Doctor Who – 07×05 – The Angels Take Manhattan (Fall Finale)

   

topo6 Doctor Who   07x05   The Angels Take Manhattan (Fall Finale)
Não está sendo fácil. Assisti ao episódio duas vezes e ainda não sei muito bem o que dizer, o que achei ou como estou me sentindo no momento. Muito já se discutiu sobre companions, quem é a melhor, quem é a pior, that bitch ain’t no Rose, mas acontece que os Pond marcaram uma era na série, viajaram conosco por duas temporadas e meia, e isso foi mais do que qualquer outro mochileiro das galáxias que pegou carona na TARDIS nesse século. Foi uma despedida à altura, sentimental e emocionante, que mostrou como os personagens evoluíram desde o distante The Eleventh Hour, primeiro episódio da nova equipe, exibido há quase dois anos e meio.

Mas já faz algum tempo que Doctor Who perdeu aquele encantamento de perfeição que tinha no passado (e acredito que devo desculpas a Russell T Davies por reclamar de sua mania de grandeza e esperar que minha maratona acabasse logo para eu poder acompanhar os episódios regidos por Moffat), e, se não fosse por toda a tristeza que envolve a despedida do casal Williams, todo mundo estaria comentando mais sobre as falhas do episódios do que sobre o doloroso adeus. Porque, se você conseguir esquecer a dor no coração por alguns minutos, vai perceber que The Angels Take Manhattan não faz sentido.

Foi uma história muito mais inteligente e interessante do que aquela envolvendo os Weeping Angels na quinta temporada, no arco duplo dos episódios The Time of Angels e Flesh and Stone, que tinha absolutamente tudo para dar certo – a volta dos Weeping Angels, que não apareciam há três anos (ok, essa coisa de tempo é muito relativa para quem assistiu tudo de uma vez em maratona, mas wibbly wobbly timey wimey, certo?), e o retorno de River Song, que tínhamos visto pela primeira e última vez morrendo na 4ª temporada –, mas foi, na minha humilde opinião, bem decepcionante. O conceito de uma “fazenda de bateria” onde mandam uma pessoa para o passado e se alimentam de sua energia temporal até a morte foi bem interessante, e a execução também.

17 Doctor Who   07x05   The Angels Take Manhattan (Fall Finale)
O clima de suspense noir foi muito bem dirigido por Nick Hurran, que já tinha mostrado sua capacidade nos ótimos The Girl Who Waited, The God Complex (que, apesar de polêmico, tem um belíssimo trabalho de direção) e o recente e surpreendente Asylum of the Daleks. Algumas cenas foram gravadas nos Estados Unidos, fazendo desse episódio o segundo da série a ser gravado por lá, mesmo que pelo menos outros dois (que eu me lembre) se passem daquele lado do Atlântico (A Town Called Mercy, dessa temporada, e Daleks in Manhattan, da terceira). A direção de arte também foi incrível, transformando cenários em Cardiff na Manhattan de 1938. Palmas para a equipe, tecnicamente foi tudo ótimo, mas alguns furos me incomodaram ainda mais depois da segunda vez que assisti ao episódio.

Achei que a raça dos Weeping Angels fosse composta apenas de estátuas de anjos, mas nesse episódio praticamente qualquer coisa se movia. As estátuas de uma mulher e um garoto na frente da casa do Sr. Garner eram angels, até a Estátua da Liberdade era um master angel. Mas como ninguém percebia que o grande símbolo de Nova York era um alienígena do mal que se movia? Ninguém percebia que, ocasionalmente, ela saia para dar uns passeios? Naquela cena do terraço, em que Amy e Rory resolvem se sacrificar, várias vezes eles desviam o olhar da estátua e ela não se move em nenhum momento. Cheguei a pensar que fosse porque outras pessoas estavam olhando, mas, se fosse assim, ela não se mexeria nunca. Sempre teria alguém olhando a gigante de pedra.

Por mais que tenha sido um ótimo episódio dos vilões, Moffat meio que acabou com o “bordão” que vem junto com as estátuas malignas: não pisque. Foram tantas piscadas e viradas de cabeça que não sei como os monstros não acabaram com o elenco inteiro. Mesmo que a estátua prisioneira de Garner estivesse fraca e não conseguisse mandar River para o passado, só se moveu quando as luzes foram apagadas, e depois, mesmo com o colecionador desmaiado e a arqueóloga (e agora professora) virada de lado conversando alegremente com o Doctor, sem se impedir de piscar em momento algum, não se mexeu mais nenhum centímetro. Poderiam ter tomado um pouquinho mais de cuidado, pois isso matou um pouquinho da mitologia dos monstros, na minha opinião.

24 Doctor Who   07x05   The Angels Take Manhattan (Fall Finale)
A história do livro foi ótima (inclusive, a BBC vai lançar o romance de Melody Malone em e-book dia 4 de Outubro; mais sobre isso abaixo), foi uma maneira genial de introduzir River no episódio e ainda brincar com o que pode e o que não pode ser reescrito quando o assunto é “tempo”. E isso é uma coisa que eu nunca entendi muito bem, pra falar a verdade. Sempre diziam que o tempo não podia ser reescrito, agora já faz um tempinho que pode, mas o que não rola mesmo é reescrever aquilo que, além de escrito, já foi lido. Amy lê que o Doctor ia quebrar o pulso de River, mas, no final das contas, é ela mesma quem o quebra. Isso não foi meio que reescrever o tempo? A não ser que desde o começo estivesse escrito que ela mesma quebraria, mas ai seria o mesmo que dizer que o nome de Amy também estava naquela lápide da primeira vez que a vimos, apenas não nos mostraram o objeto inteiro (só o nome de Rory).

Quando Doctor encosta no pulso de River e ela sente dor, até imaginei que ele tivesse quebrado naquele exato momento: estava escrito que ele quebraria o pulso da esposa, então mesmo com o mais leve toque o destino se completaria. Mas não, foi ela mesma quem quebrou. E o último capítulo do livro de Melody Malone se chamava O Último Adeus de Amelia, e foi exatamente isso que aconteceu, ou seja, o tempo PODE ou NÃO PODE ser reescrito? Jamais me esquecerei que “enganaram” o tempo matando um Teselecta que se parecia com o Doctor ao invés do Lorde do Tempo verdadeiro na finale do ano passado.

Com certeza Moffat entende tudo o que faz, mas pra mim parece que todos os roteiristas saem trocando os pés pelas mãos e fica por isso mesmo. Desde a metade da temporada passada estou sentindo falta de estrutura em Doctor Who. Era uma coisa que não existia muito na era RTD, e por isso ninguém sentia falta. Mas a partir do momento em que Moffat quis criar uma história mais complexa fazendo River Song (personagem criada em 2008) se revelar filha dos Pond (que apareceram em 2010) na metade da temporada de 2011, ele nos deve uma estrutura mais decente que essa.

32 Doctor Who   07x05   The Angels Take Manhattan (Fall Finale)
Foi uma coincidência grande demais River estar no mesmo tempo para onde quando Rory foi enviado, Moffat havia nos condicionado a acreditar que nada nessa vida (leia-se: nada em Doctor Who) é mera coincidência. O problema é que ultimamente muita coisa tem sido. E eu cansei de imaginar que tudo faz parte de um plano mirabolante e muito bem orquestrado. Tantas teorias foram criadas para esse episódio e nenhuma se concretizou (o que é normal, já que elas iam de Rory e Amy no passado criando Melody a Rory ser ninguém menos que o Mestre), mas o impressionante é que simplesmente não tinha teoria para se criar. O final do casal foi tão fácil que nenhuma teoria cogitou isso.

Também não consigo entender o quão definitivo é esse final dos Pond. River tem o manipulador de vortex, foi assim que conseguiu chegar na Manhattan de 1938 tão facilmente. O que impedia ela de ir atrás de Rory e salvá-lo quando o anjo sobrevivente o mandou para o passado? Talvez a TARDIS não conseguisse chegar onde o enfermeiro estava, mas Melody poderia levar todo mundo para lá. Amy foi mandada para o mesmo tempo/espaço que o marido, mas nada impede River de visitar os pais. O adeus não foi tão definitivo quanto uma Rose presa em um universo alternativo onde ninguém consegue chegar ou quanto uma Donna que teve a memória apagada para não explodir. Moffat teve que fazer a primeira despedida definitiva de alguns de seus personagens e falhou.

O Doctor odeia ver suas companions envelhecendo e, assistindo cenas da quinta temporada enquanto escrevo essa review, realmente o tempo passou para os Pond. Duas temporadas e meia para o público, mas, como Amy disse no episódio passado, 10 anos para os personagens. A Amy da quinta temporada, com aquelas roupas de adolescente, parece muito mais nova do que a Amy de óculos de leitura em The Angels Take Manhattan. Foi a primeira companion que acompanhamos evoluir e agregar mais um companheiro de viagens: o então noivo e logo depois marido Rory Williams. A evolução de Rory também é notável, pena que não tenha recebido uma despedida individual à altura. Os sacrifícios que um estava disposto a fazer pelo outro enquanto um tema recorrente entre o casal era quem Amy realmente amava mostra como o relacionamento dos dois amadureceu demais nesses dois anos e meio, e nisso Moffat está de parabéns.

42 Doctor Who   07x05   The Angels Take Manhattan (Fall Finale)
Foi ótimo Amy não ter nem pestanejado ao escolher ir para o passado com Rory em vez de continuar com o Doctor. Sempre gostei do fato de ser um casal de companions. Logo nos primeiros episódios de Matt e Karen, Amy beija o Doctor, mesmo estando noiva. Revirei os olhos e pensei que uma Martha mais assanhada estava a caminho, mas o desenvolvimento da história de amor foi melhor do que eu esperava. Pela primeira vez não tínhamos uma companion apaixonada como as que viajavam com Tennant (ok, Donna nunca quis se envolver amorosamente com seu Doctor, mas ainda assim era a melhor amiga que queria viajar com ele para sempre), Amy e Rory eram os únicos com uma “vida real” fora de toda aquela loucura.

Por que no final River chega à conclusão de que precisa enviar o livro para Amy publicá-lo? De onde ela tirou a ideia de que Amy tinha virado uma editora? E em seu posfácio, Amy pede para que o Doctor volte para aquela garotinha que esperou a noite toda no jardim (e mais dezesseis anos) pelo retorno de seu Homem Maltrapilho e peça para ela ter um pouquinho mais de paciência, pois grandes aventuras a esperam. Mas se ele realmente fizer isso (e, pelo jeito, fez, porque vemos a garotinha sorrindo no jardim com o barulho da Tardis), não vai dar problema com o wibbly wobbly timey wimey? Não é para Amy saber que ele vai voltar, nem que tipo de aventuras vai enfrentar. Ficou bonito, ficou emocionante, mas não fez sentido. Assim como grande parte do episódio.

Agora o Doctor está sozinho novamente, e River não viaja com ele pois é melhor ter apenas um psicopata por Tardis. Depois que Oswin apagou o Lorde do Tempo do banco da mente coletiva dos Daleks, os bancos de dados de todo o universo estão sendo apagados também; River até foi libertada da prisão porque, tecnicamente, o homem que ela matou nunca existiu. Agora a pergunta Doctor Who? faz mais sentido (apesar de continuar clichê), mas quem anda apagando as “lembranças” que o Time Lord deixou por ai? Ele mesmo? Não ficou claro pra mim. E agora River já é professora, o que significa que o Silêncio na Biblioteca se aproxima. Até quando a personagem fica na série? Quando Doctor vai dar a chave de fenda sônica modificada para ela?

5 Doctor Who   07x05   The Angels Take Manhattan (Fall Finale)
De zero a dez, daria nota sete para o episódio. Cumpriu o papel de me deixar sentimental, apesar de não ter sido a melhor despedida de companion da série (sofri eternamente mais com Rose e Donna, e gosto de Amy e Rory quase tanto quanto gostava das duas). Agora só nos resta esperar o retorno de Jenna-Louise Coleman no especial de natal e ver se ela corresponde às expectativas. Faltam menos de três meses. A contagem regressiva já pode começar.

________________

Em 4 de Outubro, a BBC vai lançar um e-book (em inglês) do romance The Angel’s Kiss, de Melody Malone. A seguinte sinopse foi liberada:

Em alguns dias, Nova York é o lugar mais bonito da Terra.

Esse foi um dos outros dias…

Melody Malone, dona e única empregada da Agência de Detetives Angel, recebe uma ligação inesperada. É o astro do cinema Rock Railton, e ele acha que alguém quer mata-lo. Quando menciona “o beijo do Anjo”, ela

Na festa para a imprensa do novo filme de Railton, o dono de estúdio Max Kliener convida Melody para os cenários de seu novo blockbuster. Ele obviamente percebeu seu potencial, e Melody fica lisonjeada quando Kliener pede que ela se transforme em uma estrela. Mas o custo da fama, ela logo descobrirá, é maior do que qualquer um poderia possivelmente imaginar.

Será Melody capaz de escapar do plano vigarista de Kliener – antes de os Anjos tomarem Manhattan?

Me pergunto onde a história vista em The Angels Take Manhattan se encaixa nessa sinopse…

Veja a capa abaixo:

livro Doctor Who   07x05   The Angels Take Manhattan (Fall Finale)

   

Sobre Eduardo Storm

Eduardo Storm é metido a publicitário, cinéfilo desesperado, músico nas horas vagas, leitor assíduo e viciado em séries. De vez em quando (sempre, na verdade) devaneia em seu twitter, só pra descontrair.

Comentários

  1. Júlia disse:

    Se não está bom volta para a época da xarope da Rose.

  2. Ricardo disse:

    O que a Amy lê no livro é o Doctor dizendo que tinha que quebrar o pulso da River porque estava escrito, não que ELE quebrava, e isso é para evitar criar paradoxos (para que a conversa esteja naquele livro ela teria que acontecer, para então ser escrita), enquanto que o que estava na lápide ainda não era definitivo, só se torna no momento que o Rory leu o nome dele e depois quando eles leem o da Amy, tornando a morte deles um ponto fixo, que exigiria um novo paradoxo para mudar o que poderia destruir Nova York (mesmo quando só o Rory leu o nome dele, pois o único motivo dele voltar na lápide é ter visto, se ele fosse salvo pela River = paradoxo = adeus NY).
    A presença da River não foi explicada mesmo, mas provavelmente não foi coincidência, e como o Moffat fechou uma cena tão pequena (a Tardis chegando pra Amy pequena em Eleventh Hour por que ela pede no epílogo) acredito que se for importante vai ser explicada futuramente, se não, eu me contento que a River, assim como o Doctor, vai aonde é necessária, ou talvez isso foi colocado no livro pois não daria tempo pra explicar no episódio.
    Quanto ao final dos Ponds tenho que discordar completamente, o final da Rose parecia muito mais definitivo até que ela voltou na Season 4, então pra mim nada em Doctor Who é definitivo, os Ponds podem voltar criando um novo paradoxo (se eles morreram com aquela idade e enterrados em NY, eles não podem simplesmente voltar a viajar, correndo o risco de morrer mais novos ou suas lápides não ficarem em NY).
    Tenho que concordar com os anjos que continuam estátuas sem ninguém estar olhando pra eles, mas como foi assim nos episódios da quinta temporada, acredito que eles tiveram que mudar um pouco da mitologia pra conseguir usar os anjos (mesmo em Blink isso acontece).
    Desculpe o tamanho do comentário mas espero que você consiga assistir o episódio sem ficar tão incomodado pela parte científica, pois pra mim a despedida dos Ponds foi impecável.

  3. Antes de qqr coisa, me junto a você no pedido de desculpas a RTD. Saudade daquela megalomania que fazia mais sentido do que muita coisa de Moffat.

    Sempre tenho a sensação de que quem escreve review acaba pensando mais nos detalhes e percebendo furos que nem sempre estão tão óbvios. E acho que isso me iludiu na hora em que estava vendo o episódio. Concentrada na tristeza da despedida, nem dei muita atenção para os weeping angels que deixaram de ser anjos e tal, mas nem assim tinha me convencido de que foi um bom episódio. Ainda mais agora depois de ler.

    Eu gosto dessa coisa de wibbly wobbly timey wimey e paradoxos, mas é impossível não achar que são usados convenientemente demais. Acaba se tornando a resposta pra tudo e isso me incomoda.

    Além disso, não sei, mesmo tendo sido doloroso, não sei se consigo conviver com a ideia de um Doctor tão nitidamente dependente, chorando e desesperado. Essa sensibilidade exagerada, junto com a bipolaridade, me faz não aceitar o 11th completamente. Achei que fosse implicância, mas não consigo superar.

    Deixando o mimimi de lado, estou morrendo de curiosidade por esse ebook! Posso esperar uma resenha no Zapeando? Achei legal que tenham usado esse recurso, assim como a atmosfera noir.

    Fiquei triste, percebi que vou sentir falta dos Pond's, mas não é a despedida que mais me dilacerou o coração (beijo, Donna). Espero que Oswin seja apresentada de um jeito interessante, pra eu voltar a ser fangirl de uma companion.

    E que o natal chegue logo, ainda assim, vou sentir falta ^^

  4. Lonely Goddess disse:

    Concordo em grande parte com o que vc disse… e sinto as mesmas faltas, e falhas, furos, contidos neste episódio ( e ultimas temporadas, em geral)

    Espero que a série volte a ter um pouco mais a cara que tinha na era dourada…

    Parabéns!

  5. Gabriela disse:

    Onde passou esse episodio???
    Eu sempre assisto Doctor Who no Cultura mas esse episodio nao passou ainda.

  6. Wiatt disse:

    Eu achei o episodio perfeito…

  7. Eu nunca consegui gostar do 11th. Ele nunca terá a genialidade do 9th – que teve a pesada responsabilidade de trazer de volta a personagem Doctor para os telespectadores de uma nova geração – nem nunca será complexo/completo como o 10th – que mostrou algumas vezes a face obscura do Doctor (vide The Fires of Pompeei). Eu amei Amenia Pond no começo, mas o mimimi dela e Rory acabou tornando-os cansativos. Pelo que vimos de Oswin em sua primeira aparição, podemos esperar que ela seja no mínimo fantástica.
    Sobre The Angels Take Manhattan, a estátua da liberdade foi um erro monumental. Não vou detonar o fato de outras estátuas serem anjos, pois na 5ª temporada, muitos dos "anjos" não tinham aparência de anjos, parecendo apenas formas humanóides. Outro erro grotesco foi o fato de várias vezes as estátuas se encontrarem uma de frente à outra, o que ocasionaria o congelamento permanente dela, correto?
    Enfim, espero que a nova fase que se iniciará no natal traga a boa estrutura de DW de volta.
    E não, eu nunca perderei as esperanças de que, com alguma artimanha, o Doctor volte a ter a forma de 10th.

  8. to feliz com a saída dos ponds, sinceramente tava cansada deles. ansiosa pra ver a clara

Seu Comentário

*