
Ok, a quinta temporada de Damages está oficialmente começando a me preocupar. Já não acredito mais cegamente no time de roteiristas, já não acho mais que a série até quando é ruim, é boa. Quando é ruim, é ruim, e essa semana quase foi assim, não fosse pelo diálogo à la season finale entre as duas protagonistas. Só faltam três episódios para o final da série e todo o modelo que a consagrou em suas três primeiras temporadas foi abandonado; não existem mais flashforwards, não existem mais teorias que mudam a cada episódio, não existem mais vilões ótimos estilo Frobischer. Só existe Ellen e Patty, o que realmente importa, mas infelizmente os episódios não tem só 20 minutos, então os outros 30 são preenchidos com personagens vazios, chatos e tramas altamente desinteressantes para o nível de Damages.
Só porque eu falei que Sancho, a mãe de Ellen e o advogado hacker de Patty haviam sumido do nada, resolveram trazer os três de volta nesse episódio. E eu gostaria que isso não tivesse acontecido. Estaria completamente satisfeito em assistir 50 minutos de diálogo entre as duas protagonistas no aeroporto enquanto esperavam a tempestade passar. Glenn Close e Rose Byrne são ótimas juntas e as cenas em que aparecem juntas, ainda mais com um texto tão bom como foi o desse episódio, estão muito escassas na série. Mas como nem tudo são flores, quebravam o climão do aeroporto vazio e frio com cenas de McLaren e seu servo bêbado (só eu que senti que Simon está apaixonado por Channing?), Sancho e suas historinhas de guerra e a mãe de Ellen ligando para a filha pois não gosta de jantar sozinha. Relevância de todas as tramas que não sejam Hewes versus Parsons: zero.

Tentando achar um motivo para Chris Sanchez existir, resolveram torna-lo um whistleblower do site de McLaren, em prol dos soldados com transtorno de estresse pós-traumático que são obrigados a voltar ao combate. Não é uma história 100% irrelevante, mas fica totalmente deslocada aqui. Não é só porque Sanchez fez parte da fraca história da High Star na temporada passada que podem voltar a inserir plots de guerra novamente. Perder tempo com os coadjuvantes é o que mais está me incomodando nessa temporada, já que ninguém defeca nem sai da moita. Além do começo do duelo de titãs no aeroporto, a única coisa relevante foi a descoberta de que o patrocinador do site de McLaren é quem estava vazando informações para o banco de Naomi, mas não sei muito bem o que fazer com essa informação ainda.
Agora paremos para amar todas as cenas do aeroporto. Patty roubando bebida, Ellen ensinando a antiga mestra a mexer no celular, a veterana chamando a pupila de “minha Ellen”… Foi tudo lindo. A única coisa que fez o episódio valer a pena. Então, como já tínhamos visto na promo, Ellen confronta Patty sobre a tentativa de assassinato, e a advogada nega estar envolvida nisso, que apenas assumiu a culpa na segunda temporada pois Ellen estava apontando uma arma para ela. Acreditar ou não? Patty Hewes é Patty Hewes, e por mais que tenha sido “fofa” no aeroporto, continua sendo fria, calculista e manipuladora. Espero que mais seja abordado nos próximos episódios, e não apenas na finale.







