Especial NaTV – 18 Anos de Castelo Rá-Tim-Bum

   

Castelo Abertura Especial NaTV   18 Anos de Castelo Rá Tim Bum

O aniversário de Antonino Stradivarius Victorius II é comemorado no mês de dezembro. No entanto, pedindo licença para Nino, outra data deste ano merece um pouco mais de atenção do que a troca de idade do jovem bruxo: a maioridade do Castelo Rá-Tim-Bum. Tão juvenil quanto em sua estreia, o programa infantil da TV Cultura chega aos seus 18 anos nesse dia 9 de maio.

Embora tenha contado com apenas 91 episódios em seus 3 anos de produção, a história idealizada por Flávio de Souza, Marcelo Oka e Cao Hamburger é um exemplo do quanto a qualidade é atemporal. Não importa que seu primeiro capítulo tenha ido ao ar apenas em 1994, personagens bem construídos e marcantes conseguem sobreviver ao tempo, mantendo o interesse tanto de antigos espectadores, já na casa dos 20, 30 anos, quanto daqueles que têm a sorte de conhecer seu universo mágico através de reprises.

Me coloco na primeira opção, como alguém que cresceu acompanhando os protagonistas e que de vez em quando se espanta ao perceber o quanto a trama ainda está presente na memória. Talvez não tenha o mesmo apego pueril de Chaves, por exemplo, mas sem dúvida está no topo da minha lista de gostinho de infância.

O mais encantador disso é que ao contrário de muita coisa que me agradava quando pequena (oi, Xuxa. Desculpa, mundo), não sinto a menor vergonha ou embaraço. Na verdade, admito até que eventualmente ainda sinto vontade de parar pra ver algum episódio favorito, ou de ouvir o eterno Ratinho cantando sobre seu banho. Mas, mais do que isso, é como se existisse um certo orgulho, por saber que mesmo que muita coisa vazia tenha sido produzida na época – e agora também -, existiu um programa que soube ser mais do que apenas uma apresentadora infantil sacolejante, ou uma tentativa forçada de educar.

Claro que são estilos praticamente impossíveis de comparar, mas impressiona o quanto a simplicidade inteligente de um protagonista conseguiu e ainda consegue ser tão carismática.

O Protagonista

Castelo Nino Especial NaTV   18 Anos de Castelo Rá Tim Bum

Tenho alguma dificuldade com personagens auto suficientes demais, que beiram a prepotência, por isso, a quase solidão de Nino no começo da história me ganhou facilmente. Sempre achei intrigante que tenha sido interpretado por um adulto, quando o caminho lógico seria o de ter uma criança no papel. Talvez fosse para representar um pouco da típica tristeza de palhaço ao apresentá-lo, não sei.

Em entrevista sobre o aniversário do programa, Cássio Scapin, intérprete do jovem bruxo, comentou que poderia ser a maneira como as crianças enxergam os adultos, a ponte entre quem ela é e quem pode se tornar. Não fosse esse um texto meramente sentimental, muitas teorias poderiam ser levantadas, mas esse não é o objetivo. Acho que prefiro compartilhar um pouco das perguntas e lembrar de momentos que mais tenham marcado, sem obrigação de informações demais.

Dentre estes momentos, o que dizer da sua preguiça de banho? Ou de quando achou que devia agir como um adulto? Ou ainda, de todas as eternas vezes em que desobedecia seu tio Victor? Era fácil se identificar com coisas tão simples e tão comuns ao dia a dia de qualquer universo infantil, com a pequena diferença de que vinha de uma linhagem de bruxos. Aqui, sou obrigada a voltar um pouco às dúvidas, agora falando sobre sua origem.

Por grande parte do tempo, acreditei que o menino fosse órfão, e basicamente abstraí qualquer outra possibilidade. Agora, pesquisando e relembrando mais profundamente sobre o enredo, me deparei com uma versão que indica que seus pais precisaram seguir numa viagem sideral, ao lado de dois irmãos mais novos. E, confesso, estou um pouco chocada. Não sei onde procurar pela história 100% oficial, mas me espanta pensar que estava à espera de seu retorno, e principalmente que o tenham deixado para trás. Acho que pode ser uma boa oportunidade para rever tudo, tentando encontrar as explicações que me fogem à essa altura.

Ou de, pelo menos, revisitar aqueles que gostaria que tivessem sido também meus amigos.

Os Personagens

Castelo Personagens Especial NaTV   18 Anos de Castelo Rá Tim Bum

Ou vai dizer que você nunca pensou em como seria brincar com Pedro, Biba e Zequinha? E percorrer cada canto escondido do castelo ao seu lado? Tantas possibilidades, tantos personagens ricos a conhecer. Pessoalmente, acho que primeiro gostaria de abraçar Celeste, e dizer o quanto sua personalidade chatinha era adorável. E quanto torci para que conseguisse criar asas e voar. Quer dizer, não! A primeira coisa seria conversar com o Porteiro – passar pela senha do dia – e tentar entender por que ele dificultava tanto a entrada de gente conhecida, e não barrava o Doutor Abobrinha.

Mas, antes de falar sobre as participações especiais a cada episódio, volto aos principais.

Não tenho certeza se tia Morgana aparecia sempre, assim como Dr. Victor também contava com suas viagens e breves sumiços. Ainda assim, sempre os considerei os mais legais do mundo, mesmo quando brincavam de ser pais responsáveis (deixando medo de que transformassem Nino em um um sapo verde, horroroso, cheio de verrugas vermelhas, olhos esbugalhados e língua azul). Acho interessante que até quando tinham tudo para ser apenas motivacionais e politicamente corretos, conseguissem fugir do estereótipo, passando uma mensagem relevante, porém, não chata. Uma aula sobre como um produto educacional não é sinônimo de gente pedante enfiando lições goela abaixo.

Nesse sentido, também chama atenção que os visitantes fossem tão interessados em aprender o tempo todo, sem parecer falsos. Ver Biba frequentando a biblioteca e lendo uma poesia não soava fake, era apenas legal. Da mesma forma, admirar uma tela no hall de entrada era uma atividade que combinava com Pedro. E os porquês de Zequinha, puro deleite.

Os Quadros

Castelo Quadros Especial NaTV   18 Anos de Castelo Rá Tim Bum

Preciso dizer que ADORAVA ver o processo de produção de um guarda-chuva. Cada vez que a vinheta de ‘eu vou mostrar para você como se faz’ aparecia, ficava ansiosa. Marcelo Tas, em sua fase não apresentador de programa engajadinho e seu computador de mão/google da época eram pura alegria para pessoas curiosas. Tíbio e Perônio também funcionavam perfeitamente, bem como todos os quadros que tentavam ensinar e mostrar alguma coisa.

O canto dos passarinhos sempre esteve também em meu top de preferidos, embora tenha demorado um pouquinho a me dar conta que não se tratava de um super hiper mega músico talentoso, e sim diversas pessoas. Relevem. O banho do Ratinho era igualmente encantador, mas nada no mundo se compara à fofura de Mau. Godofredo era meio aleatório pra mim, funcionando mais como escada. No entanto, desde o episódio em que Zequinha virou bebê e o ‘monstro que vive nos encanamentos do castelo’ também, meu sonho de consumo se tornou ter um boneco dele. Mas enfim, voltando.

É quase impossível elencar todos os quadros que faziam parte dos episódios. De vez em quando podia aparecer alguém conversando na lareira ou dedinhos ensinando a contar. Tap e Flap faziam mais figuração, mas tinham seu lugar. O lustre com Lana e Lara traziam jogos aparentemente bobos, mas gostosos de acompanhar. Acredito que a rotatividade de todas esses momentos eram um ponto forte da história. Com premissas simples a cada capítulo, todo um universo de novidades era apresentado de diferentes maneiras, sem cair no lugar comum. Para quem não prestava atenção nos créditos iniciais, até mesmo as participações especiais eram quase uma surpresa.

Os Episódios

Castelo Episodios Especial NaTV   18 Anos de Castelo Rá Tim Bum

 Os visitantes habituais, Etevaldo; Bongô; Caipora, Penélope e Dr. Abobrinha sempre davam um sabor extra à história. A presença do extraterrestre permitia questionamentos sobre diferentes existências, ao mesmo tempo em que criava situações de confusão. Sempre muito fofo, na falta de uma palavra melhor, o amigo de Dr.Victor era uma figura marcante, colorida não apenas em seus trajes, mas também na ingenuidade. (saber da morte do ator que o interpretava foi meio chocante, mesmo que tenha passado tanto tempo)

Falando em cor, Penélope e sua extravagância rosa choque não poderia ficar de fora. O episódio em que sua filha nasce e o marido de cabelos sedosos e rosados aparece é inesquecível. Sempre achei que Nino tinha uma quedinha por ela, e fiquei com um pouco de dor de cotovelo em alguns momentos, mas a alegria da personagem compensou bastante. Sem contar que sua profissão me faz gostar dela ainda mais hoje do que na época.

Enquanto isso, Caipora sempre foi a que considerava mais sem sal. Gosto de lendas e histórias do tipo, mas nunca consegui me apegar muito. Bongô também é um pouco mais dispensável, embora reconheça que os dois sempre foram importantes dentro da trama.

Agora, ninguém jamais vai superar Doutor Pompeu Pompilho Pomposo e seus planos infalíveis. A gargalhada fatal pode até ser invenção de Mau, mas a frase sobre como “esse castelo será meu huahuahuaha” é imbatível em diferentes níveis.

O desejo do ‘vilão’ de derrubar o castelo e construir um prédio de 100 andares esconde um mundo de críticas. Crescimento desenfreado, desejo de lucrar a qualquer preço, desvalorização cultural, e tantas outras. Talvez dentro da premissa infantil, isso não seja tão amplamente exemplificado, mas garantia uma breve adrenalina sobre quando ele se daria mal. Especialmente quando inventava histórias tão absurdas e os protagonistas não desconfiavam. Apesar disso, a segurança do final feliz era sempre bem vinda. Lembro até de uma vez em que ele conseguiu sair vitorioso, com a assinatura da venda, mas acabou se arrependendo. Impossível não gostar.

Obviamente que considerando o texto todo, fica claro que falo de maneira tendenciosa, gostando meio que de tudo que se refere a Castelo Rá-Tim-Bum.  Posso estar cega de saudosismo, então não consigo apontar nenhum erro ou falha realmente relevante. No máximo, consigo reclamar do filme, produzido em 1999.

O Filme

Castelo Filme Especial NaTV   18 Anos de Castelo Rá Tim Bum

Sei que existe um episódio perdido da série,  exibido como especial de Natal em 1996, o que deixa uma brecha para que possa assistir algo inédito do enredo. No entanto, quando soube da realização do longa, com uma produção esmerada e orçamento generoso,  quis acreditar que o filme seria minha chance de ter algo novo da história, o que acabou não acontecendo.

Apesar de ter Sérgio Mamberti e Rosi Campos no elenco, toda ambientação e mágica meio que se perdeu pra mim. Não era o Nino, não era a Celeste, não era o castelo que me faz cantarolar bum, bum, bum, castelo rá-tim-bum mentalmente à primeira imagem. Não desconsidero sua existência, mas gostaria mil vezes de ter visto uma sequência, uma retomada da premissa original e não algo tão diferente.

Mas, como o objetivo aqui é relembrar, melhor deixar os mimimis xiita de lado.

O importante é celebrar o número de anos em que o programa conseguiu se manter soberano, como um exemplo educativo que vai sobreviver por muito tempo. Só de pensar em quanta coisa ficou fora do texto, é possível perceber a riqueza do universo exibido pela TV Cultura nesses 18 anos. Poderia continuar falando por horas e horas sobre detalhes que nunca vou esquecer: o lado lúdico daquela nave espacial que levou a um lugar onde chovia brigadeiro; os ensinamentos de Morgana a Adelaide; o bolo de abalarançananaxi – que sempre morri de vontade de provar; os raios e trovões de Dr.Victor; os soldadinhos de chumbo na porta do quarto de Nino; o sofá que desmontava em dia de faxina; a viagem ao redor do mundo com Bongô e muito mais.

Mas como é melhor não abusar da vontade alheia, deixo a caixa de comentários para que ajudem a relembrar, nem que seja para se sentir um pouco mais velho pela passagem de tempo, ou para lamentar pela pequena quantidade de novas produções que possam chegar aos pés desta. Parabéns, Castelo (:

Ps. Em comemoração ao aniversário do programa, a Cultura lançou seu portal oficial, vale a pena dar uma olhada.

   

Sobre Carla Gomes

Carla Gomes é viciada em séries e gosta de assistir tanto coisas novas quanto clássicas, de preferência do início ao fim e sem qualquer preconceito. Jornalista e meio autista por opção, de vez em quando pode ser encontrada no Twitter @_CarlaGomes_

Comentários

  1. Weslei Salgado disse:

    Nossa emocionou, percebi que cresci, sou um velho de 22 anos, e vejo que minha infância nos saudosos já anos 90 foi muito boa, a Tv cultura fez a minha infância, como não lembrar O Fantástico Mundo de Beckman (assito as reprises até hj pela tv educativa às vezes), O gato Zap, Doug, Quebra-Cabeça, e claro Castelo Rá-tim-bum, meus episódios preferidos, quando o castelo vai pro fundo do mar com o Glub-Glub, e quando a Terra para girar, achava massa! Pô que saudade da minha infância, me faz ver que já houve um salto enorme de geração entre aquela época e hoje, me deixou nostálgico!

    • Impossível não ficar nostálgico, Weslei. A Tv Cultura tinha uma linha completamente diferente, mas tão marcante quanto coisas mais populares. Eu adorava o Mundo da Lua, e lembro tbm de acordar cedo só pra poder ver as reprises do Sítio do Pica Pau Amarelo, que passam de manhã.

  2. Primeiro eu vou ali ficar em baixo da pia chorando de depressão, como assim Castelo Rá-Tim-Bum completa 18 anos, eu vi começar a ser exibido… E e e e já faz 18 anos? Ai meu deus.

    Eu fui cria do canal Cultura, mesmo que ainda hoje não consiga pronunciar o nome corretamente por ter problema de dicção. Fui uma criança que queria ser cientista e adorava tudo que o canal exibia. Mas Castelo Rá-Tim-Bum teve um espaço ainda maior. Por sinal prefiro infinitamene o Castelo a Chaves.

    Uma das primeira poesias que aprendi foi Trem de Ferro do Manuel Bandeira e foi por ter passado num dos episódios de Castelo, minha paixão por bibliotecas surgiu com a série. Lembro bem da minha mãe sempre comentar como queria ter uma biblioteca em casa que fosse igual a do Castelo.

    E mais do que a música do banho do Ratinho, eu lembro bem da música Lava Uma Mão, anos depois, quando eu trabalhava com professora fui atras dessa musica pra usar com alunos do fundamental I que descobri a letra ser do Arnaldo Antunes.
    Era tanta gente boa trabalhando em prol do Castelo que não havia como a série não ser excelente.

    Sobre o passarinho musico. só fui descobrir que ele não era um unico músico incrivel aos 18 anos e por que uma amiga minha comentou que eram varias pessoas, o que me causou um choque sem tamanho me fazendo derrubar meu material escolar e arruinou parte da minha infância. não a perdoou até hoje por ter revelado isso.

    Um habito da minha mãe que eu gostava muito era que enquanto algumas pessoas gostavam de falar 'enquanto isso na sala da justiça' fazendo referencia ao desenho Liga da Justiça, ela dizia que preferia lembrar boas produções brasileiras e falava ' enquanto isso no lustre do castelo'

    Caramba, 18 anos já… Bateu uma saudade de ver Castelo Rá-Tim-Bum.

    • Eu comecei a assistir Castelo Rá Tim Bum quando já era um pouco mais 'velha', acho que por isso Chaves ficou mais fixo em minha memória. Mas, são estilos tão diferentes que nem sei direito se tem como comparar muito.

      Meu sonho de consumo também era/é ter uma biblioteca igual a do Gato Pintado! Aquele lugar parecia tão incrível, tantos livros, tantas possibilidades.

      Parece que mais gente não sabia que o passarinho não era só uma pessoa! Fico com a consciência pesada por acabar com a ilusão alheia. Mas, isso apenas prova o quanto o cuidado da produção era incrível. Todo seu cenário foi feito ou adaptado pela Cultura, cada pedacinho de figurino, de detalhe, isso é amor puro, não tinha como dar errado, e pode sobreviver por muito mais tempo.

      Descobri agora pouco que o 'intérprete' do Mau também já morreu, aumentou ainda mais minha vontade de fazer uma maratona e lembrar o quanto ele é era legal ):

  3. Weslei Salgado disse:

    Desculpando a minha ignorância alguém pode me explicar essa do passarinho músico que não era músico,eu não entendi.

    • Não é que ele não fosse músico, Weslei. É que a gente achava que era a mesma pessoa que tocava todos os instrumentos, quando na verdade eram profissionais diferentes a cada episódio (:

      • Rodolfo Melo disse:

        Pera aí… eram pessoas diferentes?!… Oh meu Deus! …

        • Me sinto menos sozinha no mundo, sabendo que mais gente não sabia ^^

        • Uilter Marques disse:

          Parece que eu ja tinha o dom da música porque logo nos primeiros episódios eu desconfiei! Hoje eu sou tecladista, não muito bom mas toco alguns instrumentos a mais!!!!!!!!!!

  4. Weslei Salgado disse:

    ahhhhhhhhhhhh tah! kkk vlw!

  5. Rodolfo Melo disse:

    Meu ritual na hora do banho era cantar a música do Ratinho e deixar meu cabelo igual ao do Nino quando passava o shampoo. Eu aprendi muito com o Gato Pintado e foi com ele que comecei a gostar de frequentar bibliotecas.

  6. dualistico disse:

    sério que o Passarinho eram várias pessoas?!?!?!? Nossa. Meu mundo acabou agora, nunca tinha reparado!!!

  7. Nossa e esse episódio especial que eu assisti quando era pequena, nunca mais vi nas reprises da cultura e achei que foi só imaginação da minha cabeça???

    Nossa que saudade me deu de Castelo Rá Tim Bum.

  8. Qdo foi anunciado a morte do ET, foi ai que fiquei com medo de morrer, pq pra mim isso era mto longe de mim, uma coisa que não existia. Receber a noticia que ele tinha morrido foi real e dolorido. Mto bom saber que Castelo fez parte da minha vida. Vc assistia, aprendia e se divertia. Hoje em dia com tanta tecnologia é uma pena não ter mais espaço para projetos nessa linha, fantasia, humor, educação, "terror" e tudo mais que existia no Castelo e que fez sucesso.

  9. Elaine disse:

    Carla,
    Que texto mais lindo. Assino embaixo. Castelo Ra Tim Bum é 1000! até hoje. Sensacional, qualidade impressionante, aliás a TV Cultura é impressionante. Trata seus espectadores como inteligentes e nos brinda com quadros ótimos. Que continue por mais 18 anos!

  10. marcos disse:

    Excelente post parabéns!

  11. Aline disse:

    Sob o risco de apanhar de fãs, confesso que acho Chaves meio idiota e cada vez que alguém faz uma piada ou menção, eu penso "que besta…", mas é só alguém falar "enquanto isso" que eu já emendo "no lustre do castelo…" Castelo foi uma das melhores coisas dos anos 90e não quero desmerecer nenhum programa infantil educacional, mas Castelo era o máximo, melhor que o próprio Rá Tim Bum e Glub Glub. Acho que jamais vão conseguir criar algo à altura(tá, eu sou tendenciosa, confesso…)

    Nem dá pra comentar tudo sobre esse programa, porque acho que não há espaço nem tempo, mas como vc mencionou o bolo de abalarançananaxi, lembrei de tudo que o Castelo me deixou com vontade de comer: surrebrifru, o bolo cor de rosa da Celeste, o bolo em forma de Margarida da Lana(ou da Lara??) e, claro, o bolo de chocolate que o japonês come na música de lavar as mãos! Até hoje sou frustrada por nunca conseguir fazer um bolo de chocolate daquele jeito =(

    PS: foi minha mãe quem me contou a verdade sobre o João de Barro depois de ouvir meu comentário "nossa, como esse homem sabe tocar tantos instrumentos?"

  12. Lilly disse:

    Como assim o passarinho não era só uma pessoa?? E o Mau morreu? Não acreditoo!haha
    Lindo o texto, não tem como não morrer de saudade da minha infância assistindo a esse e outros programas da TV Cultura, como Mundo de Beakman, Mundo da Lua, Contos de Fada, Glub Glub, Rá-tim-bum, X tudo, Anos Incríveis, entre tantos outros…

  13. Passarinho, que som é esse?

    Nunca reparei que eram pessoas diferentes, mas de fato a qualidade do castelo é inquestionável. Pra mim foi um programa infantil bem sofisticado, mesmo assim me apeguei ao chaves, não tão educativo, mas bem afetivo.

Seu Comentário

*