
Na quinta temporada, Doctor Who é uma série completamente diferente. Com a saída de David Tennant como a décima “encarnação” do Doctor, do produtor executivo e roteirista chefe Russell T Davies, dos produtores Julie Gardner e Phil Collinson, todo elenco e equipe de produção, seria inocência demais esperar nada menos que algo parecido com um reboot. E assim foi.
Sem nada que nos prendesse à era de Davies, o cargo de showrunner ficou com Steven Moffat, roteirista dos melhores episódios das temporadas passadas (o arco que nos apresenta a Jack Harkness em Empty Child e The Doctor Dances na primeira temporada, The Girl in the Fireplace na segunda, Blink na terceira – considerado o melhor episódio da série por muita gente – e a introdução de River Song na quarta temporada em Silence in the Library e Forest of the Dead) e, com o cargo de roteirista chefe na mão, conseguiu fazer da quinta temporada um grande episódio genial.
Um novo Doctor, uma nova companhia, uma nova Tardis (tenho o costume de me referir à Tardis no masculino, então já peço desculpas se isso aparecer por aí), um novo estilo de abertura e até um novo logotipo. Por isso foi tão fácil de digerir todas as mudanças e seguir Matt Smith em suas aventuras como o 11º Doctor: não havia nada remanescente da temporada passada. Era como se fosse 2005 novamente e a série estivesse fora do ar há mais de 10 anos (sem levar em consideração o filme americano de 1996, ainda que Paul McGann seja considerado o 8º Doctor) e estivéssemos apresentando o Lorde do Tempo para uma nova geração de telespectadores. Começar a assistir a série a partir da quinta temporada pode parecer blasfêmia, mas, em questão de pontas soltas, não ficou nada para trás. Uma era terminou com a regeneração de David Tennant, outra começou com a materialização de Matt Smith.
Não achei que fosse possível seguir adiante sem Tennant. O que o cara fez pelo personagem foi incomparável. Mas como o próprio décimo Doutor disse, após sua regeneração as memórias continuam, mas um cara completamente diferente sai assumindo o seu lugar por aí. Nova personalidade, novo paladar, novo cabelo e uma gravata borboleta (“bowties are cool”). Por mais insubstituível que Tennant seja, Smith é incrível, talentoso, simpático e trouxe um carisma diferente ao Doctor, um certo “hip” que os anteriores não tiveram. Tanto que vem sido chamado de “the hipster Doctor” internet afora.

Para um Doctor diferente, uma companhia diferente. A ruiva escocesa Karen Gillan já havia participado da série no segundo episódio da quarta temporada, The Fires of Pompeii, como uma “orácula”. Freema Agyeman, que interpretou a companheira da terceira temporada, também havia feito uma participação na temporada anterior da série como outra personagem antes de ser escalada como Martha Jones. O mistério em cima da identidade da nova companhia era tanto que durante os testes nos estúdios da BBC, “oficialmente” Gillan estava participando de audições para um projeto chamado Panic Moon – anagrama de “companion”.
Gillan interpreta Amelia Pond, “a garota que esperou”. Logo depois da regeneração o Doctor cai em seu jardim quando ela era criança e a ajuda com a rachadura na parede do quarto. O estranho diz que voltava em cinco minutos e Amy esperou no jardim a noite toda. E por mais 12 anos. A Amy do presente trabalha com “beijograma” (trabalha em festas entregando mensagens junto com beijos) e pelo fato de ter perdido os pais, morar com a tia e passar a maior parte do tempo sozinha, é bem independente. Aos sete anos já sabia cozinhar sozinha, como mostrou a cena em que o Doctor precisa aprender novamente o que gosta ou não de comer. Amy beija o Doctor no final do quinto episódio, mas não com aquela paixonite imediata de Martha Jones. Ela está noiva, vai se casar no “dia seguinte” (o tempo é relativo em uma série sobre viagem no tempo; o casamento só aconteceu no último episódio) e ainda assim só quer se divertir. Passou tempo demais sonhando com seu amigo imaginário, o Doutor Maltrapilho, e como tudo o que o Doctor mais preza, vive o presente e faz o melhor com o que consegue obter.
A temporada começou em um clima meio “conto de fadas”. As cores vibrantes (o azul da Tardis, o vermelho das roupas de Amy criança), o figurino da pequena Amelia, a trilha sonora de Murray Gold (a música Little Amy – clique para ouvir, cheia se sininhos) e até o próprio nome da personagem, Amelia Pond, que, como apontado pelo Doctor, parece um nome saído de um conto de fadas. A Amy mais velha não tem nada de inocente, mas é engraçada, carismática e ainda uma sonhadora. Não pensa duas vezes antes de aceitar o convite de viajar no tempo e no espaço com um desconhecido que viu por apenas alguns minutos quando tinha 7 anos e esperou seu retorno durante 12. Novamente elogiando a trilha de Murray Gold, a música Can I Come With You? – clique para ouvir – resume tudo. Se não fosse por Gold, que sempre compôs temas específicos para cada personagem e monstro, a mudança de estilo feita por Moffat não seria tão boa. A trilha da quinta temporada está brilhante. Voltando a falar de Gillan e Pond, foi uma ótima escolha de elenco e construção de personagem. A interação entre os atores também é ótima, deixando ainda mais fácil aceitá-los em nossa vida.

Como em todas as temporadas da série, tudo é muito bem construído, ainda com mais cuidado e detalhamento do que na era RTD (Russell T Davies). A rachadura na parede do quarto de Amy é essencial para a históris toda, o mistério de Pandorica só é revelado no arco final de episódios e a profecia do silêncio que cairá ainda é um mistério criado no primeiro capítulo a ser revelado no sexto ano.
Moffat voltou com monstros e personagens fantásticos que apresentou nas temporadas anteriores: os Anjos Lamentadores de Blink da terceira e River Song do arco da biblioteca da quarta. Juntos. Doctor e River Song continuam se encontrando fora da ordem cronológica e o mistério em cima da arqueóloga fica ainda maior depois que descobrimos que ela está presa por ter matado um homem muito bom (o melhor que ela já conheceu, diz ela) e que finalmente está chegando o dia em que o Doctor irá conhecê-la – a primeira vez que os dois se vêem em relação à linha temporal de River Song. A doutora sabe pilotar a Tardis melhor que o Doctor, tem desenhos de todas as suas regenerações para não se perder e reconhecer o Lorde do Tempo em qualquer situação e ainda tem o conhecimento da língua de Gallifrey. Fica um grande mistério sobre quem (ou “o que”, como dito em Time of the Angels) River Rong realmente é, mas o Doctor confia nela apesar de tudo a ponto de dizer-lhe seu verdadeiro nome.
No sexto episódio, The Vampires of Venice, o noivo de Amy, Rory, passa a ser o novo passageiro da Tardis. Isso até morrer no nono, Cold Blood, ser tocado pela luz que sai da fenda do universo e ser esquecido por todo mundo, como se nunca tivesse nascido. Rory também é ótimo e nenhuma série tem um trio principal tão hip quanto o formado por Smith, Gillan e Arthur Darvill.

Para perceber que amava mesmo Rory, Amy precisou estar presa em um sonho junto com os outros dois passageiros da Tardis e correndo perigo mortal em duas “realidades” diferentes; uma cinco anos no futuro onde está grávida e casada com um Rory de rabo de cavalo e outra onde a Tardis se desligou e está prestes a colidir com uma estrela congelada. Em Amy’s Choice, sétimo episódio, precisavam escolher morrer naquela “realidade” que achavam ser sonho para acordarem na realidade “real”. Assim que o Rory de rabo de cavalo morreu, Amy percebeu que aquela só poderia ser o sonho e, ainda que fosse a realidade, não gostaria de viver em um lugar onde Rory não existisse. As duas acabaram sendo sonho induzidos por um pólen psíquico parasita da mente que colocou todo mundo pra dormir e fez do Doctor um Lorde dos Sonhos (coisa que só viemos descobrir no final do episódio).
Ainda dormindo, o Doctor diz que sabe quem é o Lorde dos Sonhos pois só uma pessoa no mundo poderia odiá-lo tanto quanto ele parecia odiar, e depois de todos devidamente acordados, disse que todos os sonhos vieram da imaginação dos personagens. Uma boa análise psicológica poderia ser feita a partir desse episódio.
A temporada foi fantástica, principalmente pelo clima diferente instituído logo no primeiro episódio. Mas vários capítulos usaram a mesma estratégia para gerar tensão, o que foi um pouco cansativo: a história da contagem regressiva. No sétimo episódio da terceira temporada o Doctor tinha apenas 42 minutos para salvar Martha e o resto da tripulação de uma nave que estava seguindo desenfreadamente em direção ao sol. Na quinta, tinham 20 minutos antes de a Terra ser incinerada, depois 15 minutos para pararem a broca que está invadindo o território subterrâneo dos Silurian, depois 14 minutos até a Tardis colidir com a estrela congelada…

Depois de Shakespeare na terceira temporada, foi a vez de outro grande nome da arte fazer sua aparição na série: Vincent Van Gogh. E assim como as altas expectativas que tínhamos quanto a Shakespeare foram devastadas ao vermos um mulherengo que dava discursos bobos para todos rirem, Van Gogh é um bêbado chato que nunca tem dinheiro para pagar o bar. Mas o episódio foi incrível. Vincent se apaixonou por Amy, queria se casar com ela e ter vários filhos (“the ultimate ginger”), dedicou o quadro dos girassóis para ela, mas, por ser muito doente e perturbado, ainda acabou se matando em 1890. A cena em que levam o pintor para o Musée d’Orsay na Paris de 2010 para ver seus quadros e ouvir Bill Nighy falar que Van Gogh era o melhor pintor do mundo ao som de Chances da banda indie inglesa Athlete é fantástica e emocionante. E Tony Curran é incrivelmente parecido com o auto retrato de Van Gogh.
No evento duplo de final de temporada a misteriosa Caixa de Pandorica, uma prisão para a criatura mais temida de todo o universo, vai ser aberta. É 102 d.C. e a equipe está reunida no Stonehenge. Abaixo, a Caixa de Pandórica. Acima, mais de 10 mil naves de todos os inimigos já confrontados pelo Doctor. A caixa se abre, mas ainda estava vazia. A criatura mais temida de todo o universo é o último Lorde do Tempo; o Doctor.
Moffat se realizou com todo o wibbly wobbly timey wimey que sempre gostou tanto de fazer mas não tinha tempo o suficiente para realizar nos poucos episódios que havia escrito para RTD. O final de temporada foi incrível (preciso de adjetivos novos. Já cansei de “incrível” e “fantástico”) e grandioso, mas diferente das grandiosidades de RTD. Na mente de Davies, grandiosidade era envolver toda a raça humana em um perigo monstruoso como seqüestrar o planeta Terra, fazer do planeta uma grande zona de guerra comandada pelo Mestre ou deixar toda a raça humana com cara de John Simm. O finale da quinta temporada foi igualmente grandioso, mas “sutil”, contando com um roteiro mais forte em vez de apenas acontecimentos catastróficos. Amy ter ficado quase 2000 anos desacordada na Caixa de Pandórica sendo vigiada durante todo esse tempo por Rory, o Centurião Solitário, foi lindo.

Depois de finalmente se casarem e tudo dar finalmente certo para todo mundo, Amy e Rory continuam como companhias do Doutor. Mas antes da sexta temporada, o casal está passando a lua de mel em uma nave que está prestes a cair sobre um planeta desconhecido e precisam da ajuda do Doctor para conseguir a permissão da pessoa responsável por controlar as densas nuvens do planeta para que a nave possa pousar em segurança. O especial de Natal A Christmas Carol foi descrito como um mashup entre Doctor Who, Um Conto de Natal – história de Charles Dickens com várias traduções de título – e o filme de Steven Spielberg Tubarão. Foi o melhor dos quatro especiais de Natal já produzidos pela série, o que mais teve clima de natal. Um verdadeiro clássico, como se toda a série em si já não fosse considerada um. E ainda conta com o Dumbledore Michael Gambon no papel de Kazran Sardick, o adulto amargurado devido aos traumas infantis.
Não diria que a quinta temporada foi melhor que as ótimas segunda ou quarta. Foi igualmente boa. Não tem como comparar a era RTA com a atual. Foi como um novo começo, e um começo incrível e fantástico (na falta de outros adjetivos). Doctor 11 é diferente do Doctor 10 assim como Amy Pond é diferente de Rose Tyler ou Donna Noble (nem coloco Martha Jones na história porque, né? Não rola.).
Minha maratona finalmente chegou ao fim, exatamente a tempo da sexta temporada que começa nesse sábado, 23 de Abril. Então todos de volta à Tardis! Geronimo!








Vou assistir o episódio 6×01 e volto para comentar, rsrs
Já estou baixando…
*ANSIEDADE*
Prontoooo, rsrsr…. The Impossible Astronaut… =0 (Ainda processando….)
Adoro a quinta temporada… Acho ela de certa forma bem alegre, leve, com episódios incríveis!!… e muitooo bem 'amarrada'!! Um dos mais leves (na minha opinião) é "The Lodger", é engraçado ver o Doutor tentando ter uma vida 'normal'!!
Ahh tenho uma pergunta… na resposta do meu ultimo comentário, você disse comprou os boxes importados de Doctor Who. Queria saber se os boxes tem mesmo aquele estojo incrível, com livreto, cards, luva, essas coisas, como aparece no site da amazon (sou louca por esse material adicional 'artístico', rs), pq se sim… faço o pedido agora mesmo!!
Acho que é só!! Teremos review do episódio de hoje??
=)
O QUE FOI THE IMPOSSIBLE ASTRONAUT? Review já já estará no ar =D
A quinta temporada foi bem leve, alegre e fantasiosa. Foi diferente do Doctor Who humanizado e "mundo real" demais das temporadas passadas. Adorei The Lodger! E quando você ler a review do 6×01 vai ver que ele pode não ter sido tão leve ou filler quanto pareceu. A não ser que eu esteja com muito sono mesmo e imaginando coisas.
Então, comprei os boxes pela amazon mesmo. Da primeira à quarta temporada foi esse box aqui: http://tinyurl.com/3ucnx6w
Ele é composto de 4 "cases" (um para cada temporada) do tamanho de capas de fica VHS e cada um desses cases tem 6 discos.
Essa foto é bem explicativa: http://tinyurl.com/3fy89pd
O box dos Especiais é esse: http://tinyurl.com/3r7wvfn
e é lindo tanto por dentro quanto por fora. Dá uma olhada nessa foto que eu tirei: http://tumblr.com/xjg23tic38
Tem essa embalagem em digipack com um especial e seu respectivo episódio de Doctor Who Confidential (de 1h de duração cada!!) em cada disco, uma capa mais grossa e dura e outra mais fina e holográfica pra colocar por cima.
Não comprei a da quinta temporada ainda, mas estou em dúvida entre essas duas edições:
capa lenticular: http://tinyurl.com/3b8tlp9
steelbook com uma "rachadura": http://tinyurl.com/3sqndtg
Os DVDs não tem legenda em português, apenas em inglês. Se isso não for problema pra você, te aconselho a comprar sim. Vale MUITO a pena. E é extremamente barato comparado à edições porquíssimas de DVDs brasileiros que no lançamento custam R$129. E não existem edições nacionais de Doctor Who, então é mais um motivo para importar!
Valeu, Natacha!
Eu fiquei verdadeiramente chocado com o final dessa temporada. Desde que comecei a assistir a série esperava por algo assim. O melhor de escrever sobre viagem no tempo é a possibilidade de paradoxos, que são o recurso narrativo que qualquer roterista deve sonhar em ter. Claro, as chances de tudo ruir são imensas, mas quando dá certo…
Alguns episódios foram meio fracos. Hungry Earth e Cold Blood foram muitos parados, e seriam dispensáveis sem aquele final. A história dos Daleks foi péssima, e Vampires Of Venice usou uma fórmula muito gasta.
Pra compensar, tivemos Vincent And The Doctor, Time Of Angels/Flesh And Stone, Amy's Choice e, claro, The Pandorica Opens/The Big Bang. Amy e Rory são ótimos, e é legal ver um casal em vez da habitual companheira. O mais perto disso foi a Rose e o Mickey, mas não é a mesma coisa.
Honestamente, prefiro o Matt Smith do que o David Tennant. Cada um é ótimo em seu próprio modo, mas o Tennant deixava o Doutor muito humano, e eu gosto do Doutor do Smith por isso, é tão ridiculamente alienígena
Também acabei a temporada (minha preferida) bem em tempo de começar a sexta. E tá na hora. GERONIMO!
Também achei Hungry Earth e Cold Blood bem chatinhos para um arco de 2 episódios. Poderiam ter dado um fim no Rory de qualquer outra maneira, não precisava de tudo aquilo.
As histórias dos Daleks são sempre péssimas, já cansei deles na segunda temporada. Mas são os inimigos clássicos e vão voltar sempre. E agora coloridos.
Gostei do casal viajar junto e, principalmente, Amy não se apaixonar pelo Doctor. Espero ver muito mais dos Pond na sexta temporada.
Já assistiu The Impossible Astronaut? A review estará no ar logo logo =D
Valeu pelo comentário!
Já vi sete episódios da quinta temporada e estou gostando cada vez mais da série. Trata-se mesmo quase que um reboot de Stevem Moffat, pois os elementos das temporaradas anteriores forma eliminados, só não dá para dizer que é um reboot porque o Doutor cita a invasão dos Daleks na quarta temporada no episódio com o Churchill, mas o fato é que esta foi esquecida por todos na Terra, apenas o Doutor lembra. Como ele mmesmo diz, o tempo foi reescrito. Até agora não teve um único episódio que menos que ótimo. O da baleia espacial foi ótimo por mostrar um roteiro cheio de reviravoltas, nos enganando ao mostrar que os verdadeiros monstros eram os humanos que torturavam a criatura que os tinha salvado. Foi um episódio muito interessante ao mostrar como se davam as escolhas das pessoas diante de situações extremas, incluindo a Amy. O episódio com a River Song foi maravilhoso, tenso, bem conduzido, deixando maior a vontade de saber quem ou o que é a personagem. O único senão do episódio, aliás da série inteira até agora foi o começo da segunda parte, ficou meio confuso para mim a forma como escaparam do cerco dos Anjos Lamentadores, fora isso a série está perfeita até agora nesta temporada. Outra elemento que está me agradando muito na série é como os roteiristas pegas aspectos de nosso folclore e das lendas terrestres e as adaptam tão bem ao mundo da ficção científica, o lobsomem da segunda temporada, as bruxas na terceira e agora os vampiros na quinta. Em relação a Amy, tudo aquilo que eu disse na postagem dos especiais se manteve, Karen Gillan é maravilhosa, delicinha, adoravelmente safadinha; até entendo que a Rose ainda contunue dona do seu coração, mas o meu acho que ela vai perder.
Acabei de ver a quinta temporada hoje e já terminei de baixar o primeiro da sexta que devo ver amanhã. Para mim essa foi sim a melhor temporada, pois eu faço sim a comparação entre a era Davis e a era Moffat e a última está superando, pois este é sim um roteirista melhor, mais criativo e que sabe ser grandioso sem cair no exagero. Vejo que muito reclamaram dos episódios com os Daleks, e o fato é que esta foi a temporada em que eles menos apareceram, apenas no episódio do Churchill e no duplo final. Os Cybermen, por sua vez, só apareceram no final, ou seja, Moffat parece disposto a buscar novos caminhos para a série e eu acho isso muito bom. Discordo sobre a avaliação negativa em relação a Hungry Earth e Cold Blood, mesmo reconhecendo que foram os pontos mais baixos da temporada, mas foi um baixo ainda excelente, no alto nível da temporada. The Lodger foi muito divertido e o episódio com o Van Gogh foi emocionante, mas o final foi fantástico, como eu disse antes, foi grandioso sem cair em exageros. Em relação ao especial de natal, foi mesmo o melhor de todos, uma brilhante releitura de Charles Dickens, agora é eperar pela sexta temporada.
Se for pra comparar, a era Moffat é mesmo melhor que a RTD. Mas meu coração dói quando eu faço isso, hahaha. Acho que são quase séries diferentes, cada uma com seu mérito. O que o Davies abusava no roteiro, o Tennant (junto com a Billie Piper e a Catherine Tate, por que a Freema era meio ruinzinha) compensava na atuação. Agora o que a galera não alcança na atuação (o Matt Smith é fantástico, mas por mais delicinha que a Karen Gillan seja, não é uma atriz muito incrível. Bem melhor que a Freema, mas não chega a ser uma Catherine Tate), o Moffat e o time afiado dele compensa no roteiro.
O especial de natal foi maravilhoso! Um grande clássico. Vai virar minha tradição de Natal, junto com O Grinch, haha.
Valeu!
Eu não sei exatamente em que momento eu passei a gostar do Matt Smith como Doctor, também não sei se foi o fato de eu achar o jeito dele mega parecido com o David Tennant, algumas vezes até a voz lembra (to muito paranóica?), mas eu sei que eu gostei dele, meu doctor sempre vai ser o Tennant, mas ele foi um bom substituto.
Provavelmente por eu ainda estar me acostumando com a mudança, ou ter visto a season premiere logo após o End Of Time, e ainda estar meio deprimida, não tenha gostado do episódio. Ver o Matt Smith com as roupas rasgadas pós-regenaração do Tennant por 30 minutos do episódio foi errado, doloroso até. Parece besteira, sei que é, mas foi assim que eu me senti.
Terem mudado toda a TARDIS também não me ajudou em nada, parecia que eles queriam esquecer a fase anterior, não gostei, deu um aperto maior ainda no meu coração. Mas até que ela ficou mais bonitinha, moderna.
Odiei os Daleks nessa temporada, sempre gostei deles, mas aqui eles tavam é muito chatos, ainda por cima, ficaram coloridinhos…..odiei!!
Agora, os Anjos são os melhores monstros já criados para DW, quero demais que eles voltem, apesar de eu ter preferido que eles não tivessem mostrado eles se movimentando, na minha opinião, perdeu um pouco da essência deles. Super acho que o Steven Moffat podia fazer um filme, ou então uma história mostrando a origem deles.
O episódio do Van Gogh também não deixou nada a desejar, mais um episódio pra se emocionar, só não me emocionei por saudade mesmo!
Especial de Natal – O Melhor de todos, sem mais!!
A Temporada foi boa, não achei que foi a melhor não, mas definitivamente gostei. O que eu mais gostei foi a Amy não ser apaixonada pelo Doctor e estar com o casamento marcado. Falando nisso, esqueci de mencionar, Amy's Choice, melhor episódio da temporada!!
Realmente mudaram tudo, quiseram esquecer a fase anterior. E por mais que eu tenha sofrido com a despedida do Tennant, me acostumei fácil com o Matt Smith. Ele é bem genial. Amy é ÓTIMA, e foi bom ela não ter se apaixonado pelo Doctor. Isso já tinha virado rotina na era do RTD.
Os Daleks me irritam um pouco, mas realmente foram bem insuportáveis nessa temporada. E ainda coloridos! Podia ter passado sem essa.
O especial de Natal é incrível, uma das melhores coisas já feitas pela série também.
Valeu, Natasha!
Abraço
Terminei a temporada há alguns dias, mas só agora vi o especial de natal, pra poder comentar..
Estou tentando muito gosta de Matt Smith, principalmente pq achei que nunca iria superar a saída do Eccleston e acabei adorando o Tennant, mas foi muito difícil acompanhar essa temporada sem achar que é uma série completamente diferente.. Não que tenha sido ruim, as histórias continuam sendo instigantes, mas todas as mudanças foram demais, Tardis diferente, companion diferente.. E um Doctor bem mais caricato..
Me incomodo profundamente com as expressões do Matt, mta coisa soa desnecessária e chata.. Quando ele encontra um tom mais light, eu até consigo superar, mas me desanima um pouco saber que ele continua por pelo menos mais 2 temporadas..
O que me surpreendeu, apesar disso, foi ter gostado da Amy logo de cara.. A inserção dela na historia foi bem legalzinha, não imaginava uma menina esperando e nem que isso acabaria trazendo um casal pra Tardis..
Por sinal, o Rory tbm foi uma surpresa.. Sei que tem gente que não gosta mto dele, mas só de saber que esperou por 2 mil ano por ela já me fez gostar.. Embora ainda não tenha nem 10% do apego que mantive por Rose e por Donna tbm..
Estou extremamente curiosa pra saber mais sobre a River Song, não consigo fazer ideia de quem possa ser, e isso me anima um pouco mais pra sexta temporada..
Sobre os episódios em si, adorei o do Vincent!! A cena dele na galeria é de longe uma das melhores da série, e realmente impressionante que o ator se pareça tanto com aquele auto retrato.. Tbm gostei do capítulo dos sonhos, mesmo com o vergonhoso cabelo do Rory.. E o especial de natal foi fofo.. Mesmo que eu só tenha reconhecido Dumbledore por causa da review, já que minha memória é beeeeeeeem ruinzinha pra me dar conta das coisas..
Resumindo, gostei da temporada, mas senti muita falta do Tennant e do jeito mais humano que representava.. Várias vezes imaginei como ele caberia melhor no enredo..
Agora começo a sexta e falo de episódio por episódio, aumentando o número de comentários que vc ADORA responder! ^^
Não assisti às temporadas clássicas, mas, pelo jeito, o Doctor do Matt Smith retomou os Doctors antigos. O do Tennant foi humanizado demais (receio que por um amor platônico que o RTD sentia pelo Tennant, mas ok, eu entendo. A viagem do NaTV pra ir ver a peça dele com a Catherine Tate ainda tá em pé, né? De camiseta e tudo, pedindo o telefone da Billie Piper pq eu sei cantar o CD dela inteiro, QUE VER?).
O Matt Smith me incomodou um pouquinho no começo, mas depois superei. Não prefiro ele ao Tennant, mas já não me incomoda mais.
A Amy é legal porque não é apaixonada pelo Doctor. Ela é um tipo de Donna, mas não tão legal quanto a Donna. E ainda levou o Rory junto pra história, e o Rory é ótima. A história do Último Centurião é linda, haha.
ADORO RESPONDER COMENTÁRIOS MESMO, NÃO DUVIDE.