetivo do acidente de Dana com o filho do vice presidente? Sabia que alguma coisa iria surgir do relacionamento, não poderia ser à toa, mas o que exatamente se pode esperar dessa premissa? Acredito que seja a primeira completamente secundária, que não tem uma relação direta com a parte terrorista. Ok que o pai do menino é o chefe de Nick, mas a partir dali deve surgir uma trama à parte. A pergunta é: precisa mesmo?

Juro que ainda não consigo apostar ou ter uma opinião concreta a respeito. Me assustei com o impacto da batida, minha cabeça estava em outro lugar. Agora, o que pode sair disso? Já vimos outras histórias usando o mesmo tipo de artifício e fica difícil saber o que a série pode fazer de diferente. O consolo é que não estamos falando de uma produção qualquer e que podemos confiar que existe uma razão. Ou pelo menos acredito que sim.

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Inicialmente, fico pensando se a ideia não é desviar um pouco o foco, já que as coisas precisam dar uma esfriada antes de alcançar um novo topo. A temporada ainda não está nem na metade, nada mais justo do que uma subtrama que ajude a manter o ritmo. Além dessa, fico pensando se Mike e o militar alcoólatra vão ter mesmo algum peso a longo prazo. Talvez como um risco de revelar a verdadeira (ex) identidade de Brody, já que seu lado terrorista dificilmente ficará guardado pra sempre.

Passadas as dúvidas e reclamações, que episódio lindo, não? Começou com a promessa de muita adrenalina e acabou ganhando um tom confessional, sofrido, meio doloroso, tudo sem muita pressa.

Quando Saul pediu para que Carrie ficasse no interrogatório e depois disseram que ela teria que embora, fiquei com medo de que tivesse mesmo estragado tudo. Como a câmera cortou logo para fora da sala, porém, minhas teorias conspiratórias logo apostaram que ela conseguiria interrogá-lo. Até por que, convenhamos, o momento da confissão precisava ser dela. Só não imaginei que seria tudo tão emocionante, se é que essa é a palavra mais adequada.

Eu sei que você pensa, que ele foi gentil com você, que ele o salvou, mas a verdade é… ele sistematicamente acabou com você, Brody, bem aos poucos, até que não existisse nada além de dor.

Quando falei em previsibilidade,  foi por que já acreditava que Brody mudaria de lado. Dá até pra dizer que é um caminho meio óbvio, na verdade. Só que aí, Carrie começou a falar sobre Nazir e tudo fez sentido demais. Nazir usou Brody, Nazir reconstruiu Brody. Issa pode até ter sido uma fatalidade, mas existia uma agenda por trás de toda sua ‘bondade’, e Nick precisou de alguém que dissesse isso com todas as palavras. Não importa que Walden também tenha sido um monstro, Brody não é.

Um dos argumentos que me pareceu mais digno ainda foi o de saber a diferença entre ‘guerra e terrorismo’. Não sou suficientemente politizada para falar sobre a essência do assunto, mas foi algo que fez toda diferença. Mesmo que Carrie estivesse ali como uma agente, ela também falou com alguém que sabe a diferença entre ambos, que sofreu a diferença. É impressionante como a conversa conseguiu ser dura, mas ao mesmo tempo melancólica, nesse sentido. Ela sabia que ele estava sofrendo, que estava tendo dúvidas sobre suas atitudes, que foi manipulado por Nazir e soube como mostrar isso.

Claro que, em determinados momentos, cheguei a pensar que o resultado daquele depoimento não levaria a lugar nenhum. A recusa em reconhecer que estava usando um colete bomba me deixou com medo de estar errada sobre Nick. Gosto demais do personagem para aceitá-lo como vilão propriamente dito. Talvez isso me deixe um pouco cega, já que bem poderia mudar novamente de lado, mas não acredito que isso possa acontecer. A atuação de Damian me fez acreditar em tudo – além de sentir uma eterna vontade de abraçá-lo e dizer que vai ficar tudo bem (Relevem).

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Meu consolo é que mesmo Carrie parecia também vulnerável à luta interna de Brody. Confesso que achei meio namorada sinistra da parte dela querer que abandone Jessica e os filhos, mas esse envolvimento pessoal foi essencial para o desenrolar da história. Parte de mim ainda torce por um romance, mas duvido que isso se torne importante pra série. Pode até acontecer, mas é bom saber que não precisamos de um casal.

Fico curiosa agora para saber como vão lidar com o jogo duplo. A tal jornalista entrou na mira da CIA, mas não parece fácil de ser enganada. Será que essa nova personalidade de Brody vai mesmo funcionar? Agora que não se sente mais grato a Nazir, terá estômago para cumprir possíveis ordens? Ainda faltam 7 episódios para o fim deste segundo ano, as coisas não vão poder acontecer rápido demais. Acho.

Acho, mas não me preocupo. Repito minha devoção pela série e sinto orgulho ao saber que tem batido recorde de audiência a cada semana. Tenho um pouquinho de medo que seja esticada por tempo demais – Lewis teria renovado o contrato por 5 anos -, mas o terror não precisa se resumir a Nazir, logo, as dinâmicas podem ir mudando, não sei. De qualquer maneira, por enquanto, não vejo nada para reclamar. Pelo contrário, preciso me conter no derretimento.

   

Sobre Carla Gomes

Carla Gomes é viciada em séries e gosta de assistir tanto coisas novas quanto clássicas, de preferência do início ao fim e sem qualquer preconceito. Jornalista e meio autista por opção, de vez em quando pode ser encontrada no Twitter @_CarlaGomes_

Comentários

  1. dudustorm disse:

    Tenho que confessar que estou impressionado com o fôlego de Homeland. Geralmente, depois de uma primeira temporada perfeita, temos segundas temporadas legais, mas apenas isso (meu TOP 5 de primeiras temporadas perfeitas incluem Dexter, True Blood e Damages, e as segundas temporadas das 2 foram meio caídas), mas a de Homeland, além de não perder em nada para a primeira, ainda está se superando. O roteiro está fantástico, as atuações estão espetaculares, e o episódio inteiro é de perder o fôlego. Meu amor por Damian Lewis e Claire Danes alcançou um patamar quase inalcançável para os meus padrões de amor por atores. Em outras palavras, a temporada está PERFEITA. Adoro Breaking Bad com todas as minhas forças, mas Homeland é a melhor série no ar atualmente. Porque BB evolui lindamente no silêncio, já Homeland evolui lindamente no escândalo. Mesmo o escândalo sendo naturalmente bem mais emocionante (vide Ringer <3), isso não quer dizer que o escândalo de Homeland seja gratuito; é milimetricamente calculado, belamente escrito, fantasticamente dirigido, magistralmente atuado. Isso não é pra qualquer um não.

    Quanto à historinha de Dana e o namorado, a batida também me assustou, eu estava muito concentrado cantando a música que tocava no carro do menino (Everybody Talks, do Neon Trees). Tenho medo de darem mais destaque do que a trama merece… Mas por enquanto não vou julgar.

    Homeland <3

    • Sabe que eu sempre fico com um medinho antes de ver Homeland? Essa coisa de sempre ser perfeita me deixa apreensiva pelo momento em que tudo dê errado. Acho que é um pouco de trauma por tanta série que acaba 'jumping the shark', decaindo depois de algum acontecimento. É impressionante o quanto isso não tem acontecido aqui, tbm já entrou para o meu Top 5, como Lost (esqueci todos os erros mesmo), BB e Dexter.

      Às vezes fico com vontade de só ficar elogiando Claire e Damian. Assim como Bryan Cranston e Michael C. Hall (nos tempos de dignidade), duvido que a série fosse tão incrível com outro elenco. Emmy e Globo de Ouro garantidos para os dois.

      Não sei escolher entre Homeland e BB ainda, a cara de sofrimento do Aaron Paul me corta o coração profundamente, tanto quanto Carrie, a disputa está acirrada, mas concordo sobre a diferença entre silêncio e escândalo.

      O acidente de carro ainda não me preocupa mto tbm, achei meio inesperado, mas acredito que vai ter lógica até o final da temporada.

  2. Eu sei que é meio bizarro, mas fiquei com vontade de transformar o Damian Lewis em um ursinho de pelúcia pra ficar abraçando e consolando sempre!

    Desde o season finale da primeira temporada, estava esperando por esse momento. O problema não é ser previsível, o problema é conseguir atrair o espectador, o que Homeland consegue perfeitamente bem!

    Quando o Brody começou a negar a existência do colete, achei que o interrogatório fosse se estender por mais um episódio, mas não seria Homeland se isso acontecesse.

    Achei perfeitas todas as cenas entre Carrie e Brody. Não sou muito de gostar de romances nesse tipo de série, mas se a trama for por esse caminho, não vou me incomodar de jeito nenhum.

    Não sei se a história da Dana vai se conectar com a do pai, até pensei alguma coisa durante o episódio, mas agora esqueci o que era. Talvez a mulher atropelada seja importante, sei lá!

    Homeland não é meu tipo de série, mas me conquistou de um jeito que não esperaria nunca na minha vida. Adoro Once Upon A Time com todas as minhas forças e todo o meu coração, mas Homeland é a melhor série no ar atualmente!

    • Damian Lewis nem precisava virar ursinho, super abraçaria ele sem precisar, Natasha ^^
      Eu achei que esse momento demoraria bem mais, talvez lá pelo 10. Mas, como vc disse, é tudo uma questão de saber fazer. Podem usar todos os clichês do mundo e eu vou continuar gostando se for bem atuado e escrito, e isso tem acontecido.

      O que eu gosto em Carrie e Brody, romanticamente falando, é que eles não parecem casalzinho, então não espero nem final feliz ou algo assim. O que me segura é a química deles em cena, é impressionante.

      Ainda estou lá no comecinho de OUAT, então não tenho mto como comparar, mas Homeland tbm não seria meu tipo de série, por essa coisa terrorista, mas é muito mais do que isso e, sem dúvida, uma das melhores que já acompanhei.

  3. abelhafistula disse:

    Ótimo episódio.

    Achei meio sem sentido o acidente com Dana também, mas acredito que seja necessário haver subtramas. E essa deve se restringir a apenas isso, uma história paralela.

    Adorei os longos minutos do interrogatório, os dois atores estavam incríveis. Mas não acho que vai ser tão fácil assim não, viu?! Não acho que vai ser preto no branco, com Brody do lado da CIA jogando contra Abu Nazir. Acredito que ele ficará em cima do muro. Fazendo um jogo duplo duplo. Não acho que a influência de Nazir sobre ele vai se evaporar fácil assim. Talvez pela ligação com Nazir ou até mesmo por medo do terrorista, acredito que Brody ainda está do "lado negro da força".

    Também acho que Carrie vai se perder nessa história por conta de sua paixão por Brody. Ela provavelmente vai brincar com o fogo e se decepcionar. Acho e espero que Brody realmente fique do lado da CIA e ajude a América, mas não sei se essa transição de lados serão tão rápida e fácil desse jeito, afinal… ainda temos 7 episódios pela frente.

    • Alguns comentários por aqui me deixaram mais segura em relação ao acidente, Débora. Ainda não consigo apostar em nenhuma relação concreta, mas acredito que vai fazer sentido a longo prazo. Até pq a gente precisa de mais elementos na história, acho.

      Na hora em que assisti e graças ao meu amor tendencioso por Brody, acreditei 100% que ele se entregou e desapegou de toda lavagem cerebral feita por Nazir, mas agora, pensando com mais calma, concordo muito que pode não ter sido tão fácil assim. Um jogo duplo duplo seria bacana de acompanhar, embora eu vá me sentir um pouquinho traída. Acho que ele ainda vai ir de um lado a outro, até se decidir completamente.

      Carrie é emocional demais, age por impulso e por feeling. Muitas vezes isso dá certo, mas não vai ser pra sempre. Acabei lembrando daquele anel de noivado, que apareceu lá na primeira temporada, será que ela perdeu mesmo alguém? E que Brody é o primeiro homem por quem se apaixonou desde então? (Estes não conta)

  4. Caroline® disse:

    The best f*ucking show ever. Sem mais.

    PS: Estou convicta de que essa traminha da Dana com o Finn Walden vai dar em alguma coisa no plot principal. Especialmente depois que o romancinho já virou tragédia, bem ao estilo Homeland de não enrolar. Em Homeland nada é gratuito, tudo converge pra Carrie e Brody.

    • Sim!!

      Acredito que o acidente vai acabar tendo algum peso, Caroline. Só não consigo pensar direito em como. Passei a gostar um pouquinho mais de Dana, ´fico com medo de ela virar mais chatinha de novo. Mas acredito na série.

  5. Também não acho que uma conversa (mesmo que esclarecedora) seja suficiente pra fazer com que ele mude de lado definitivamente. Aposto no jogo duplo duplo como falaram aí em cima. Como ela msm disse, Nazir reconstruiu ele. Ele é mtu ligado a isso. Uma pessoa que quase se explode por uma causa não muda de lado assim tão facilmente. Mas acho que aos poucos isso pode ser trabalhado e a sua lealdade mudar de vez.

    Mas amei a cena, em todos os sentidos. Realmente, a confissão tinha que ser dela. Pq ela merecia e pq só Carrie é capaz de ter acesso a esse Brody. É como se ela entrasse nele de uma forma que ngm mais conseguisse. Duvido que ele falaria alguma coisa pro Quinn. O problema é que pra isso ela teve que se abrir tb, ser sincera e se expor. E é aí que mora o perigo. Ela conhece bem ele mas ainda acho que ele consegue enganá-la fácil se quiser (ok, não tão fácil assim pq Carrie de burra não tem nada) devido ao que ela sente. Não acho que ele seja indiferente a ela, mas claramente ela é a mais envolvida ali. E com essa proximidade dos dois ela deve baixar a guarda mais ainda e pode quebrar a cara de novo. Só não quero que isso aconteça pq gosto mtu dela, não quero mais vê-la sofrer não ! haha

    Homeland é simplesmente a melhor série que assisto no momento. Mal posso esperar pelo próximo episódio !

    • abelhafistula disse:

      Homeland é amor! Essa é minha frase do momento.
      Apesar de não querer que isso aconteça (Carrie abrir a guarda e se ferrar com Brody), acho que vai acontecer, viu?! Apesar de inteligente, ela é muito emocional e é apaixonada por Nick. Infelizmente acho que veremos nossa protagonista sofrer daqui pra frente.

      • Pois é, tudo indica que sim, ela vai acreditar nele de novo e se ferrar – de novo. Ela tá mtu emotiva nessa fase de restabelecimento e isso pode impedi-la de raciocinar corretamente. Ainda mais estando apaixonada. Aí é que ela vai querer acreditar nele msm. Só não fico tão triste assim com o sofrimento dela pq isso significa que teremos mais cenas brilhantes de Claire Danes (é, eu virei fã dela ! haha).

      • O 'problema' nem é ela ser apaixonada, mas ela é apaixonada do tipo visceral, né? MEDO ^^

    • Os comentários abriram um pouco meus olhos, viu Kah!? Eu estava acreditando bem mais em Brody logo depois do episódio, mas conforme os dias foram passando, comecei a concordar com a possibilidade de um 'jogo duplo duplo', como Débora comentou aí em cima. Só espero que ele não volte com força total para Nazir, Carrie não merece mais uma derrota como essa.

      A cena foi intensa demais, os dois conseguiram segurar o diálogo com suas expressões, sem parecer forçado. As chances de virar algo brega eram grandes, mas foram perfeitos.

      Confesso que ainda estou tentando entender a existência de Quinn. Pelo que percebemos, Carrie foi 'manipulada' a parecer 'good cop', sem saber. Mas, quem é ele? Pq Estes confia tanto? Isso me deixa muito intrigada. Por mais que Carrie estivesse certa e tivesse sua força, não deixaria ela entrar naquela sala com Brody, não sei.

      Eu gosto demais dos dois, morro de medo de ele ser vilão e ela se decepcionar. Essa coisa de se apegar aos personagens não é fácil ^^

  6. Nikita disse:

    Episódio sensacional.Eu só não engulo essa mudança de lealdade do Brody.Ele não se rendeu ainda eu tenho certeza .E me dá medo medo se a série for por esse caminho.O diferencial era ter um símbolo americano se voltando contra a tal América.Se o Brody realmente colaborar com CIA vai ser apenas igual a 24 horas.Todos os homens bons (americanos),lutando contra homens terrivelmente maus (árabes).

    • gusgm disse:

      Mas em 24 horas sempre tinha um americano traidor, ou um grupo inteiro.

    • Nikita, acabei de dizer aí em cima, eu estava um pouquinho mais convencida logo depois de ver o episódio, mas com o tempo e os comentários, tbm fico com um pé atrás sobre a lealdade de Brody. Se Nazir levou um tempo para moldá-lo, Carrie não conseguiria de uma hora pra outra. Talvez ele já estivesse em dúvida há algum tempo, não sei.

      Sobre 24 Horas, eu não vi a série, mas espero que não se torne mesmo algo do tipo. Mudar a dinâmica da série pode ser um tiro no pé, mas, por enquanto ainda não me preocupo.

  7. gusgm disse:

    Mais um episódio sensacional de Himeland. Como não amar uma série onde o "vilão" consegue com que todos tenham dó e torçam por ele da mesma forma que torcem para a heroína. Num primeiro momento achei meio denecessário o aceidente com a Dana, mas como já disseram, provavelmente esse acidente deve se ligar a história central e pode ser um motivo para que o vice precidente acabe não concorrendo para a presidencia.

    • Confesso que sou uma dessas pessoas que torce pelo 'vilão', gugsm! Brody conseguiu fazer com que o personagem tenha carisma, mesmo quando está matando um '''inocente'''' no meio da mata ou enganando a mocinha. Isso é incrível na série.

      O acidente de Dana tem potencial para ser ruim, mas como Homeland sabe como surpreender, tenho esperanças de que faça isso novamente.

  8. Alexandre disse:

    O acidente do Flinn – filho do vice-presidente – será no futuro a derrocada do Walden (o Vice-presidente dos EUA).

    É que estamos acostumado com o padrão brasileiro mas no EUA um atropelamento e fuga do filho do vice- presidente é o suficiente para fazer com que o pai nunca mais se eleja nem mesmo p/síndico.

    • É, talvez essa diferença cultural influencie nossa opinião um pouco, Alexandre. Não é raro um acidente como esse sair impune e ser esquecido por aqui, enquanto vira um escândalo de grandes proporções em outros países. Só não gostaria de ver o vice presidente cair por um motivo 'a parte', sabe?

  9. É só acabar um episódio que entro em estado de choque.

    Preciso de uma meia hora pra me recompor.

    Daí começo a procurar resenhas para ver oq andam falando…e vejo que não sou a única.

    Só tenho uma coisa a dizer sobre HOMELAND:

    PU-TA-QUE-PA-RI-U !!!

    • Morro de vontade de escrever uma review só com essas reações, Anna! A sensação pós (e mesmo durante) o episódio é sempre incrível. Chega a dar pena de outras séries que nunca vão conseguir chegar aos pés de algumas cenas de Homeland.

  10. Marcos disse:

    Eu ficaria atento a toda essa trama que está sendo desenvolvida com a Dana. Se formos pensar bem, ela sempre foi o ponto fraco na maneira como Abu Nazir conduziu toda a manipulação do Brody que a Carrie descreveu no interrogatório. Foi por causa dela que ele não explodiu a bomba no bunker, é através dela que Brody consegue recuperar o seu antigo “Eu” e conciliá-lo com o novo Brody que Abu Nazir “construiu” nos anos de cativeiro. Se formos lembrar dos dois interrogatórios veremos que o momento em que Peter quase quebrou o Brody foi quando ele ameaçou mostrar o vídeo para a Dana. No interrogatório da Carrie, o momento em que ela quebrou o Brody foi quando disse que ele desistiu de explodir a bomba quando Dana ligou para ele. É preciso lembrar que ainda há um traidor na CIA, se o conteúdo do interrogatório chegar ao conhecimento do Nazir, a garota vai virar um alvo e a história dela, e talvez do filho do vice-presidente poderão se conectar com a trama principal.

    • Fiquei meio envolvida com o momento de 'revelação' com Brody, Marcos e achei o acidente meio fora de contexto pelo que estava sentindo na hora, mas concordo que é algo relevante a longo prazo. Essa coisa de Dana ser um ponto fraco é bem interessante. Só uma coisa que me deixa com um pé atrás, ele não explodiu tudo pq o colete não funcionou. Ela mexeu com ele, mas não foi em definitivo, não fez com que mudasse de ideia.

      Talvez ele esteja enxergando as coisas de um outro jeito. Aquele argumento de Nazir ter lhe dado um filho foi certeiro pra mim. Ele pode ter notado que deu mais importância para Issa do que para os seus próprios.

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