Há alguns dias mesmo, eu estava conversando com uma amiga sobre a renovada safra de séries americanas, em que surgiram muitas séries legais ao mesmo tempo – ou outras que se renovaram e passaram a ser boas. E eis que nesse feriadão, quando pego minha Veja para ler, vejo uma matéria de Isabela Boscov (“A ordem é suar a camisa” – 2 de maio de 2007) falando justamente sobre isso. Antigamente, priorizava-se ter um elenco de grandes estrelas, pagando salários astronômicos para mantê-los, sugando assim grande parte do orçamento das séries. Como conseqüência, sobrava pouco para produtores, autores e roteiristas de ponta, o que ocasionava na incapacidade de explorar o máximo desses superstars hollywoodianos, e dificilmente despontava uma série realmente muito boa.
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Hoje isso se inverteu. Os salários se tornaram mais realistas, e assim sobra mais dinheiro para o que realmente precisa ser de ponta para uma série de sucesso: o enredo. Exemplo é o que não falta: Lost, Heroes, C.S.I., Grey’s Anatomy etc. Nenhum dos rostos presentes era tão conhecido antes de entrarem pra essas séries, e mesmo que os artistas presentes não fossem estes que vemos lá, essas séries continuariam sendo muito boas! As ausências de Mathew Fox ou de Hayden Panettiere, por exemplo, em nada afetariam, pois o que sustenta essas séries é a trama. Talvez a única exceção ao meu ver fique por conta de Kiefer Sutherland mesmo; sem ele 24 Horas não seria a mesma. Mas a verdade é que o modo de pensar em como distribuir o orçamento dentro da produção das séries está mudando. E com isso quem ganha somos nós. Afinal isso significa mais séries com possibilidade de serem melhores trabalhadas pelos cérebros por de trás das câmeras. E como a própria autora disse, tomara que o cinema também aprenda essa lição.








