Demorou, mas aconteceu: na nona temporada de American Idol, é possível ver os primeiros sinais de um possível esgotamento de talentos. Se até hoje a fase de auditions nos reservava ao menos umas duas boas surpresas – ou rostos dos quais nos lembraríamos adiante -, esta temporada parece ter apostado bem mais no drama pessoal para causar algum tipo de reconhecimento. No entanto, pudemos ver alguns poucos candidatos que merecem uma segunda olhada. Quem sabe a surpresa não vem mais à frente?
Até agora, a maior graça do show tem estado atrás da mesa dos jurados. Sem a Paula, a produção apostou em jurados convidados de renome, como Victoria Beckham, Katy Perry, Joe Jonas e Neil Patrick-Harris. Se a presença de Paula faz falta por uma questão afetiva (afinal, quem não aprendeu a amar aquele pequeno duende alcólatra de vestuário totalmente inapropriado para a idade?), de um ponto de vista técnico, é irrelevante. Até porque, agora, ganhamos novos benefícios, como as cat fights entre Katy Perry e Kara “opiniões-incoerentes-e-irrelevantes” Dioguardi e as alfinetadas deliciosamente britânicas entre Posh Spice e Cowell – que, aí sim, vai fazer uma falta absurda temporada que vem.
De qualquer maneira, vamos dar uma relembrada nestes seis primeiros episódios com alguns dos rostos mais memoráveis – para bem ou para mal – e aqueles relances de brilhantismo que nos lembram dos motivos pelos quais ainda amamos o Idol em primeiro lugar. Deixem suas apostas!
Episódio 1 – Boston
A convidada do dia foi Victoria Beckham, que aproveitou para trazer um senso fashion – já que o musical não é lá aquelas coisas. Ganhando pontos pelas eventuais alfinetadas em Simon, ela chegou a comentar que “vivia esquecendo as letras das músicas”, o que é curioso se considerarmos que ela devia cantar dois versos de cada CD das Spice Girls… Enfim, uma participação bastante baunilha, mas inofensiva, até porque ela sequer ocupa espaço.

Na falta de personagens marcantes, o Idol decidiu apelar para não uma, mas duas doces adolescentes de 16 anos com valores familiares e boa procedência. A primeira, Maddy Curtis (foto acima), tem 11 irmãos, e três com síndrome de down. Falho em ver a relevância disso para o programa, mas enfim, o aproveitamento emocional da situação foi sem fim. Com uma versão engraçadinha de “Hallelujah” (nossa, NEM ouvimos essa música mil vezes), ela passou e deve seguir pelo menos para os 24. A outra enjoad… Digo, jovem, foi Katie Stevens, cuja vó tem Alzheimer. Wow. Enfim, doença irrelevante à parte, com “At Last” (outra que já ouvimos à EXAUSTÃO), ganhou a simpatia do mundo e deu a notícia por telefone para a vó portuguesa (fun fact: foi em português). Já Justin Williams conseguiu o bilhete amarelo e uns bons olhares de pena após a historinha do “sobrevivi ao câncer”.
As tradicionais “figuras” do Idol também não foram lá aquelas coisas. O prêmio aberração do dia vai para Andrew Fenlon, o pseudo Clark Kent que fez Simon Cowell parecer Polyanna com seu humor sombrio e observações rabugentas sobre o fato de que teve que passar o dia esperando para cantar. É, meu amigo, e os juízes, que passaram o dia ouvindo pessoas como você?
Fora isso, Bosa Mora (foto ao lado), de voz aveludada e carinha de bom moço, deve chegar no sapatinho, estilo “Chikezie”. Leah Laurenti, a garota adorável que só podia ouvir música religiosa na infância, é outra a ser observada – apesar de não ter, obviamente, potencial nenhum para vencer.
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Episódio 2 – Atlanta
Mary J Blige, jurada convidada, passou em branco. Sem comentários relevantes, limitou-se a rir, rir e rir mais um pouco. O que talvez tivesse sido uma tentativa de homenagem a Paula, se pensarmos bem… Enfim, não acrescentou e, em certos momentos, irritou.

Quanto aos candidatos…O momento “apelation” ficou para Vanessa Wolfe (foto ao lado), a garota esquisitinha de uma cidade minúscula que, sem estilo nenhum, vai ser a primeira a passar por uma “makeover”. Acho que querem mandar um “Ela é Demais” na garota. Wolfe, no auge de seu sotaque caipira e dentes separados, mora com a avó e pula de pontes como hobby. Vocalmente, faz o estilo Kelly Pickler. Pulou e comemorou sua primeira viagem de “aeroplane” quando conseguiu o “sim” dos jurados. Escolheu uma música country obscura e não a cantou muito bem, mas quem se importa?
Mallorie Hailey, loirinha, meio country – mas com aquela puxada pop estilo Carrie Underwood – fez uma versão divertida de “Piece of my heart” da Janis Joplin, e deve chegar longe com a atitude all-american girl. Já Brian, o policial careca que provavelmente tira gatinhos de árvores, também conquista com o jeito pai-de-família. Afinal, todos sabem que não pode faltar pelo menos um desses nos 12 finais (Phil Stacey, anyone?).

Jermaine Sellers (foto acima), no melhor estilo bom garoto de igreja, é um dos candidatos mais fortes da temporada. Além de ser cantor gospel, o que já garante uns bons pontinhos de popularidade, mandou uma versão estilizada de “What if God was one of us”. Pronto, tem o coração dos Estados Unidos na mão. De qualquer maneira, ele é bom.
Larry Pratty, no entanto, roubou a noite com sua música original, “Pants on the ground”, que não convenceu os jurados nem de leve, mas virou Trending Topic no Twitter. Bem, pelo menos o homem teve seus quinze minutos de fama.
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Episódio 3 – Chicago
Shania Twain fez jus ao título de “queridinha dos Estados Unidos” como guest judge. Estonteante, como sempre (meu deus, esta mulher dorme em formol), Shania fez comentários relevantes (e por “relevantes”, eu digo relacionados a música, ao contrário dos outros juízes), foi calorosa e aberta e ainda flertou com um japinha de uma maneira simplesmente adorável.

Num dia sem nada muito marcante, eu curti bastante o candidato John Park (foto acima) – o tal japinha que levou uma cantada da Shania. Fofo e identificável, o garoto tem uma voz grossa, um timbre agradável e diferente, além de um sorriso gostoso. É um daqueles que mostram que você não precisa ser cantor de igreja para transmitir boas vibrações. Já Angela Martin, que chegou a ir para Hollywood duas vezes antes, mas teve que desistir da competição por motivos pessoais, ganhou uma terceira chance, e algo me diz que desta vez emplaca. Ela não tem nada de muito diferente, mas é aquela mãe com vozeirão que não pode faltar no programa (vide Latoya, Lakisha e Lil Rounds).

Já a loirinha Katelyn Epperly (acima) teve a história familiar mais caída da temporada. O programa decidiu se aproveitar do fato de que os pais dela se divorciaram recentemente – oh, wow, pais divorciados, que terror. Drama estúpido à parte, ela cantou “Syrup and Joney”, da Duffy, com propriedade. Bonita e agradável, também aposto minhas fichinhas nela. Paige Dechausse é outra bonitinha de história triste. No caso dela, um pouco mais triste, já que ela quase morreu de asma quando era criança… Cantou, muitíssimo bem, “A change is gonna come” e é outra a ser observada.
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Episódio 4 – Orlando
A fofíssima Kristin Chenoweth, que recentemente participou de Glee e da cancelada Pushing Daisies (awwwn), foi a convidada especial. Desenvolveu toda uma amizade bonita com a Kara e trouxe parte da dose de amabilidade perdida com a Paula. Além de tudo, ela tem alguma moral para falar, já que rola toda uma coisa Broadway.
Seth Rollins também tem a vibe pai-de-família. A história triste, desta vez, foi o filhinho autista. Rollins cantou Sinatra e, com o golden ticket em uma mão e o filho em outra, comemorou a ida para Hollywood. É um fofo, mas não diria memorável. Aliás, “memorável” não se aplicou a nenhum dos candidatos do dia, o que levou a produção a apostar, novamente, no exagero de historinhas. Uma delas, btw, foi um ladrão de banco buscando a redenção no Idol. Quero dizer, há uma fina linha entre o admirável e o simplesmente esquisito, mas quem sou eu para julgar?

De qualquer maneira, Cornelius Edwards (foto acima) indo até o chão quase valeu a noite no quesito “entretenimento”. Além de ganhar a chance de ir para a próxima fase, conseguiu rasgar as calças em vários de seus movimentos de dança proibidos para menores. Shelby Dressel, com um defeito nos nervos que a fez perder o movimento do lado direito do rosto, ganhou o bilhete mesmo esquecendo parte da letra ( e exclamando um palavrão logo em seguida). Pior que nem cantava tão bem assim. Esses jurados estão realmente amolecendo…
As irmãs Bernadette e Amanda Desimone fizeram o momento “constrangimento familiar” da noite. Sabe, o clássico, quando os juízes acabam passando as duas, mas deixam claro que deixariam uma para trás?! Imagino a situação na mesa de jantar desta família depois. Enfim, vamos ver onde isso vai dar (uma palavra: Sanjaya).
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Episódio 5 – Los Angeles
As juízas convidadas foram Avril Lavigne e Katy Perry. Avril aproveitou para descontar todos os anos sendo esculachada pela crítica nos pobres candidatos. Falou uns “não”s bem suspeitos, na minha opinião. Ah, bem, transferência é uma coisa linda. Já Katy Perry, desbocada e divertida, valeu pelas alfinetadas em Kara. Quase fiquei com pena. Mas foi só a Kara abrir a boca que a pena foi embora rapidinho.

Momento bizarrice: amigos televisólatras, vocês lembram de um candidato chamado Daniel Franco (foto acima), do Project Runway? Franco, eliminado no primeiro episódio da primeira temporada, chegou a participar novamente do segundo ano do programa (acho que a produção ficou com pena de ter cortado o homem tão cedo na temporada anterior). Enfim, eis que surge, EM PLENO AMERICAN IDOL, ninguém menos que o próprio, DANIEL FRANCO. Nessas horas nós vemos como as pessoas REALMENTE querem aparecer na televisão a qualquer custo (*cof cof THE HILLS *cof cof*). Deprê.
Anyway… O destaque da noite, para mim, foi Andrew Garcia (foto ao lado), com uma versão deliciosa de “Sunday Morning”, do Maroon Five, (sim, os candidatos ainda cantam músicas feitas nas últimas três décadas). Apesar da tentativa do programa de elevar Garcia como um herói simplesmente por ter crescido na pobreza e nunca ter participado de uma gangue, a voz valeu a apelation – que incluiu cenas dele abraçando o pai e segurando o filhinho pequeno. Independente de qualquer coisa, ele promete e deve ir longe.
Chris Golightly (foto abaixo), que viveu com diversas famílias adotivas, também conquistou o coraçãozinho dos jurados com seus cabelinhos cacheados e olhinhos azuis. Foi OVER pimpado por eles com uma versão meio baunilha de “Stand by me”. Nada de muito especial, mas fofo, nonetheless. Katy Perry, novamente, foi heroína: interrompeu todo o monólogo de Kara sobre a história inspiracional do garoto com um: “querida, isso não é um filme meloso”. OH, SNAP.

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Episódio 6 – Dallas

Neil Patrick Harris e Joe Jonas foram jurados. Joe Jonas passou em branco, mostrando porque o Nick é o chefe da família. Já Neil Patrick Harris – ou “Barney”, para os mais íntimos – BOMBOU ABSURDOS. Engraçado e direto, foi pro pau com o Simon e deu opiniões relevantes – o que mudou um pouco a dinâmica do programa. Por mim, super chutavam a Kara e botavam ele no lugar. Ou, no mínimo, deveriam cogitar o nome dele para o lugar de Simon na temporada que vem. Mas não pensemos nisso, pois a perspectiva de um Idol sem Cowell já me causa dor no coração… Enfim, Dallas.
Todrick Hall foi o nome da noite, sem sombra de dúvida. Além da voz linda, cantou a primeira música original decente do programa: uma paródia MUITO legal do programa. Amável, original e divertido, Todrick promete MUITO. Claro que o Simon deu uma segurada na empolgação dos juízes, tecendo críticas até bem bobas ao moço, mas nomes como Clay Aiken, David Cook e Adam Lambert nos lembram de que as birras do Simon às vezes são BASTANTE infundadas. Amamos o Simon, mas rola toda uma satisfação especial quando ele quebra a cara. Tipo amor e ódio.
Erica Rhodes foi outro destaque, mas nem tanto pela voz. A garota, que fazia parte da turma do Barney (isso mesmo, o dinossauro roxo que curtia abraços), decidiu mostrar que cresceu se apresentando com uma roupa de couro e um CHICOTE. Bem, showzinho à parte, os juízes gostaram da brincadeira, e ela passou. Porém, algo me diz que a vozinha enjoada de boa menina só vai levá-la até certo ponto. Veremos.
Bem, é isso. No próximo post, voltamos com a programação normal.
This… is AMERICAN IDOL!










Nunca assisto essa primeira fase. Sempre espero pelos Top 12. Apesar de rir horroes com algumas figuras que aparecem nesse início de temporada.
Vou continuar acompanhando. E se Simon sair… Se ele sair… Ah, se sair…
Não, não tenho fôlego nem coragem para deixar American Idol. XD
Essa temporada realmente não é a mais interessante, porque depois de um tempo as figuras acabam ficando meio forçadas. Eu, particularmente, curto mais ver o talento, mesmo ;D
E eu também pensei em fazer essa promessa de parar de ver se o Simon sair, mas sei que irei descumpri-la… O poder de American Idol é maior que tudo. Até mesmo o Simon! Sejamos fortes e superaremos esta ausência juntos!
;*
Temporada não, fase. Confundi os termos televisivos!
Acho que Idol não vai mais muito longe não…Com Simon saindo e a chegada do X-Factor(que não vai substituir AI,apenas vai passar em outra época,na Fox tbm).Vai ser um tiro no pé tão grande que capaz dos americanos repunarem dos 2 programas.