
Mesmo com a season premiere tendo a linda da Oswin e o segredo da aparição de Jenna-Louise Coleman, pelo conjunto da obra A Town Called Mercy vence como melhor episódio da temporada. Tudo o que economizaram em cenário nos dois episódios passados, gastaram nesse, e, combinado com a fotografia linda que me lembrou dos épicos dois primeiros capítulos da temporada passada, foi quase um espetáculo visual. Só não foi melhor que The Impossible Astronaut (visivelmente falando) porque não tivemos a clássica cena do astronauta saindo do lago. Disseram que os episódios dessa primeira parte da temporada seriam como “filmes” e até criaram pôsteres de divulgação para cada um, mas essa foi a primeira vez que realmente senti esse clima cinematográfico.
Já tínhamos visto o trabalho do diretor Saul Metzstein nos webisodes de Pond Life, mas todos juntos não chegam a 10 minutos. Metzstein dirigiu o “polêmico” episódio anterior, Dinosaurs on a Spaceship, mas tendo um roteiro muito melhor para trabalhar, claro que o produto final seria superior. Não foram para os Estados Unidos gravar como na premiere da temporada passada, mas as belas paisagens da Espanha fizeram o investimento valer a pena. Não foi um episódio perfeito ou sem nenhum tipo de falhas, mas finalmente senti que Doctor Who estava de volta “por completo”. Finalmente voltei a me emocionar, a torcer, a ficar tenso. E daqui a dois episódios, acaba de novo.
O Lorde do Tempo estava levando os Pond para o Dia de los Muertos no México, mas acabou caindo 200 milhas para o sul (de propósito ou culpa da Tardis que estava em busca de aventuras? Lembrem-se: o Doctor mente), em uma cidadezinha chamada Mercy, onde um pistoleiro cyborg estava atrás de um específico Doutor para matar. Só isso já me deixou muito mais empolgado do que a prerrogativa de dinossauros em uma espaçonave que ainda tem Nefertiti a bordo. Sabe aquilo do “menos é mais”? Às vezes uma história mais “intimista” como essa funciona muito melhor do que exageros visuais e megalomaníacos.

Essa temporada está um “prato cheio” (não tinha uma metaforazinha menos clichê?) para quem gosta de criar teorias. A começar pelas citações ao natal, que já aconteceram em todos os episódios, o que pode ser só os roteiristas nos provocando para a volta de Jenna-Louise Coleman no especial de natal junto com Oswin, Clara, um Dalek ou qualquer outro personagem que escrevam para a menina interpretar. Nos três episódios também vimos luzes piscando, o que muitos dizem que é uma maneira de dizer que os Weeping Angels estão se aproximando (não é mais segredo para ninguém que a despedida dos Pond vai envolver esses vilões de pedra, é?). E agora vem o Doctor e diz que tem 1200 anos.
No final da quinta temporada, ele tinha 908 anos. No começo da sexta, aquele Doctor que “morre” tem 1103. Agora, 1200. Claro que tem todo o wibbly wobbly timey wimey envolvido, Amy comenta que o Doctor não deveria viajar tanto tempo sozinho, e ficou subentendido no episódio anterior que ele já teve outras aventuras com companions “descartáveis” como Nefertiti ou Riddell, mas ainda assim, acho que é tempo demais para explicação de menos. E como fica o negócio da timeline? Esses dois últimos episódios se passam antes ou depois de Pond Life? Antes os Pond ainda não sabem que vão se separar? Bem depois e eles já estão felizes juntos? Ou cada um em uma época? Ou o Doctor já viu como os Pond vão terminar e é por isso que estava com uma expressão tão triste no final do episódio passado? Espero mesmo que essas coisas sejam respondidas na mid-season finale, porque acho que meu coração não suporta mais um episódio insatisfatório de Doctor Who.
Para ver como existem reclamações e reclamações, nesse episódio o Doctor aponta uma arma para Jex e eu não achei uma ofensa mortal ao que a série se propõe a fazer como ele decidir abandonar o Filch para morrer no episódio passado. Claro que foge um pouco da “filosofia” do Doctor, mas não pareceu tão absurdo como da última vez, principalmente pelo texto incrível que se passa naquela cena, onde ele se sente na obrigação de vingar as vítimas que sofreram toda vez que ele sentiu compaixão por alguém. É isso que difere uma ação da outra.

Um texto bom justifica todas as ações do personagem, diferente do episódio passado, onde nenhuma frase justificou a existência daqueles 45 minutos da minha vida que eu nunca terei de volta. Ainda assim, não gosto muito dessa bipolaridade do personagem de Matt Smith, me incomoda bastante. Não que Tennant e Eccleston fossem calminhos e compreensivos o tempo todo, mas nenhum mudava a personalidade de infantil para viajante do tempo solitário de 1200 anos que leva todo o peso do mundo em suas costas em menos de 1 segundo (e vice-versa).
O roteiro de A Town Called Mercy é de Toby Whithouse, o mesmo que escreveu The God Complex, episódio que, na época, comparei com The Curse of the Black Spot no quesito “episódio mais fraco da temporada”. Foi também um grande exemplo de como a personalidade desse 11º Doctor causa estranhamento; quando uma personagem morre no hotel nesse 11º episódio da temporada passada, Doctor pira, dá chilique, joga móveis de um lado pro outro no quarto. Precisa mesmo? O mais legal – e, na minha opinião, mais difícil se transmitir com a atuação – era saber que ele carregava sim uma grande parcela de culpa nos ombros, mas que guardava isso para si.
Não era exatamente necessário o xerife entrar na frente da arma do cyborg e morrer, assim como não havia motivo para o Pistoleiro não entrar na cidade se ele estava programado para não matar inocentes. Mas tirando esses pequenos “lapsos” de roteiro (e o fato de que Amy e Rory quase não apareceram), o conjunto da obra valeu a pena. Pode não ter somado nada para o produto final da temporada, mas foi um bom episódio.
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Desculpem-me pelo atraso nas reviews, minhas ultimas duas semanas foram meio conturbadas. Os comentários sobre The Power of Three já estão “em andamento” e os da a mid-season finale na semana que vem não vão demorar tanto, prometo =)








Engraçado, a bipolaridade do décimo primeiro doutor é o que eu mais gosto nele. Mas concordo com o que você disse do episódio passado, foi muita coisa pra digerir em um episódio de 45 minutos, sei lá.
Você falou sobre a timeline, se os dois episódio se passam antes ou depois de Pond Life, pois então para confundir ainda mais a timeline, no próximo episódio "The Power of Three" tem uma cena do Doutor e dos Ponds em um quarto, que é comentado pelo Doutor logo após a abertura nesse episódio "A Town Called Mercy "
e dai que vem a teoria da merda que vai ocorrer com os ponds, algo que ja esta me fazendo sofrer, estao teorizando que vai ser tao ruim que o doutor vai ficar voltando no tempo na epoca que os ponds estão bem pq sente falta deles… TUDO TEORIA DE FÃS mas to com medo do episodio de despedida