Ainda não tenho uma opinião formada sobre a qualidade desse episódio de 90210. Estou transitando entre dois tópicos: O aprendizado e a desconfiança. Duas palavras distintas, que buscam atingir o público de maneira totalmente avessa, mas que foi usada aqui em um único sentido. Sinceramente? Ainda não sei se combinou. Aprendizado no sentido mais literal da palavra, onde cada história veio com uma lição de moral no final e desconfiança de um modo genérico, quando se colocou em xeque relações amorosas, de amigos e até profissionais. Não estão entendendo nada? Vou tentar ser mais específico.
Decepcionei-me tanto com Naomi nesse episódio, fiquei tão triste por ela ter se passado de burra e confiando a torto e a direito. Tava na cara que Alec não era flor que se cheirasse, mas mesmo assim ela deu uma colher de chá ao amigo de seu marido. Em que momento ela faria isso no passado? Nunca! Naomi era conhecida por sua impetuosidade, revertida em uma forma impulsiva e explosiva de ser. Agora essa pessoa que se deixa levar por uma simples palavra de conforto e que muda de ideia de uma hora pra outra não é a nossa Srta. Muller-Clark, que amamos e apendemos a admirar. Tive vontade de entrar no computador e esganá-la com aquela ultima cena, em que aparecem as fotos no parque. Meu Deus, estava tão claro que era armação! Só lamento, porque né, chorar não resolve.
Adorei a dúvida que foi plantada na cabeça de Silver pela sua amiga do hospital e parceira de doença. Sério, fiquei pensando se na hora da fertilização ela não vai mudar de ideia e pedir que arranquem seu útero e ovários. Gosto quando são dadas aos personagens a opção de escolher entre duas possibilidades, dois caminhos que os levarão a diferentes horizontes.
Pausa dramática para o chá de bebê que fizeram para ela na parte em que aparece o stripper e aquela dancinha pesarosa. Foi divertido ver a expressão de espanto das meninas, a de Annie me matou de rir.
Riley seu lindo, um beijo e um abraço pra você! Foi espetacular os nocautes que ele deu em Dixon, as lições de moral, os cortes. Cara, na boa? Você tem um fã.
Annie estava deixando o irmão mais azedo do que costumava ser, se achando um looser, culpando outras pessoas pelas suas escolhas. Bitch please! Agora quando o terapeuta começou a falar, escancarei um sorriso de orelha a orelha! “Não tire seu direito de ser vítima? Entende o quão patético está sendo?” Jura que demorou cinco temporadas para alguém esfregar isso na cara desse imbecil? O que me conforta é que antes tarde do que nunca. Agora só falta a Wilson assumir que quer o corpinho nu em chamas do rapaz. Não demore muito, ok linda? Você está começando a ficar entediante.
Não tem como não entrar na questão jurídica em que Liam está metido. Aqui no Brasil nunca que ele iria ser indiciado por homicídio. Primeiro, porque não se tem provas irrefutáveis de que Vanessa morreu. O máximo que o ator responderia seria por omissão de socorro, pegaria de um à seis meses de detenção ou multa. Resumindo: Iria prestar alguns servicinhos à comunidade e fim. Mas como é nos Estados Unidos, país de primeiro mundo… Deixa pra lá. (Sério que Annie ainda está enrolada com o inventário de Marla? E ainda falam que a justiça do Brasil é lenta).
Retomando o que quis dizer no primeiro parágrafo, sobre desconfiança e moralidade, foi impressionante como os roteiristas conseguiram desacreditar tanto as pessoas sobre amizade, sobre honestidade e coragem. Sei que isso tudo é necessário para direcionar a história e que eu mesmo venho clamando mais por ação, mas para que tirar a pouca fé depositada sobre esses frágeis sentimentos? São pouquíssimos os que têm noção do que é ser amigo, do que é ser honesto e corajoso e a série arrancou isso de um modo muito rude.
Quanto à moralidade, vou falar do que mais mexeu comigo. Foi tão bonito a motivação de um obstáculo e superação deste. Sei que implico com Dixon, mas isso vai além. Muitos reclamam de sua vida difícil e pesarosa, de seu fardo, mas não sabem o que o vizinho, a pessoa que senta ao seu lado no ônibus ou até mesmo seu melhor amigo carregam. Por isso digo que ainda estou em duvida se essa fusão combinou, arrancando algo tão vital e devolvendo outro de mesma importância. Bora refletir?!











Eu gosto de 90210, mas sinto falta de poder torcer por um casal até o fim. Como torço por Chuck e Blair (GG), ou como torcia por Lucas e Peyton(OTH) entre outros. Desde que a série começou, já tiveram tantos "troca-troca" que quando você se acostuma com um par, logo este se separa. (só queria desbafar rs)
Ótima review
Nunca tinha parado para pensar nisso, Bárbara. Você está coberta de razão! Nao conseguímos nos apegar a um casal, quando estamos habituados com um, eles arrancam de nós.
Pode vir desabafar sempre aqui! É um honra ler desabafos de fãs.
Obrigado pelo elogio a review!