Dia do Índio: Relembrando Séries Tupiniquins

   

dia do indio Dia do Índio: Relembrando Séries Tupiniquins

Que atire a primeira pedra quem nunca gostou de uma série nacional! O formato pode nunca ser a prioridade das emissoras tupiniquins, mas é inegável que as séries estão aos poucos garantindo seu espaço tanto nos canais a cabo como nos canais abertos e mesmo com pouco investimento, a qualidade das produções nacionais está melhorando assustadoramente.

Os colaboradores do Na TV, como bons viciados que são, decidiram montar esse especial para falar sobre aquela série brasileira que guardam no coração e que merecem ser assistidas e lembradas como bons exemplos de dramaturgia nacional. Como nada é perfeito, muitas séries bacanas ficaram de fora, então aproveite o espaço dos comentários para nos contar qual é a sua série tupiniquim do coração e porque. Espero que você se divirta tanto quanto a gente se divertiu relembrando todas elas!

MULHER

mulher Dia do Índio: Relembrando Séries Tupiniquins

por Leandro Faria

Bem antes de nos emocionarmos com os dramas novelescos de Grey’s Anatomy, muito provavelmente influenciada pelo sucesso de ER, a Globo lançou Mulher, uma série médica totalmente brasileira, de qualidade indiscutível! Acompanhando as vidas pessoais e profissionais das médicas Martha (Eva Wilma) e Cris (Patrícia Pillar), vimos uma série ambientada numa clínica, que passava credibilidade e conquistou o público brasileiro dos anos 90. Certamente, um marco nas séries nacionais, que deixou saudade e marcou toda uma geração.


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A JUSTICEIRA

justiceira Dia do Índio: Relembrando Séries Tupiniquins

por Silvestre Mendes

Diana é uma ex-policial federal. Após, acidentalmente, matar seu parceiro, Diana decide largar a carreira. Mas se vê obrigada a voltar depois que seu ex-marido, toxicomaníaco (Drogado) entrega seu filho, Pedro, como pagamento para uma dívida. Sozinha, Diana tenta rastrear o grupo que está com seu filho e então é convidada para se juntar a um esquadrão secreto de combate ao crime organizado. Em troca eles prometem ajudar Diana a achar seu filho. A Justiceira foi ao ar em 1997 e foi uma das primeiras tentativas da Rede Globo em fazer uma série policial ao estilo americano. A Série foi gravada em película e contrataram profissionais de Hollywood. A pós-produção da série também foi altamente cuidadosa. Os episódios tiveram sua finalização em Nova York, para dar uma melhor qualidade à série. Inicialmente foram programados 32 episódios, mas Malu Mader, protagonista Diana, ficou grávida e foram encurtados para 12 únicos episódios.

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OS NORMAIS

os normais Dia do Índio: Relembrando Séries Tupiniquins

por Myrianna Albuquerque

Série criada por Alexandre Machado e pela “irritável” Fernanda Young, foi ao ar na Globo de 2001 a 2003 e contava as loucas histórias do casal Rui e Vani. Contou com 71 episódios e divertiu as noites de sexta da audiência brasileira. O término da série não significou o fim dos personagens mais loucos da tv brasileira, além de ser reprisado no canal pago GNT, foram realizados dois longas-metragem, dirigidos por José Alvarenga Júnior.

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CONFISSÕES DE ADOLESCENTE

confissões de adolescente Dia do Índio: Relembrando Séries Tupiniquins

por Carla Gomes

Dos diários de Maria Mariana para o teatro e do teatro para a televisão. As Confissões de Adolescente da jovem atriz e diretora foram sem dúvida uma das grandes produções brasileiras, especialmente em uma época em que o formato de série ainda era meio desconhecido. Focada no dia a dia de Diana e suas três irmãs, a trama inovou por sua linguagem e principalmente por sua identificação com o público que se via em frente aos mesmos questionamentos que as protagonistas, interpretadas por um elenco ainda desconhecido e sem tabus. Exibida pela TV Cultura e Band entre 1994 e 1996 e com orçamento reduzido, conseguiu unir o sucesso do público e da crítica ao longo de duas temporadas que deixaram saudade, ocasionando assim novas versões da peça além de reprises dos episódios originais.

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SAI DE BAIXO

sai de baixo Dia do Índio: Relembrando Séries Tupiniquins

por Taís Amaral

Era uma vez, há muitos e muitos anos atrás uma série que ocupava as noites de domingo e que mostrava as divertidas aventuras de uma família pra lá de excêntrica. Sai de Baixo foi uma comédia de sucesso que durou 7 temporadas.  A história se passava Largo do Arouche, onde viviam Vavá, Caco Antibes e a esposa Magda, Cassandra a irmã de Vavá e mãe de Magda, Edileuza a empregada e Ribamar o porteiro do prédio onde moravam. Grande parte de seu sucesso deve-se ao modo informal como a trama se desenrolava, por vezes os atores interagiam com a platéia e até alguns erros engraçados de gravação eram transmitidos. Em 31 de março de 2002, exatamente 6 anos após seu início, Sai de Baixo encerrou seu curso deixando vários fãs saudosos.

assista ao vídeo

FILHOS DO CARNAVAL

filhos do carnaval Dia do Índio: Relembrando Séries Tupiniquins

por Michael Oliveira

Conhecida como a “The Sopranos” nacional, essa série narra a história do banqueiro do bicho idoso e cansado em busca de aposentadoria Anésio Gebara. Ele acaba em uma situação difícil quando o seu filho mais velho e herdeiro dos negócios comete suicídio, forçando-o a escolher entre um dos outros três filhos para substitui-lo. A guerra de poder dentro da família serve como fio condutor das duas temporadas existentes e se intensifica na segunda temporada, já que o ator Jece Valadão que interpreta Anésio Gebara morreu logo depois de filmar os episódios da primeira temporada. Durante a série vários outros membros da família Gebara aparecem para tentar tirar um pedaço do império construido por Anésio através da lavagem de dinheiro em uma escola de samba famosa. A série foi indicada a um Emmy Internacional em sua estréia, mas ainda não se tem notícias de uma terceira temporada.

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OS ASPONES

aspones Dia do Índio: Relembrando Séries Tupiniquins

por Silvestre Mendes

Todo mundo faz piada com quem é funcionário público. E a série Os Aspones só comprovou isso.  Um grupo de funcionários públicos ou Aspones (Assessores de porcaria nenhuma) trabalham no FMDO (Fichário Ministerial de Documentos Obrigatórios), mas não tendo nada o que fazer por lá eles decidem ser FMDO (Falar Mal Dos Outros) quando um novo chefe é designado para o setor e tenta fazer com que todos trabalhem, mesmo sem ter o que fazer. Os Aspones foi um seriado escrito por Alexandre Machado e Fernanda Yang, os mesmos autores de Os Normais. Com um humor ácido e inteligente a série conquistou muitos fãs, mas infelizmente só teve uma temporada produzida.

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ALICE

alice Dia do Índio: Relembrando Séries Tupiniquins por Silvestre Mendes

Não importa a idade que a gente tem. Ninguém consegue responder em uma só tacada quem é. Somos questionados sempre sobre quem somos e nada melhor do que descobrir isso em um lugar onde somos novos, desconhecidos e podemos ser quem a gente quiser ser e ninguém vai poder desmentir ou relembrar seu passado. Um lugar onde podemos recomeçar sempre! É assim que Alice se sentiu em São Paulo. Alice foi uma série da HBO produzida no Brasil. A história começa em Palmas, Tocantins. Alice tem 26 anos é noiva e está para casar com Henrique, mas uma ligação feita por sua tia Luli muda todos os seus planos. Ciro, pai de Alice, comete suicídio e ela tem que ir para São Paulo para o enterro e abertura do testamento.  Essa é a vida de Alice e o que acontece em São Paulo começa a definir o rumo que sua vida irá tomar: Voltar para Palmas e casar ou ficar em são Paulo e descobrir os mistérios dessa cidade? Alice foi renovada para uma segunda temporada, mas que contará, infelizmente, só com dois episódios.

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DESCOLADOS

descolados Dia do Índio: Relembrando Séries Tupiniquins

por Michael Oliveira

Descolados é uma série jovem, simples, engraçada, bem escrita e com personagens carismáticos. Foi uma aposta da MTV para conquistar os amantes de série e possui até agora uma temporada. Filmada em locação no Centro de São Paulo, ela mostra a vida de três jovens adultos que estão “descolados” do mundo e começando uma nova etapa de suas vidas. Teco foi deportado após a polícia do aeroporto de Londres encontrar um baseado no seu casaco. Lud saiu de casa para morar com um amigo que some e a deixa com um apartamento pra pagar. Felipe veio para São Paulo trabalhar como modelo e mora com a namorada até ela decidir que não quer mais nada com ele. Teco, Lud e Felipe se conhecem sem querer no primeiro episódio e as adversidades fazem com que os três acabem dividindo o apê de Lud. Vale a pena conhecer a história desses três.


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A GRANDE FAMÍLIA

grande familia Dia do Índio: Relembrando Séries Tupiniquins

por Gabriel Campelo

Série humorística que estreou em 1972 e seguiu até 1975 na Rede Globo. Em 2000 foi realizado um remake da série como especial de fim de ano, entrando para a grade fixa do canal no ano seguinte. Atualmente no ar, é a série de maior duração da TV brasileira. A Grande Família conta a história de Lineu, um veterinário que trabalha em uma repartição pública, e sua família: Nenê, Tuco, Bebel e seu marido Agostinho, Seu Flor, pai de Nenê, Beiçola e Marilda. A série aborda os problemas passados por essa família de classe média brasileira, seus problemas financeiros e conflitos familiares. Outros personagens também fazem parte do elenco fixo da série, como Beiçola e Mendonça. A Grande Família teve também um filme, em 2007. No filme, Lineu se sente mal e vai ao médico, de onde sai com a certeza que sua morte é próxima. Lineu tenta, de três maneiras diferentes que a grande família sinta sua partida.


[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=SFgNPt0oukM[/youtube]

   

Sobre Michael Oliveira

Michael, 25 anos, estudante de cinema, santista, viciado em séries, ator, produtor, baladeiro, sarcástico… e por aí vai. Um rapaz complexo. Acompanhe seu twitter: @___mikes

Comentários

  1. Leandro Faria disse:

    É tão legal vermos que apesar de escassas, as produções nacionais podem ser boas.

    E fico feliz de ver como as emissoras nacionais estão investindo no formato, vide a tentativa da Globo de agradar a vários públicos com séries tão diferentes estreando.

    Sem contar que a Band parece entrar na briga e vai estrear algumas novidades em breve.

    E, claro, parabéns ao pessoal NaTV. Sempre ótimos!
    ;-)

  2. Tanta série bacana. Bom ver como o Brasil, mesmo que aos poucos, anda tentando produzir séries. É um gênero novo pra gente, mesmo acompanhando a um bom tempo séries americanas. Estamos acostumados com a novela… Todo mundo começa assistindo desenho, série infantil da Disney e Novela. Agora as duas coisas se misturam: Novela com ritmo de série (A Favorita) e série com ingredientes de Novela (Brothers & Sisters / Grey's Anatomy).

    Parabéns aos colaboradores do post e sua ideia Mikes.

  3. Camila Cerdeira disse:

    Eu tenho um serio problema de não conseguir acompanhar produções brasileiras, não por que eu não goste, me arrependo de não ter acompanhado muitas dessas series… Acho que existe uma força maior

    Dessas eu só acompanhei fielmente Confissões de adolescentes, o que comprova a teoria da minha mãe que eu nasci com 16 anos. Já que ela foi exibida no período dos meus 5 aos 7 anos e ainda hoje tenho um carinho enorme pela serie e pelo livro.

    Comecei a ver Descolados, mas parei na metade… Um dia eu termino os episódios. Outra serie que acompanhei de forma quebrada foi sexo frágil, que mesmo tendo visto pouquíssimos episódios eu gostava muito

  4. Carla Gomes disse:

    Minha maior dificuldade em acompanhar séries brasileiras é sempre ficar com um pé atrás, tentando comparar com as produções americanas. Mas é bom perceber que mesmo utilizando uma linguagem meio diferente, algumas dessas tramas conseguem ter qualidade.. Destaco principalmente as que foram produzidas pela HBO.. Alice, Filhos do Carnaval e Mandrake.. enredo e atores interessantes..

    Adorei a ideia do post e escrever tbm! =)

  5. geórgia disse:

    Muito bom lembrar as boas produções brasileiras, mas poderia citar as recentes Força Tarefa, Aline e Decamerão, e as antigas: Carga Pesada, Plantão de Polícia, Armação Ilimitada, Ciranda Cirandinha, Malu Mulher, entre outras…

    • Michael Oliveira disse:

      nossa, lembrou de séries muito boas mesmo!

      eu adorava Carga Pesada e Armação Ilimitada

      mas esse Plantão de Policia eu não conheço…

  6. Giordano disse:

    Carga Pesada era bom d+!

    E Auto da Compadecida??? Melhor seriado brasileiro ever o/

    Estranhei as duas séries não serem citadas…

    Única coisa que salva a Globo: A Grande Família.

    Quando ela terminar, será a queda da Rede Globo.

    • Michael Oliveira disse:

      verdade, Carga Pesada era bom demais!

      e o Auto da Compadecida era uma mini, por isso não entrou na lista

      quanto a série dos caminhoneiros… eu só conhecia a nova versão, por isso que não entrou.

      ainda sim acho que a Globo sobrevive quando acabar A Grande Familia, não que isso vá acontecer tão cedo.

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