Don’t Trust the B—- in Apartment 23 – 01×05 – Making Rent

   

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Esquecer de um episódio nunca é um bom indício. No entanto, mesmo que tenha demorado alguns dias a mais para assistir Apartment 23, acabou não sendo um sinal tão ruim assim. Acho que já acostumei com a dinâmica surreal das coisas, e continuo enxergando em James Van der Beek a principal razão para não abandonar a série, especialmente agora que garantiu sua segunda temporada.

Mas antes de falar das meatballs de James, preciso perguntar se sou a única a achar que a trama anda num ritmo alucinado demais. Não é como se eu quisesse que fosse mais arrastada ou qualquer coisa assim, porém, às vezes fico com a sensação de que se fechasse os olhos por muito tempo, logo ficaria perdida. São sempre enredos que bem poderiam render um arco mais completo, por três ou quatro semanas, talvez. Em muitos momentos, isso não é prejudicial, tenso seu lado positivo. O que me incomoda é que acaba não permitindo que conheça mais dos personagens, já que parecem sempre estar em transição.

Uma prova disso é a obsessão da vizinha Robin. Gostei de saber um pouco mais sobre seu amor insano por Chloe, mas acredito que seria mais fácil gostar dela se existisse uma base maior, um fundo mais completo para ela. Apesar disso, gostei dos momentos bizarros ao lado da ‘melhor amiga’, em especial a valorização de se assistir um episódio de Arquivo X.

Outros dois que me deixam com vontade de conhecer melhor são o vizinho pervertido e o assistente de JVB. Foi estranho ver o primeiro fora da janela, não estava esperando por isso e demorei um pouquinho a reconhecer. Enquanto isso, morri de vontade de ler a peça de Luther, por pura curiosidade.

Mas, como mencionei acima, nada da série consegue ter tanto apelo quanto a vida de Beek.

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Mesmo não morrendo de rir, já estava morrendo com o lançamento da calça levemente justa de Dawson. Estou gostando que não existam tantas referências a sua antiga série, me convenceu de que pode ser explorado de diferentes e absurdas maneiras. O cartaz e a maneira como a história se reverteu a seu favor foram ótimas. Durante parte do episódio fiquei me perguntando qual seria a hora em que ele apareceria e qual seria sua trama da semana.

Gostei também que tenha existido uma espécie de referência a sua facilidade em ganhar dinheiro e ser bem sucedido, enquanto Chloe e June precisam recorrer a pequenos golpes. Fico meio em dúvida sobre esses momentos de epifania, qualquer que seja o contexto, ao final do episódio, mas também fico feliz por que as duas estão conseguindo encontrar um certo equilíbrio. Ainda não tenho certeza se gosto delas, a produção de geleia me fez comparar muito com os cupcakes de Caroline e Max, e percebi que gosto muito mais das personagens de 2 Broke Girls. O consolo é saber que a série da CBS também demorou um pouco a me ganhar definitivamente, então tenho um pouco de esperanças de me apegar aqui também.

   

Sobre Carla Gomes

Carla Gomes é viciada em séries e gosta de assistir tanto coisas novas quanto clássicas, de preferência do início ao fim e sem qualquer preconceito. Jornalista e meio autista por opção, de vez em quando pode ser encontrada no Twitter @_CarlaGomes_

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