Episódio bem descartável.
Jogar um episódio fora na reta final da temporada é no mínimo estranho, especialmente quando a série não vem em uma sequência boa.
É aquela questão que coloquei na resenha anterior: eu adoro Drop Dead Diva e acho tudo muito fofo. Ainda é um seriado que tem apelo e que me entretém. Porém, gostaria de ver um pouco de desenvolvimento na história, uma vez que várias tramas parecem esquecidas pelo caminho ou tomam rumos inesperados, e não de um bom modo. Como, por exemplo, Parker e o filho. Tudo bem que essa história não é central, mas simplesmente se esqueceram dela; o advogado sequer mencionou o primogênito depois da despedida. Outro exemplo é o romance entre Parker e Kim: totalmente abandonado e confuso durante a temporada.
Luke é outro que não se encaixou ainda. Tentaram fazer com que ele tivesse a mesma dinâmica que Fred tinha com Stacy, o que visivelmente não deu certo. Também tentaram diferenciá-lo ao fazer com que o personagem tivesse uma postura menos amigável em relação à Jane, o que o tornou o ainda menos carismático. E essa falha está na conta dos escritores que não souberam lidar com a saída de Fred – compreensível até certo ponto – mas que se contentaram em escrever um personagem com as exatas funções e dinâmicas de Fred, só que mais entediante. Faltou vontade e criatividade.
Agora vamos ao episódio. Jane leva realmente a série nas costas. Tudo pode estar ruim, mas o carisma da personagem é infalível. Muito lindo a advogada toda preocupada em não causar outra parada cardíaca em Owen, comportando-se mais como mãe do que como noiva. Aliás, ela teve vários momentos cômicos, seja fugindo de Owen ou checando a respiração dele enquanto o noivo dormia.
Também gostei da presença da mãe de Deb. A dinâmica que ela tem com Jane é sempre ótima, só fico com uma pontinha de dor no coração por Jane/Deb não poder chamá-la de mãe. É bacana quando fazem esse passeio pelo passado da personagem. Esse é, a propósito, um dos pontos positivos da série que, por sua vez, é decorrente da boa construção da protagonista: tanto Deb quanto Jane ficam visíveis e os escritores conseguem nos lembrar disso, dentre outros recursos, ao mostrar um pouco da história de cada uma, trazendo pessoas e acontecimentos relacionados às vidas de ambas.
PS: A trama de Stacy, Kim e Luke foi totalmente dispensável.








