
Tem alguma coisa estranha nessa segunda metade da temporada de Doctor Who. Não digo que Moffat se perdeu no wibbly wobbly timey wimey que tanto adora fazer, mas acho que sua mania de mistérios está entrando no caminho de uma história bem contada, assim como a megalomania do Russell T Davies nos finais de temporada. Tirando as grandiosas histórias onde os daleks seqüestravam planetas ou todas as mais de 6 bilhões de pessoas no mundo ficavam com o rosto do Mestre, os outros episódios da era RTD não incomodavam e não eram taxados de “filler”, justamente porque não havia história central alguma para se colocarem no meio.
Agora a série volta de um hiato de três meses com um ótimo episódio cheio de informações sobre todos os grandes mistérios da temporada e os outros três seguintes, que praticamente nem tocam nos assuntos que realmente importam para a trama, são considerados “encheção de lingüiça”. Night Terrors foi uma história de auto-ajuda infantil, uma fantasia de horror bem contada e The Girl Who Waited foi emocionante e até um pouco “épico” (mesmo que só eu ache isso). The God Complex tentou ser tão assustador quanto um e emocionante como outro e acabou não sendo nada. Entrou na disputa com The Curse of the Black Spot como episódio mais fraco da temporada.
Pra começar que tem alguma coisa errada com esse Doctor. Não é problema com o Matt Smith, nunca tive problemas com ele, mas o roteiro do personagem é muito contraditório. Sua personalidade muda de uma hora para outra e varia de uma criança a um senhor de 900 anos que carrega toda a culpa, ódio, arrependimento e angústia do mundo nas costas. Matt é um ótimo ator e transmite isso maravilhosamente bem, mas é mesmo necessário? Não assisti à série clássica, meu único parâmetro de comparação são os últimos 2 Doctors, mas pelo menos a personalidade dos personagens de Eccleston e Tennant eram consistentes. E pelo segundo episódio consecutivo o Doctor “erra” o destino da Tardis, parando em um hotel alien em vez do planeta Ravan-Skala. A Tardis leva o Doutor onde ele precisa estar, mas não sei se esses erros ou cálculos mal-feitos estão me convencendo direito. Depois daquela primeira regra, “o Doutor mente”, fiquei com um pé atrás. Ele até morde uma maçã no começo do episódio, mesmo que tenha dito à pequena Amelia Pond no primeiro episódio da 5ª temporada que odeia maçãs.

Quando encontra o quarto com o seu pesadelo, Doctor diz “quem mais?”, fecha a porta e coloca um aviso de “não perturbe” na maçaneta. Quem estaria ali dentro? River Song? Amy e Rory mortos? Ele próprio? O quarto que entram depois para se salvarem do minotauro tem a pequena Amelia Pond sentada em sua mala esperando pela volta do Doctor. Seria aquele o pesadelo de Amy? Ou do próprio Lorde do Tempo? Pois várias interpretações podem ser feitas para aquele “Who else?”. Ou “quem mais poderia estar aqui e me dar tanto medo” ou “de quem mais poderia ser esse sonho além de Amy”. Se a segunda interpretação for a correta, então o quarto com Little Amy é o de Doctor, já que não tinha nenhum aviso na maçaneta.
Doctor sabe que todas essas viagens acabarão com a morte de Amy, como sempre acontece, então pede para que ela perca a fé nele, a chama de Amy Williams e diz que é hora de parar de esperar. O minotauro que se alimenta de medo morre, mas não era aquilo que importava no momento. Então todos entram na Tardis, voltam para a Terra e o casal Williams agora tem uma casa com o carro favorito de Rory. E fim, essa foi a despedida de Amy e Doctor. Foi corrido, foi apressado, não fez sentido. Parece que Moffat já havia decidido que esse seria o momento da separação antes de qualquer trama ter sido concebida para o episódio, e assim que o roteiro foi escrito, deram um jeito de encaixar a cena final.
Não foi um final digno de uma companion tão boa. Só Martha Jones merece um abracinho e um “se cuida, obrigado por quase morrer comigo”. Entendo que ele fez aquilo para protegê-los e que “alguma coisa vai dar errado” e reunir os amigos para a season finale, mas ainda assim achei fraco. E finalmente resolveram fazer menção a River Song, mas não podiam ter feito pior. Nossa filha está sendo criada para matar nosso melhor amigo, mas vamos ai passear pela galáxia, manda um beijão se esbarrar com ela, fala pra ela vir visitar que mamãe faz bolo.
E quanto à season finale, fica a dúvida: será dupla, como sempre foi? Só faltam dois episódios para o final da temporada. Dá uma olhada na promo de Closing Time abaixo:








Tirando a parte de não ter problema com Matt, nunca concordei tanto com uma review.. Estava impressionada com o tanto de gente que diz ter adorado o episódio, achado emocionante, sendo que me pareceu arrastado e tão apressado qnto vc mencionou..
Ainda que eu não goste do Smith, ainda gostava do Doctor na temporada passada, coisa que agora não tem acontecido.. O que foi aquele surto dele depois que a muçulmana morreu!? Jogando as coisas de um lado pro outro? Aquele não é o Doctor.. Ele tem seu lado atormentado, mas não dá chilique.. A graça sempre foi saber que ele era atormentado, e guardava pra si.. Essa coisa de culpa não me convence..
Acho que meu maior problema, é essa obviedade das coisas.. Precisava literalmente mencionar o God Complex? E usar o discurso do minotauro de maneira tão explícita? É como se precisassem convencer o público, mas não funciona direito..
A 'despedida' de Amy tbm foi frustrante.. Rory nem ganhou atenção, e a conversa dos dois foi típica de 'algo vai dar errado e eu vou voltar'.. Sem contar que o 'beijo pra River' foi completamente incoerente.. Entendo que ela não tenha 'amor e apego' de mãe, mas essa tranquilidade com o desaparecimento de Melody é impossível de entender..
Não sei o que esperar da temporada e estou esperando mto pouco.. A não ser que essa mudanças no comportamento do Doctor tenham uma razão de ser maior, vai ser um das temporadas mais fracas..
Review mais rápida \o/
Hahaha, voltando ao posto da review mais rápida \o/
Tava preocupado em comentar sobre outras coisas e esqueci do chilique pela morte da muçulmana. Foi bem desnecessário e estranho, o Doctor não é assim MESMO.
Acho que o final da temporada vai ser bom porque o Moffat sabe ser convincente em certos momentos, e com certeza ele está programando a finale desde quando criou River Song em 2008, mas isso não muda o fato de que muitos episódios foram fracos e estranhos. Acho que assistir à 5ª temporada muito rápido e não lembro direito de episódios esparsos (essa palavra existe?), mas parece que a sexta é mais "ousada". Por outro lado, os episódios da 5ª temporada são mais consistentes. Como você disse, é tudo muito óbvio demais. Também me surpreendi quando ouvi a Rita falando do God Complex, e o discurso do minotauro foi explícito demais.
Faltam duas semanas… Torcendo pra melhorar.
Revisão mais rápida \o/
Então… tá realmente estranha essa temporada!! Rs
Não sei se é pq esperávamos muito depois da quinta temporada, tendo todo esse mistério em cima da história da River, mas parece que a temporada passada me emocionou mais, teve muitos episódios brilhantes (como 'Vicent and The Doctor' pelo qual sou apaixonada, 'The Lodger' ou 'Amy's Choice'). Os mais brilhantes dessa foram escritos pelo Moffat e o 'The Doctor's Wife'.
Para mim foi bonitinha a despedida do Doctor para Amy (deu uma vontade de chorar na hora, mas depois…), mas realmente faltou o Rory, uma citação mais completa sobre a Melody/River… não sei… não convenceu!!
Vamos ver como vão ser esses dois últimos episódios, temos o Craig de volta hehe.
Review ótimoo e super rápido. Parabéns.
Nos vemos na próxima semana.
Valeu, Natacha!
Então essa temporada parece mais intensa, com mais coisas acontecendo (todo o mistério River/Melody, Silence, Mulher do Tapa-Olho), mas a temporada passada com certeza foi mais consistente.
Torcendo para que o episódio da semana que vem seja um The Lodger parte 2!
Até semana que vem!
Oi Dudu,
Antes de mais nada, parabéns pela rapidez na review! Você foi o gatilho mais rápido da net (risos)!
Quanto ao episódio… mais um mediano e isso começa a me incomodar mais do que nunca. Tinha tanta fé no Moffat, mas acho que ele anda meio preguiçoso… será que está se dedicando mais a Sherlock do que ao nosso querido Doctor?
O erro da maçã foi sintomático (também pensei a mesma coisa!). O chilique pela morte da muçulmana, idem! E a tradução das últimas palavras do Minotauro, realmente bastante óbvia!
Confesso que gosto mais do Rory do que da Amy como companion, então esta despedida foi duplamente frustrante…
(continua)
Também gosto da interpretação do Matt, mas não consigo enxergar uma personalidade bem definida no 11 Doutor.
Acompanho Doctor Who desde 2009 (nunca vi a série antiga, também). Então posso dizer que já foram 3 doutores e 4 companions (ou mais, se considerarmos as (os) breves/avulsas), mas as histórias sempre foram em torno do Doctor e não das companions, como tem sido nesta temporada com Amy.
Acho que é isso o que mais me incomoda. Chego até a pensar que teria sido melhor se River Song não fosse filha da Amy (por sinal, não dá pra entender a quase indiferença de Amy e Rody quanto a River)…
Bem, só resta esperar que Moffat nos surpreenda nos dois episódios finais…
Valeu, Nat! Semana passada eu atrasei um pouquinho, então nessa semana quis me redimir, hehe.
Como eu disse na review passada, a série agora é dos Pond e o Doctor é só um coadjuvante. A história passou a ser só sobre ela e além de tudo o próprio Doctor está perdendo todas as suas características. O chilique quando a muçulmana morreu beirou o ridículo. Doctor não faz isso.
Eu adoro a Amy e o Rory, achei ótimo um casal como companion, e achei que a despedida dos dois merecia mais.
Até semana que vem!
Amo Doctor Who mas estou cansado desses episódios meio filme de terror trash para menores de 12 anos….
Amy e Rory não estão nem ai para a filha! Aquele comentario que a Amy fez no final ao Doctor parecia que a filha tinha ido estudar fora ou coisa parecida!
E o Doctor a atirar com tudo pela morte da mulçumana!? O.o Já vi aí gente morrer que merecia mais esse momento do que essa desconhecida!
Dudu onde pára Torchwood?
Esse descaso de Amy e Rory pela filha é MUITO estranho. E esses episódios assustadorezinhos e infantis são bons se aparecem de vez em quando, e não toda semana.
O chilique do Doctor com a morte da muçulmana foi mesmo ridículo.
A 4ª temporada de Torchwood acaba no 10º episódio! A review acabou de sair: http://natv.me/4m4
Valeu!
Estou começando a achar que não estou entendendo Doctor Who! Tudo bem que não tocarem no nome da River Song no episódio passado (principalmente) ou nesse foi um problema gravíssimo, e tirando o The Girl Who Waited, achei esse episódio maravilhoso, sendo analisado somente como filler.
Concordo com todos que dizem que essa segunda metade da temporada está fraca, sem dúvidas está. Quando vc apresenta uma mitologia nova e tem apenas 6 episódios para desenvolvê-la, colocar, o que parece, 4 como fillers, resolvê-la em apenas 1 é meio corrido. Espero muito que o próximo não seja filler, e que o Craig esteja lá apenas como companion provisório. Moffat continua incrível, mas já foi melhor!
Quanto ao Doctor, não tenho problema nenhum com o Matt Smith, acho ele um ator fantástico, já o tinha visto em Secret Diary of A Call Girl e gostado. O problema, como vc bem disse, é o roteiro, que horas pede que ele seja um velho cheio de culpa e outras um crianção cheio de vida, precisa-se de um balanço entre as duas personalidades. Falando-se do episódio mais especificamente, acho que nunca senti tanta falta do Tennant como nesse, se fosse com ele, creio que o capítulo seria melhor.
Falando agora do episódio, como já disse acima, adorei, achei fantástico e chorei mesmo na despedida (assumo) de Amy e Doctor. Essa á a primeira vez que ele previne que uma companion perca a memória ou fique presa em outro universo. Só me senti assim em Doomsday, Amy vai fazer falta, assim como Rose faz!
O clima do episódio me lembrou muito o clima dos filmes de Stephen King, o que me fez apreciar ainda mais o capítulo, adoro Stephen King. Adoro quando as tramas envolvem os medos dos personagens.
Quanto a sua pergunta, acho que ele viu ele mesmo dentro do quarto, ele disse em algum episódio passado que o maoir medo dele é ele próprio. Alguém teve dúvidas que o quarto dele seria o de número 11?
Quando o episódio começou e o Doctor meio que "deu em cima" (por falta de uma descrição melhor) da muçulmana, já estava me preparando para vê-la mais na série, o que pra mim, nao seria problema, já que adorei ela logo de cara, então levei um susto quando ela se sacrificou pro minotauro. Queria ver ela como Companion.
Acho que é isso,
Abraços! ^^
Já estava esquecendo, quanta honra comentar na review mais rápida do Brasil!!!
Hahahaha, semana passada saiu na terça-feira! Quis me redimir dessa vez e voltei ao posto ^^
Acho que nem o Tennant ia ficar bem na fita quebrando tudo, mas entendi o que você quis dizer. Sinto falta do 10º quando o personagem precisa de uma carga dramática maior… A do Smith é boa, mas é muito… exagerada. A do Tennant era perfeita.
Fiquei esperando mostrarem no final do episódio o que havia no quarto do Doctor, mas nem tocaram mais no assunto. Será que ele volta a ser abordado nos últimos 2 episódios?
Valeu, Natasha!
Gente, que review rápida. Parabéns Dudu! Mas ainda verei o episódio, depois retorno para deixar meu comentário. Não resisti a promo… The Cybermen are back! Só espero que não me façam dormir como aconteceu no episódio especial de Natal, The Next Doctor (lá de 2008).
Valeu, Priscila! Mas os Cybermen estarão de volta apenas no próximo episódio…
Vai lá ver e depois volta para comentar o que achou! =)
Eu gostei desse episódio, achei a história legal. Mas eu concordo, tem algo estranho na trama dessa temporada. Continuo gostando mais do Smith que do Tennant, mas se antes ele tinha problemas de atenção, agora ela parece ter um disturbio de personalidade.
Conseguiram transformar a história batida do maior medo em um quarto em uma ideia incrível. Mas foi um episódio meio aleatório. Achei a despedida corrida, mas até parece que foi uma despedida de verdade. E qual que é o problema com as roupas dele?
A idéia do personagem é mesmo incrível, bem Stephen King como a Natasha falou acima. Mas esses ultimos episódios tem sido… estranhos.
Achei legal o que Moffat fez explicando na season finale da 5ª temporada as roupas diferentes em que ele aparece em uma cena naquele episódio dos Weeping Angels. Mas tinha sido uma única cena. Agora, só nos últimos 3 episódios, ele já apareceu 3 trajes diferentes. Vai ser uma zona explicar isso tudo na season finale.
Valeu, Blulrich!
Dudu, me referia a promo que você colocou do próximo episódio, hehe .Spoilers! Ainda não digeri muito bem o episódio. Mas, no geral, gostei. Vou vê-lo novamente no sábado. Acho que não é pior que The Curse of the Black Spot e nem inferior a Night Terrors. Assim com o Blulrich, achei meio aleatório e a despedida de Amy e Rory muito corrida também. Sobre medo e suspense, The God Complex não passou nem perto. Blink e The Silence in the Library, até agora, são os que mais me deixaram apreensiva.
Não tinha visto o review ainda e já faz 2 dias que foi postado, reforço o coro do pessoal, review muito rápido! Sobre o episódio, achei bastante fraco. Esta segunda metada está fraca, com episódios que não são interessantes e ainda distorcem bastante o personagem principal. A fase do 11º doctor com Matt Smith tornou-se excessivamente infantil, foi uma mudança bem grande do 10º Doctor, que pra mim também é o favorito por enquanto. O problema de ser tão infantil não atrapalhava pelo fato de termos episódios geniais tanto na 5ª quanto 6ª temporada, só que agora vieram alguns episódios bastante fracos nesta temporada, e como Eduardo muito bem comentou, a partir do momento que tenta centralizar uma história na temporada, qualquer filler pode ser decepcionante, se não souber trabalhar muito bem o episódio.
A despedida, pra mim nem pareceu uma despedida. Já tinham acontecido tantas vezes do Doctor falhar com a Amy, que até acreditei que ele voltaria minutos depois para chamar o casal para um novo passeio (se é que não vá realmente acontecer). Não consigo nem usar como base de comparação com o final da 2ª e 4ª temporadas e também com a despedidas de todos os amigos do Doctor do Tennant, pois foi muito forçado. Ainda acredito que os 2 últimos serão ótimos, e torço pra sejam ligados. O Russell Davies não sabia criar episódios consecutivos interessantes e era exagerado ao extremo, mas às vezes sinto falta dos episódios em que o Doctor ia para muitos anos no passado e futuro, além de planetas bizarros é tentavam mostrar isto, mesmo que com péssima utilização da computação gráfica, com personagens interessantes e divertidos, mesmo que aparecendo em apenas 1 ou 2 episódios.
Apenas um comentário off topic…
Ontem, no canal People & Arts assisti a um filme de 2006 chamado The Ruby in the Smoke, estrelado por Billie Piper e Matt Smith! O filme é baseado em um livro de Philip Pullman, um escritor que adoro pela trilogia Fronteiras do Universo (ou em inglês His Dark Materials), centrado na personagem Sally Lockhart (Billie). Para quem é fã de Doctor Who, vale a pena!