Oito anos de série. Treze anos de história. Quatro protagonistas e uma série especial que, mesmo em seus altos e baixos nunca perdeu sua beleza. Wisteria Lane é um lugar único, cheio de acontecimentos bizarros e tragédias, mas nunca um lugar entediante. E depois desses anos todos chegou a hora de dizer adeus. Para sempre.
É difícil ver uma série que você adora perder a relevância com o tempo. Mas há algo muito forte que nos impede de abandoná-la. A trama não é tão interessante, os personagens parecem um pouco perdidos e o potencial parece estar se esgotando, contudo voltamos todas as semanas e, ao menor sinal de melhora, nos empolgamos com a possibilidade de vê-la no topo novamente.
Assim é Desperate Housewives para mim. Uma série que já foi uma das melhores da TV e se perdeu pelo longo caminho da criatividade. Depois de três temporadas com grandes mistérios, nada parecia novo ou interessante. A única coisa que mantinha a série unida eram seus personagens, principalmente as quatro mulheres que formavam mais que um grupo de amigas. Delas não podemos reclamar. Mesmo com alguns percalços em seus desenvolvimentos, Susan, Bree, Lynette e Gabrielle se mantiveram como o grande chamariz da série.
Olhando para trás, fica difícil imaginar que a série se manteve por tanto tempo no ar com um esquema de roteiro tão simples: um grande mistério que afetava a vida de todas as donas de casa. Particularmente, nunca achei que os mistérios eram o centro da trama, focando meu interesse sempre nos personagens e suas vidas.
Nessa última temporada, o grande foco foi o assassinato do padrasto de Gaby, cometido por Carlos e escondido pelas quatro housewives, gerando um problema que seria facilmente resolvido se a verdade fosse dita logo após o ocorrido. É compreensível que eles tenham ocultado a verdade por pensar que dificilmente Carlos, que já havia sido condenado à prisão antes, sairia ileso mesmo tendo matado o molestador de sua esposa como legítima defesa. Porém, não consigo deixar de pensar que foi uma grande perda de tempo na temporada que foi salva pelos outros plots apresentados. Entretanto, o final do julgamento de Bree acabou sendo tão surpreendente que até esqueci das minhas reservas sobre a história em si.
DH sempre teve bons coadjuvantes, entre eles, Karen McCluskey. Sem dúvida, a personagem que mais cresceu dentro da história, de vizinha reclusa e temida para uma verdadeira amiga das outras donas de casa. Emocionou com sua jornada contra o câncer não uma, mas duas vezes. Isso é raro de acontecer, já que câncer é um dos maiores clichês de todo drama. Um verdadeiro câncer. A utilização de Karen pra livrar Bree da cadeia foi tão aleatória e impensada (por mim, pelo menos), que acabou sendo a melhor saída para um final feliz de nossas protagonistas. A última cena de Karen com Roy e “Wonderful Wonderful” tocando ao fundo foi a cena que eu precisava pra começar a choradeira final.
Terminado o julgamento, é hora de celebrar e fechar a história com chave-de-ouro. E não poderíamos terminar a série sem a narração final de Mary Alice, com direito a participação física em mais um belo flashback. Se tivessem me dito que no fim as quatro amigas terminariam separadas, teria achado um verdadeiro crime. Porém, a ideia final de começar o ciclo novamente com novas donas de casa, me confortou o pensamento de que nossas heroínas jamais voltariam a se visitar em Wisteria Lane, muito menos fazer suas famosas noites de pôquer. Ao menos tivemos uma última rodada para nos despedirmos de uma das marcas registradas da série.
O futuro de cada housewife me agradou e manteve as características dos personagens mostrados desde o piloto. Lynette voltando a ser uma grande executiva, Bree entrando para a política com seu estilo conservador, Gaby montando seu próprio império fashion e Susan, bem, Susan não teve um final fechado como as outras e isso me agradou bastante. Susan sempre foi a dona de casa menos dramática e mais voltada ao humor. Inclusive, ela foi a mais perdida nessa última temporada. Seus plots pareciam jogados só pra garantir seu tempo de tela. Apenas após a morte de Mike ela realmente ganhou uma história, um rumo. Foi muito mais forte do que todos imaginavam, não caiu em depressão e se segurou na gravidez de Julie pra não sucumbir. A vida por vir não substitui aquela que se foi, mas traz esperança e conforto. Creio que foi isso que o roteiro quis nos mostrar.
Susan foi a primeira a sair de Wisteria e a primeira a dar as boas vindas à nova vizinha, que trouxe mais um mistério para a rua. Mas isso não nos importa mais, mesmo que eu tenha ficado com vontade de ver o desenvolvimento dessa nova história. O que importa é o fechamento do ciclo de uma das melhores séries da TV.
Sim, não importa se ela se perdeu, não importa se o roteiro enfraqueceu, ela continua sendo uma de minhas séries favoritas. É raro ver uma série durar tanto tempo sendo um drama simples e com continuidade. Foram oito temporadas, E hoje em dia veremos cada vez menos séries chegando a esse número.

Foi uma montanha-russa de emoções e situações, mas o que ficam são os bons momentos, as cenas cômicas, as cenas que trouxeram lágrimas, os momentos fofos em família, os momentos fofos entre essas quatro guerreiras que, personagens vindo e personagens indo, continuaram unidas até o último episódio e com certeza na minha memória e no meu coração nunca se separaram e ficarão para sempre jogando pôquer e bebendo champagne dando boas gargalhadas.
Susan, Bree, Lynette and Gaby. Love you and miss you always!
Goodbye.










vou ter tantas saudades.
Concordo com vc Marta,eu chorei muito com o termino dessa série,fez parte da minha vida durante todo esse tempo,tinha verdadeira paixão por toda as housewives,principalmente a elegante Bree,Marcia Gross fez magistralmente esse personagem,vou sentir muita falta,mas ainda bem ki nossa historia teve um final,pelo menos,com tantas séries sendo canceladas,essa permaneceu firme aos olhos dos fãs,bom saber ki num sou só eu ki fikei triste com seu termino,bjs
Eu acho que DH cumpriu seu papel lindamente. Eu fui assistir a series finale achando que era um final de temporada e comecei a achar estranho a forma definitiva como as coisas foram acontecendo. De fato a história foi fraca, não entendi o motivo de um assassinato de um homem que abusou de Gaby e abusava da outra filha, em legítima defesa, poderia render tanto. Eu esperava que a Karen assumisse a culpa no final.
Os mistérios tb foi o que menos me prenderam, vou sentir falta da vida delas, do dia-a-dia, dos diálogos, da amizade, da família.
pena q a Sony mudou o horário de exibição da série, e tirou ela do ar na semana, tenho certeza q isto dificultou para muita gente o acompanhamento do desenrolar da história, eu sou uma delas fás da série q perdi os ultimos episódios, vou ter q baixar depois da na net, já q a reprise vai continuar no horário imcompativel para eu assistir, onde já se viu ou melhor não viu né, mudaram a série para as 19 h do domingo ou as 2 da manha e só nada na semana, quem vai ficar acordado até as 2 da madrugada de segunda só para assistir, ninguem trabalha na segunda???, pelo menos já q não passa mais durante a semana deviam reprisar as 23:00 já que as 19 é sabido que uns 30% dos brasileiros estão na igreja.