Arrow – 01×02 – Honor Thy Father

   

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“You failed this City”

Arrow é o tipo de seriado que mesmo que apareça algum erro, ainda assim consegue convencer e muito. No caso, não foi propriamente um erro. Achei os primeiros minutos tão acelerados que fiquei apreensiva. Não acho que seguir num ritmo intenso demais seja o caminho. Mas no desenrolar da história o ritmo fluiu bem melhor e aí, quem se importava com início acelerado?

Vou ficar muito triste quando Tommy Merlyn deixar de ser best friend e se transformar em vilão. Eu adorei o personagem. É alegre, descontraído, o tipo de amigo com quem você sai para fazer milhares de coisas erradas. O tipo com quem você senta e rola de rir ao lembrar de coisas antigas. Precisavam disputar a mesma garota?

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Já o bodyguard John Diggle desconfia da vida dupla de Oliver. Se ele descobrir a verdade, resta saber se será um aliado ou se morrerá. Torço para que permaneça como aliado porque o personagem é ótimo e Oliver precisa de alguém assim para conversar. A cena do apartamento de Laurel sendo invadido pela tríade foi uma das melhores sequências do episódio! E também contribuiu para aumentar a desconfiança de Diggle.

E Théa? Apesar de saber que ela é uma adolescente problemática, já a considero uma das minhas favoritas! Com todos os seus problemas ela foi madura o bastante para chamar Ollie a razão e ajudá-lo a superar seus traumas.

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Tem um detalhe que não posso deixar passar. Se em algum momento eu fui contrária à ideia de ter Stephen Amell como Arqueiro Verde, as cenas sem camisa me convenceram que ele foi uma escolha excelente.

Brincadeiras à parte, vejo muita semelhança no trabalho desenvolvido por ele na série com o de Christian Bale em Batman Begins. Não me refiro apenas às atuações bem dirigidas dos atores. Antigamente as adaptações para tv/cinema das HQ’s acabavam afastando-se do verdadeiro universo dos quadrinhos. Eram mais romanceadas, mais fantasiosas, menos cruéis. De uns anos para cá a tendência tem sido outra: uma adaptação mais fiel, se não à história pelo menos a dramaticidade. Comparo os dois atores porque as duas adaptações fugiram um pouco da história tradicional, mas conseguiram extrair das HQ’s a carga dramática na medida certa. Eles são atormentados pela perda dos pais, lutam por uma cidade e acabam se perdendo no meio do caminho.

Oliver demonstra ter passado por situações traumáticas desde o acidente de barco: da morte da namorada e do suicídio do pai até a ilha hostil. Essas situações o impedem de se conectar com as pessoas que mais ama. Sem contar os detalhes em comum entre as tramas: uma empresa para controlar, a necessidade de construir um milionário superficial enquanto luta para livrar a cidade dos bad guys; um treinamento especial; entre outras coisas. Nas HQ’s de Green Arrow também havia uma versão de Robin: Speedy.

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Apesar da rápida aparição, foi legal ver a vilã China White em ação. Nos quadrinhos ela é um pouco diferente. Ela é quem lidera um grupo de traficantes de drogas que se escondem numa ilha vulcânica. Será a mesma ilha onde Oliver ficou? Se não me engano, quando ele a encontra, nas HQ’s, ele já é o arqueiro verde.

E o caderninho? Eu tinha certeza que ele havia encontrado com o pai, o que se confirmou, mas imaginava que as anotações eram do pai e não dele! E o arqueiro que surge na ilha? Esse foi um dos detalhes que me deixaram confusa no Pilot. O cara fica perdido numa ilha, supostamente deserta, e volta lutando muito, com uma mala estranha, com o corpo repleto de marcas e falando outras línguas. Ilha deserta? Imagine o tipo de gente que frequenta a tal ilha! Essa foi uma das alterações da história original que mais me agradou. Imaginar a tal ilha como o reduto dos excluídos, onde somente a escória da sociedade vive. Talvez um tipo de prisão ou o tipo de lugar que você vai para esquecer os erros do passado. Considerando que você foi um louco que matou dezenas ou centenas de pessoas, ali seria o lugar perfeito para se penitenciar. O próprio nome já é sugestivo: Purgatório (Lian Yu). E a dificuldade de falar a respeito, somada às marcas no corpo, só alimentam a ideia das situações terríveis que ele deve ter passado ali.

O mais difícil de engolir: mamãe sabotou o iate. Que meiga! Mas já era de se esperar. Só gostaria de saber se ela estava ciente da presença do filho na viagem. A cada episódio fico mais curiosa sobre a Mommy Queen… Além de fazer parte de uma organização, sabotar o iate do marido, sequestrar o filho, seria ela a verdadeira mãe de Oliver e Théa? E o símbolo da organização? Curiosamente aparece estampado no caderninho. Algo que veremos novamente em algum momento…

   

Sobre Danielle Borges

Sou carioca, professora, formada em Letras e viciada em séries desde sempre! Assisto de tudo: desde séries antigas (anos 60/70) até as séries atuais. Twitter: @DanielleRB.

Comentários

  1. Camila_Cerdeira disse:

    Incrivel como Arrow me pegou, achei que fosse ser o maior desastre da temporada e só se manteria pelo alto nivel de shirtless.
    Acredito que adapter é preciso, o que não se pode é desrespeitar os HQ's originais, por isso defendia Smallville até sua terceira temporada, foi uma adaptação respeitosa, mas ali na quarta foi desastre e só piorou.

    Espero que isso não aconteça com Arrow, a série começou muito bem e minha maior curiosidade é pelo desenvolvimento da Speedy, ela tem sido a personagem mais interessante ali. Pode render tanto.

    O gancho final do episódio foi otimo, Olliver precisava de um mentor, sem um nada faria sentido, ninguém aprende a atirar, lutar mil artes marciais sozinha numa ilha apenas por não ter acesso a Wi-Fi

  2. Danielle_Borges disse:

    Eu sou superfã de HQ, vc sabe. E curto adaptações respeitosas. Detesto aquela coisa mt romanceada, apesar de ter crescido com as reprises de Batman anos 70 e filmes Superman anos 80. Nada mais bobinho que essas adaptações. São gostosas de assistir, mas desvinculadas da emoção das HQ's.

    Eu não vi Smallville antes da 4 temp. Eu só comecei a assistir quando a participação da Lois era mais efetiva, acho q Lana já tinha se casado com Lex e o pai do Clark morrido. Não lembro a ordem dos fatos, nem sei se estou misturando temporadas. Minha memória não é tão boa assim. Curti pq a partir daí começa a trajetória do Clark, indo para o jornal, convivendo com Lois, etc. As duas últimas temporadas se aproximam muito dos quadrinhos.

    Arrow tem sido uma delícia de acompanhar em tds os sentidos. Tem muito potencial, bons personagens e não despreza a HQ. Speedy é a mais interessante pq é a pessoa mais consciente, lógica e coerente ali, apesar de ser novinha e ter vários problemas. Ela tb é bem perceptiva e já começa a ajudar o irmão, de certa forma. Menos uma adolescente sem noção nas séries!

    O arqueiro que o atinge no final condiz com o aprendizado dele, a mala e os pertences (capuz, arco e flecha), além de outras coisas. Eu me lembro que Oliver diz que passou 5 anos se preparando para retornar, o que alimenta a minha teoria de que o seu retorno não foi por acaso. Ele se deixou achar quando sentiu que estava pronto.

  3. Djair Barros disse:

    Amei a Thea tbm.. só uma dúvida ela é a mesma atriz que interpretou a irmã da Marissa cooper em THe O.C. ? não sai da minha cabeça a semelhança… mas, whatever… curtindo a série..

  4. laynecris disse:

    Fiquei fanática na série! Ainda bem que a audiência está boa, então vou ter muitos episódios para assistir.
    Eu boto muita fé na série também porque tem o Greg Berlanti como um dos produtores, e ele nunca me decepcionou.
    E Hj tem novo episódio, mas antes quero rever esse 1×02, pelo menos a parte do apartamento que foi sensacional!

    • Danielle_Borges disse:

      Concordo com vc! A série é muito boa e a cena do apto tb é a minha preferida. Os sentidos dele são bem aguçados! Estou louca p/ assistir o 3º ep.

  5. Dutrinha disse:

    “O cara fica perdido numa ilha, supostamente deserta, e volta lutando muito, com uma mala estranha, com o corpo repleto de marcas e falando outras línguas. ” Duvida que me perseguiu quando assisti o pilot.

    Olha, tinha comentado que tava amando a “Mommy Queen”, mas ela sabotar o barco com seu filho junto? pra mim já é demais!

    Espero que ela não seja mãe dele, pra mim voltar a gostar dela.

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