Mais um ano chega ao fim, e dessa vez sabemos que a próxima vez será a última. Fringe fecha seu quarto ano com um episódio de duas partes que não deixou nada a desejar e conseguiu encerrar parte de seu arco com grande sagacidade de seus produtores executivos.
J.H. Wyman e Jeff Pinkner são os responsáveis pelo desfecho da série que acontecerá na quinta temporada, visto que seus “so called” criadores parecem ter abandonado o progresso criativo da série. J. J. Abrams então, esse nem me engana mais. Já está na cara que coloca seu nome em produções por acreditar que tem o toque de Midas, pobre coitado. Todas suas séries pós-Fringe floparam, com exceção de Person of Interest. Mas vai vir aí Revolution que não me deixará mentir. Não tenho medo de admitir meus erros, e se aquilo for realmente bom darei o braço a torcer sem o menor problema.
Mas me impressiona como Wyman e Pinkner conseguiram dar uma virada no arco da série para acomodar o que eles estavam planejando para seu final. O novo universo de Bell, mais o retorno de Jones, e como tudo isso nos leva a pensar se aquilo que vimos nas primeiras temporadas já estava intimamente ligado com o que vimos agora foi simplesmente incrível. É claro que nada estava planejado desde o começo, mas é justamente aí que me conquistam. Genial.
Foi um final de temporada até que calmo comparado aos outros, mas não faltaram momentos que me deixaram boquiaberto por bons segundos. Olívia parando as balas com eu poder de telecinese foi inacreditável e totalmente inesperado. Gostaria muito que ela continuasse a desenvolver seus poderes na última temporada, mas pelo visto parece que a ideia será abandonada. Toda a abordagem dos poderes de Olívia foi impressionante, o modo como ela sabia (sem realmente saber) o que deveria fazer para salvar Peter no telhado, ou Jessica no laboratório. Top notch!
E esse foi mais um finale onde Olívia é baleada na cabeça por Walter. Na temporada anterior, Walternativo assassinava Olívia dessa forma, se lembram? Realmente a garota tinha que morrer, mas o que o Observador não conseguiu ver foi que ela voltaria à vida. Quando Bell disse que Olívia já estava completa como sendo o catalizador de toda a explosão, saquei na hora que ela tinha que morrer, mas ainda assim não esperava que Walter tivesse coragem. O tabefe na cara de Peter foi a cereja do bolo nessa cena.
Pela aparição do Observador no final, pude entender ele falava daquilo que vimos em Letters To Transit e que eu até havia comentado que seria o enredo da última temporada. Mas ele já não estava baleado ao encontrar Walter. Eu provavelmente precisarei voltar algumas coisas para entender, já que foi de dar nó ao explicar à Olívia que aquele que apareceu na casa de ópera não era ele… Ainda. Então o September que aparece para Walter no final do episódio é aquele que surgiu em The End Of All Things, baleado e que Walter & Cia. Ltda. cuidaram, é isso? Enfim, isso é o menor dos problemas agora. Detalhes onde eu nem quero entrar pra não me perder.
E a Astrid-Jiraiya? Poxa, bem que poderiam colocar mais cenas onde ela precisa correr, atirar, chutar e lutar pra valer, não? A garota é boa e não é de hoje que a gente sabe disso. ‘Bora dar mais ação pra moça!
Meus parabéns para Rebecca Mader. Tanto fez que conseguiu um papel nos dois episódios finais da série. Parabéns! Um exemplo de perseverança a todos. Aguardo ansiosamente um livro de autoajuda sobre como alcançar seus sonhos. Well done, girl.
William Bell terminou o episódio fugindo sorrateiramente com a badalada do sino, e a voz de Narcisa Tamborindeguy ecoou em minha cabeça: “BADALOOOO!”. Fiquei surpreso que o Velho-De-Guerra-Nimoy apareceu, já que ele está aposentado… Bem, esses dias acabei lendo sobre uma semi-aposentadoria na verdade, uma vez que também fez uma participação em off em The Big Bang Theory. Pois é, uns biscates aqui e ali não fazem mal a ninguém, não é mesmo? Sua história na série acabou sendo nada mais, nada menos, como a personificação da ciência quando por diversas vezes tenta se apresentar como Deus com seus avanços. Brilhante!
Gostaria muito que ele voltasse na próxima temporada pra explicarem pelo menos como ele ficou preso no âmbar, mas tenho a leve impressão que começarão a quinta temporada por onde parou Letters To Transit.
Na próxima temporada apenas 13 episódios para contar a parte final do arco dessa série que por quatro anos nos fez vibrar, torcer, emocionar, xingar, elogiar e desistir de entender que porcaria estavam fazendo. Mais uma vez eu digo: Só nos resta esperar pelo melhor. Ai, que absurdo vai ser essa quinta temporada! Beijo, Narcisa, me segue no twitter.











