Doctor Who – 3ª Temporada

   

TOPO Doctor Who   3ª TemporadaA terceira tempora de Doctor Who pode não ter sido tão incrível quanto a segunda, mas foi igualmente bem construída – se não melhor. A ausência de Billie Piper foi sentida com pesar durante todos os 13 episódios não só pelo Doctor, mas pelo público também.

Depois de um especial de Natal onde o Tardis, sem querer, acaba raptando uma noiva a caminho do altar e que no final conta a origem do planeta Terra – uma grande nave dos Racnoss, aracnídeos humanóides vermelhos, apareceu em nosso sistema solar e por meio da gravidade começou a puxar outras rochas menores dando origem ao planeta e se tornando centro dele – o Doctor encontra uma literalmente aspirante a doutora em um hospital que vai parar na Lua. Freema Agyeman interpreta Martha Jones, a nova companheira do último Lorde do Tempo. Mas seria ele mesmo o último?

A temporada foi ousada, com grandes sets, efeitos especiais e prostéticos para fazer Davi Tennant parecer mais velho em três episódios. O terceiro episódio, Gridlock, teve cenas completamente em CGI – a rodovia na Nova Terra; o quarto e o quinto, Daleks in Manhattan e Evolution of the Daleks, transformou Cardiff (no País de Gales, onde a série é gravada) na Nova York dos anos 30; e no segundo, além dos efeitos e cenários para a reconstrução histórica da Londres Shakespeariana do século XVI, a produção conseguiu o aval para filmar no Globo, teatro de Londres sinônimo de Shakespeare, coisa que nenhuma outra produção televisiva ou cinematográfica havia conseguido até então, nem o grande vencedor de 7 Oscars Shakespeare Apaixonado.

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No segundo episódio, The Shakespeare Code, sobre a grande lenda da literatura britânica, tivemos duas referências à obra da atual grande lenda da literatura local e mundial – Harry Potter, de J. K. Rowling. Quando Martha diz que aquela história de bruxas é “muito Harry Potter”, o Doctor diz que chorou ao ler o último e ainda não lançado – na época – livro (o episódio foi ao ar em 7 de Abril de 2007 e o livro foi lançado em 21 de Julho) e Martha diz para Shakespeare usar o feitiço “Expelliarmus” como “palavra de poder” para derrotar as bruxas no final, com a grande exclamação “Boa e velha JK!” do Doctor.

O terceiro episódio conta com o retorno de alguns rostos conhecidos: a Noviça Hames do primeiro episódio da temporada passada e a Face de Boe, que apareceu no segundo capítulo da primeira temporada e no primeiro da segunda, junto com Hames, à beira da morte na Nova Terra. No final da temporada o Capitão Jack, que se tornou imortal após ser trazido de volta à vida por Rose no final da primeira temporada, diz que as pessoas lhe chamam de “a Face de Boe”. Seria ele o grande rosto? Enfim. Na temporada passada, Boe chamou o Doctor à Nova Terra pois tinha que contar um segredo para um amigo viajante antes de morrer. A morte deu um tempo e a criatura misteriosa de bilhões de anos deixou para morrer na terceira temporada, não sem antes relevar o grande mistério ao Doutor: ele não está sozinho. Mas Gallifrey não havia sido destruído extinguindo a raça dos Lordes do Tempo?

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O arco dos episódios 4 e 5 que nos levou à Nova York da Depressão nos anos 30 teve a participação de Andrew Garfield, ator britânico que atualmente vem se destacando no cenário hollywoodiano. Interpretou o brasileiro Eduardo Saverin no filme sobre a criação do Facebook A Rede Social, de David Fincher, ano passado e foi escalado como Peter Parker no reboot dos filmes do Homem Aranha, atualmente em processo de filmagens.

Nesses episódios de Nova York, Doctor Who voltou a recontar a história. Depois de dizer, no especial de natal, que o Planeta Terra se originou de uma nave Racnoss, agora o Empire State Building foi construído por ordem dos Daleks. Do mesmo jeito que explicaram a hemofilia da Rainha Victória na temporada passada como sendo apenas uma desculpa pelo fato de ela ter sido infectada por um lobisomem.

Outra estrela britânica que vem ganhando os Estados Unidos e apareceu nesse ano de Doctor Who foi Carey Mulligan, interpretando Sally Sparrow no décimo episódio, Blink, o melhor da temporada e indicado pelos fãs como um dos melhores da nova série. Mais um fantástico episódio escrito por Steven Moffat, roteirista dos melhores episódios de todas as temporadas da série de 2005 até aqui (com todo respeito a Russell T. Davies, que também faz ótimos episódios). A partir do quinta ano, Russell deixa o cargo de produtor executivo e roteirista chefe da série e Moffat assume.

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Os fãs torciam com todas as suas forças para que Sally Sparrow então se tornasse a nova companhia do Doctor, mas os projetos cinematográficos e a carreira em ascensão de Mulligan – que foi indicada ao Oscar em 2010 pelo filme Educação – não permitiriam que os desejos virassem realidade. Mulligan também contracenou com Garfield no drama Não Me Abandone Jamais, baseado no romance homônimo de Kazuo Ishiguro nomeado Livro da Década pela revista Time.

A nova passageira do Tardis, Martha Jones, foi mal construída e desenvolvida, apesar de bem apresentada. Já seria difícil substituir Billie Piper e sua apaixonante Rose Tyler, mas aí trocar o apaixonante por apaixonada já foi demais. Rose sempre amou o Doctor, mas nunca abusou da boa vontade do público. Se bem que o sentimento de Rose sempre foi, na medida do possível, correspondido. Já no 4º episódio Martha diz que o Lorde do Tempo não olha para ela como ela olha para ele. Mas com Jones a recíproca não era verdadeira, apesar de o Doctor amá-la como amiga. Mas a despedida dos dois não foi nem um pouco sofrida.

No vídeo-diário de David Tennant, presente no DVD, Freema nem é citada muitas vezes enquanto no diário do último episódio da temporada passada ele tenha dito com pesar que não sabia como a série continuaria sem Billie e no primeiro da terceira, que era estranho estar de volta sem a intérprete de Rose. Freema foi citada poucas vezes, geralmente durante algumas brincadeiras de Tennant e John Barrowman. Billie já estava na série há uma temporada quando Tennant foi escalado como Doctor, mas contracenaram juntos pelo mesmo tempo que Freema: 13 episódios, 9 meses. Eram amigos, mas assim como Martha, Freema parecia um “estranho no ninho”.

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O final da temporada começou a ser construído logo no primeiro episódio. Cartazes de “Vote Saxon” já estavam espalhados por Londres e a Sra. Jones disse à filha que o próprio Saxon havia dito que, ao viajar com o Doctor, Martha estaria em perigo. No terceiro episódio, a Face de Boe diz que o último Lorde do Tempo não está sozinho. Nos episódios 8 e 9, Human Nature e The Family of Blood, nos apresentaram ao mecanismo que permite o Doutor se tornar humano e o relógio que contém sua essência de Lorde do Tempo (fantásticos episódios escritos por Charles Palmer, diga-se de passagem. Murray Gold, sempre ótimo, também foi incrível ao compor o tema de quando Martha volta ao Tardis para assistir novamente ao vídeo de instruções deixado pelo Doctor e assim finalmente esclarecendo ao público o que estava acontecendo. Fim do parênteses.).

No antepenúltimo episódio, o Doctor pensa em abandonar Jack (por ser uma coisa que não deveria existir – um humano imortal) em Cardiff, o Capitão se joga no Tardis e, como mecanismo de defesa, a nave leva todo mundo pro fim do Universo. Os humanos remanescentes estão se organizando para se instalar em Utopia, um planeta onde, teoricamente, tudo seria melhor. O problema era que a grande nave que os levaria para lá se recusava a funcionar. Como sempre o Doctor resolve tudo, até que o professor Yana (interpretado por Derek Jacobi, que fez a voz do Mestre na minissérie “Doctor Who: Scream of the Shalka” de 2003), que durante toda a vida ouviu tambores na cabeça, começa a entrar em transe quando ouve palavras como “Lorde do Tempo”, “Tardis” e “regeneração”. Então abre seu relógio que nunca teve muita importância e volta a ser um Lorde do Tempo. A profecia da Face de Boe se concretizou. You Are Not Alone. Yana é o Mestre, antigo e clássico inimigo do Doutor. Se regenera (John Simm), volta para a Terra 18 meses no passado e passa a ser Harold Saxon, eleito primeiro ministro da Grã-Bretanha.

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Por mais que Daleks e Cybermen tirem o sono do Doutor há 9 séculos (apenas algumas décadas para nós, humanos, que começamos a acompanhar suas aventuras em 1963), Mestre é o único inimigo à sua altura pelo simples fato de ser igual a ele.

Russell T Davies tem uma mania de grandeza que às vezes foge de mão. Foi um grande final, até Martha se redimiu diante do público depois de um ano vagando pelo mundo, mas o “problema” – por falta de uma palavra melhor – foi esse mesmo: tudo foi grande demais. Muito bem conduzido, desenvolvido e finalizado, mas “demais”.

Agora o Doctor está sozinho, sem companhia, aparentemente o último Lorde do Tempo (alguém pegou o anel do Mestre quando ele estava em chamas naquela pira, lembram?), e o Tardis bateu no Titanic. Na quarta temporada, Catherine Tate reprisa o papel de Donna Noble do episódio de Natal como companhia do Doctor. Dá uma olhada na promo:

   

Sobre Eduardo Storm

Eduardo Storm é metido a publicitário, cinéfilo desesperado, músico nas horas vagas, leitor assíduo e viciado em séries. De vez em quando (sempre, na verdade) devaneia em seu twitter, só pra descontrair.

Comentários

  1. Tambem achei essa temporada mais bem construida e tal, mas como ja disse em outro post só fui gostar da Martha nos 3 ultimos episodios, episodios que gostei bastante, assim como todo final de temporada, provaram que em Doctor Who NADA é impossível.

    Só nao curti mesmo os episodios "Daleks in Manhattan" e "Evolution of the Daleks" que pra mim foram os piores episodios com Daleks de toda serie.

    "Blink" é perfeito em tudo, episódio indicado pra fazer qualquer um virar fã da série, e o Doctor quase nem participa. hehe

    • Forçaram os Daleks nessa temporada, aquela mistura de Dalek e humano foi uma vergonha.

      Martha foi bem chatinha mas se redimiu no final.

      Blink foi incrível.Já terminei a 4ª temporada e ainda é o melhor episódio da série até agora.

      Valeu pelo comentário!

  2. Tiago disse:

    Eu não acho a terceira temporada a melhor de todas as temporadas da nova série até agora, mas gostei de alguns episódios, "Blink" para mim, é simplesmente o melhor episódio de Doctor Who, e é o episódio que mais vezes eu vejo, e nunca canso de ver, outro que gostei foi "Gridlock", e também adorei o mini-episódio "Time Crash" que se passa entre o season finale e o especial de natal, que foi escrito pelo Steven Moffat e tem a participação de Peter Davison que reprisa o seu papel como o 5º Doutor.

    Agora vem a quarta temporada, que marca o inicio da despedida do David Tennant, com as participações de Catherine Tate, Billie Piper, Freema Agyeman e Karen Gillan (na época interpretando Soothsayer) e a estreia de Alex Kingston como River Song, a Quarta temporada promete muito.

    • Não gostei de Gridlock. Acho que aqueles caranguejos gigantes poderiam destruir o carrinho com a Martha dentro já no terceiro episódio e o Doctor partir pra próxima companheira.

      Time Crash está nos DVDs da quarta temporada, então vou comentar sobre ele na próxima review.

      Já terminei a quarta temporada. Não sabia que a Karen Gillian havia interpretado Soothsayer! Também descobri que a Freema fez uma participação no penultimo episódio da 2ª temporada como uma mulher da Torchwood e que morre. A mulher é prima da Martha.

      Adorei a River Song, to desesperado pra ver a quinta logo.

      Valeu pelo comentário!

  3. A Martha é bem chatinha, mas eu gosto muito da Donna e principalmente do vô dele… ele é o melhor velhozinho do mundo, ele que tinha que estar com o Doctor na TARDIS.

    Eu acho que nem é porque ele substitui a Rose, o personagem é chato. Não é porque o doctor é um "homem louco numa caixa azul" (só pra citar o 11 doctor)que entrou na TARDIS e apaixonou. Isso cansou um pouco.

    E vamos a quarta temporada encontrar a River Song, e daqui a pouco dizer tchau pro 10th doctor…

    • Adorei a Donna na quarta temporada. Demais! O avô dela é ótimo também. E mesmo substituindo a Rose, Donna é incrível, enquanto a Martha foi bem chata.

      Adorei a River Song na quarta temporada também. Nesse final de semana a review da próxima temporada estará no ar!

      Valeu pelo comentário!

  4. A Martha é indiferente. Se ela não tivesse aparecido, dava no mesmo, mas não me incomodei com a presença dela. A terceira temporada teve uns episódios muitos bons. The Shakespeare Code não é dos melhores, mas foi um dos que mais gostei. O arco final também ficou muito bem amarrado, meu único problema foi aquela criatura parente do Gollum que fizeram. Eles têm um ator como o David Tennant e deixam o personagem dele como um boneco de CGI? E claro, Blink, que é realmente um dos melhores da série. Os anjos são uma das melhores criações do Moffat, sem dúvida. Prefiro o estilo dele, que costumam incluir paradoxos na história.

    A terceira temporada foi boa. Mas acaba que não passou disso; boa.

    • Moffat é incrível, to muito curioso para ver como a série ficou depois que ele assumiu como Produtor Executivo.

      Gostei do final da temporada, mas achei meio exagerado demais. Aquelas envelhecidas no Doctor, a Martha caminhando pelo mundo..Sei lá, não me convenceu muito.

      Valeu pelo comentário!

  5. Marcos José disse:

    Já baixei e vi sete episódios dessa temporada e estou baixando o oitava enquanto escrevo. Como disse a você na postagem que fiz para a resenha da segunda temporada, eu não tenho me incomodado com a Marta, na verdade venho gostando mais dela à medida que vou vendo os episódios. É claro que a Rosie é insuperável para mim, mas isso não me impede de ver que os roteiristas souberam trabalhar bem a relação do Doutor com a Marta ao longo da temporada. Na verdade, fica evidente nos primeiros episódios que os roteiristas reproduziram no Doutor o mesmo estranhamento que os fãs da série tiveram com a Marta, no episódio do Shakspeare ele a compara com a Rosie de maneira desfavorável e só no final do sexto episódio é que ele a reconhece de fato como uma companheira de viagem, justamento porque ela o confronta sobre isso. Da mesma forma eu discordo quando você diz que a série dá uma caida na terceira temporada. É claro que não dá para comparar com a segunda que foi perfeita do início ao fim e tem uma das parcerias mais perfeitas já vistas numa série de TV, para mim o Doutor e Rosie só perdem para Mulder e Scully em termos de parceria perfeita. No entanto, eu ainda estou achando a terceira temporada ótima; até agora foram três episódios ótimos, "Engarrafamento", "Experimento Lazarus" e "42", os outros quatro, por sua vez, foram muito bons. Eu diria que a terceira está no mesmo nível da primeira e mantendo a série com a qualidade lá em cima, ainda que a segunda temporada tenha sido muito melhor. Agora é esperar para ver como vai ser o final da terceira, se vão manter o pique. Se tudo correr bem eu termino de baixar e ver a terceira amanhã e com sorte começo e engatar a quarta.

    • Que bom que você está gostando da terceira. É a minha "menos favorita"… Não achei o final muito bom não, mas a quarta é incrível! E, do jeito que a sua maratona vai indo, daqui a pouco você já está acompanhando a sexta =)

      Valeeu!

      • Marcos José disse:

        Acabei de ver o final da terceira temporada e estou baixando o especial passado no Titanic enquanto escrevo. Foi uma temporada muito boa, mantendo o pique da série, mas concordo com você de que o final foi exagerado. Isso me incomodou principalmente porque uma das características que mais me agradam na série é a sua ousadia. Crianças podiam ser cruelmente assassinadas como nos episódios em que o Doutor estava em 1913, ou em School Reunion da segunda temporada. Teve beijo gay do doutor com o capitão Jack, ou mesmo o Doutor dando pinta de bissexual no episódio "Dalek em Nova York", ao dizer ao Frank que poderia beijá-lo, sem falar na evidente insinuação de sexo oral no episódio "Amor e monstros". É uma série aparentemente juvenil, mas não tem medo de cutucar a moral estabelecida ou desafiar os clichês. Por isso mesmo me incomodou essa história de voltar no tempo e fazer de conta que todas aquelas tragédias não existissem. Como já tinha dito antes eu não me incomodei com a Marta e fui gostando dela a medida que a série progredia. Alguns se incomodaram com o fato dela te se apaixonado pelo Doutor e deixado isso bem claro em muitos momento, mas o fato é que ela foi bem mais madura que a Rose na hora da despedida e certamente vai seguir em frente na sua vida, ao contrário de outras companheiras, pelo menos foi isso que o episódio demonstrou ao mostrá-la ligando para aquele médico. É claro que a parceria entre Doutor e Rose ainda continua insuperável, mas ainda continuo achando exagerada essa regeição que alguns tiveram com a Marta. De qualquer forma continuo entusiasmado com a série e estou com muitas espectativas pela quarta temporada.

        • Acho que, no final, a Martha se redimiu. Depois de passar um ano perambulando pelo mundo em guerra, ela percebeu que não teria chance alguma como parceira romãntica do Doctor, então foi mais madura na despedida. A despedida de Rose foi repentina, a relação foi cortada de uma vez em um ponto onde a interação entre os dois era o mais próximo de um relacionamento amoroso que só envolvia abraços e apertos de mão.

          Mas como eu já te disse umas 3 vezes, a quarta temporada é incrível. A companheira é a Donna Noble, do especial de Natal passado (The Runaway Bride), e junta as melhores características de Rose e Martha.

          Valeu, Marcos!

  6. Fabiana disse:

    Sinceramente não gosto da Marta, acho ela bem irritante.

    O amor entre Doctor e Rose era mútuo, era visível, mesmo sem declaração (química incrível entre Billie Piper e os dois Doctor's).Já é difícil ficar sem a Rose, até o Doctor sentiu a perda dela, e ser substituída por uma acompanhante com uma paixão platônica ficou muito estranho pra mim. Vai ver a rejeição das pessoas nem foi pela personagem em si, mas sim o momento pós-Rose em que se inseriu, já eu acho ela chata mesmo.

    Quando eu comecei a assistir Doctor Who eu conhecia só o Matt Smith e o David Tennant e achei que não ia gostar do Christopher Eccleston, ledo engano, me apaixonei por ele nos primeiros 5 minutos. Achei a 1° temporada maravilhosa e a 2° conseguiu ser melhor ainda. A 3° não tão excelente mas matem o nível.

    p.s.: Eu gostei da historia do Gridlock, mas achei que só eu queria que aqueles caranguejos arrebentassem o carrinho no meio com a Marta dentro

    • Também não gosto da Martha. Ela se redimiu no final da temporada, apareceu toda "superada" na quarta, mas não consigo gostar dela. Além de ser uma personagem chata com todo aquele amor, achei que a atriz também não era grandes coisas e o momento pós-Rose colaborou para a rejeição. Billie Piper é fantástica. Se destaca bastante na carreira de atriz pra ninguém lembrar da carreira de cantora do fim da década de 90, hahaha.

      Valeu, Fabiana!

  7. Natasha Cardoso disse:

    Eu ia vir aqui comentar antes, terminei a temporada Domingo, mas fiquei sem tempo e depois eu esqueci!

    Eu até que gostei dessa temporada, tudo bem que o que salvou ela foi o David Tennant e a Martha Jones é beeeeem chatinha (sem preconceitos)!

    Adorei Blink, episódio brilhante, deu até medo daqueles anjos, espero que eles voltem! O final de temporada também foi legal!!

    Agora, eu ainda não engoli aqueles dois episódios em que o Doctor se tornou humano, o segundo foi legal, com ele dividido entre ser humano e amar uma mulher e voltar a ser Doctor. Pra uma temporada que não teve nenhum episódio em que eu me emocionasse, tirando o Blink, esse foi bem sentimental!

    Volto na quarta temporada, que eu vou demorar um pouco mais pra assistir, não quero de jeito nenhum dar adeus ao Tennant. Pensando seriamente em pular direto pra quinta!

    Como eu posso amar um personagem!?

    Abraços

    • A questão do Doctor virar humano também me incomodou um pouco no fim das contas, mas confesso que gostei do começo do episódio. Foi muito bem escrito. E vc reconheceu o menino de GoT, né? =D

      Blink é GENIAL, um dos melhores episódios DA SÉRIE TODA. Só de ter Carey Mulligan já seria incrível, mas ainda teve o roteiro ESPETACULAR do Moffat. Foi lindo.

      O adeus do Tennant é um sofrimento, vou responder os comentários das outras reviews (sempre no atraso, de praxe).

      Abraço!

  8. Assisti a essa temporada com uma leve dose de má vontade.. cheguei a ficar uns 3 dias no mesmo episódio, mesmo tentando me concentrar.. Não sei necessariamente pq, não foram episódios ruins.. só não consegui me empolgar com a ideia de ter Martha junto com Doctor..

    Parte disso sei que é por causa da Rose.. Fiquei feliz pq ela não foi esquecida, e existiu o cuidado de provar que ele sentia falta.. Porém, a personalidade pessoa feliz e facilmente apaixonada de Martha me irritou demais.. Já tinha comentado com vc, sobre não gostar de gente alegrinha, e aquele sorriso dela me passava justamente isso..

    Nem no final, quando ela salva o mundo,consegui me apegar.. A perspectiva de ter a noiva de volta me empolga bem mais..

    Sobre os episódios em si, FINALMENTE entendo a razão da existência da camiseta dos anjos!! Morria de curiosidade pra conhecer a referência, e adorei a história.. Achei que valeu bem mais do que outras, que foram exploradas por mais tempo..

    Não gostei mto de ver o Doctor humanizado.. A primeira parte é até legal, mas depois virou mto drama, e acho que não estava preparada pra vê-lo optando por uma vida comum, com uma mulher.. embora tenha sido interessante vê -lo idoso pela primeira vez.. Além de mostrar o livro, que eu tbm ja tinha visto à venda..

    Já os Daleks humanos me confundiram.. Achei ele super fofo, mas a versão robotizada não deveria ter sofrido um sacrilégio desse tipo.. Demorei um bom tempo pra me dar conta que era o Andrew Garfield, sabia que o conhecia de algum lugar..

    Sobre a finale, preciso dizer que já adorava o Face of Boe, e fiquei abalada com a morte dele.. E agora, sabendo que ele pode ser o Captain Jack, acho uma fofura ainda maior! Quando ele diz que Doctor não está sozinho – foi bem como vc comentou, LOST – criei algumas teorias, mas não imaginava nada parecido com o que aconteceu..

    Talvez tenha sido a grandiosidade que vc comentou ou a expectativa, mas não consegui comprar a história direito.. A versão bonequinho de 900 anos de Doctor foi meio estranha,e ter passado um ano inteiro me incomodou um pouco.. Por outro lado, adorei ter Jack de volta.. e a cena em que o Mestre morre me deixou com mta pena, de novo.. Tennant já tinha me ganhado na finale com Rose, mas agora acho que foi de vez.. Ainda adoro o Eccleston, mas acho que ele não conseguiria passar a mesma carga dramática..

    Estou ansiosa pela 4ª temporada, especialmente pq vai ter Billie Piper de novo.. e espero assistir num ritmo bem mais rápido.. E fazer live por DM, pq essa finale só rendeu uma ú.ú

    • VIU?! Não é que eu não goste do Eccleston, mas é exatamente isso: acho que ele não conseguiria passar a mesma carga dramática que o Tennant passa. Acho que o RTD era meio apaixonado pelo Tennant, pq o Doctor dele é o mais humano e passional de todos os onze e inconscientemente (ou consciente mesmo, sabe-se lá) ele queria ser a Rose. Por isso que ela também é a companheira mais passional de todas que já apareceram durante as TRINTA temporadas. Mas não estou reclamando, amo todo mundo, meu coração é aberto quando o assunto é Doctor Who.

      O final foi muito megalomaníaco demais, e isso é mania do RTD também. Vc vai ver o quão exageradamente grandioso é o final da 4ª temporada e o último especial, The End of Time, que é a despedida do Tennant.

      Billie Piper é amor demais e pra compensar a ausência, eu decorei o CD dela enquanto assistia à 3ª temporada. Sério, deixa muita Britney Spears no chinelo.

      Q1ue palavra feia, "chinelo". Acho que nunca escrevi "chinelo" antes na minha vida.

  9. Eu adorei a 2 temporada foi muito romantica no final que a Rose fala para o doctor que o ama mas eu não gostei da Martha mas eu gostei de um épisodio na 3 temporada que tem Shakespeare na 4 temporada é bem divertida mas é muito triste dar adeus ao David Tennant para mim ele foi o doctor mais legal e o rencontro do doctor com a Rose .

  10. Talita disse:

    Tem pouco tempo que sou fã da série, estou tentando acompanhar. Mas já cheguei na 3º temporada e não concordo quando vcs dizem que a Martha é chatinha. Se ela foi companheira do Doutor pós- Rose e bem justo que seu papel fosse como foi: Aquela que não atraiu tanto assim o Doutor, quanto mais o público.
    Os capítulos são sensacionais, mas a saudade da Rose, talvez nos fez colocar a Martha um pouco de lado que foi bem sucedida naquele momento que o Doutor passava . Acho que a nossa visão dela, talvez melhoraria, se o doutor a tratasse um pouco melhor e se ela pintasse o cabelo de louro e pintasse sua pele de branco. Ela foi inteligente, decidida, quase doutora, corajosa, não trouxe glórias para si, forte…Vcs sabem que isso é verdade, realmente, não entendo a deselegância para dizer que os caranguejos deviam acabar com ela. Por favor, talvez tem algo mais nas entrelinhas…

    • Também percebi que os comentários em relação a Martha foram injustos. Ela fez bem seu papel como aquele que chega na vida do Doutor em um momento bem complicado. Ela fez o que tinha para fazer. Valeu talita

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