Smallville – 09×10 – Disciple
08/02/10 por dudustorm

Nos episódios anteriores, eu e a Quezia demonstramos nossa satisfação com Smallville. É claro que a série nunca voltará aos tempos dourados das primeiras temporadas, mas ultimamente tem satisfeito as necessidades dos fãs que acompanham a série há quase 10 anos. E Smallville só continua no ar por causa desses fãs. Tantas coisas ruins são ditas sobre a série que as pessoas que não conhecem não se animam a começar da primeira temporada. Fora que nove temporadas não é um número que anime nenhum iniciante.
Depois da (ótima) trama apresentada em Pandora, não temos idéia de que rumo a série irá tomar para impedir os acontecimentos que vislumbramos no futuro. A única coisa que todos esperávamos era que a série mantivesse o nível, mas parece que isso é pedir demais. Não foi apenas mais um episódio para “encher lingüiça”; com isso estamos acostumados. Foi desnecessário a um nível onde passamos a duvidar da dignidade dos roteiristas e produtores. Um pouco de respeito para com os fãs que agüentaram firme durante nove temporadas seria o mínimo a se fazer.
Tentam fazer com que o Oliver dê tiradinhas e faça referências, mas com ele não funciona. Na verdade, não funciona saindo da boca de ninguém. Foi-se o tempo que Smallville podia utilizar-se desse recurso. Hoje em dia, as referências usadas por eles não fazem parte do cenário pop atual como costumavam fazer e o significado de algumas, às vezes, passa batido. E, mesmo que elas não funcionem mais, são usadas sem moderação. Três em um só episódio não dá, né. As tiradinhas tentam ser adultas porque os personagens são adultos, mas isso não funciona em uma série teen. Kill Bill, Steven Segal e Jekyll e Hyde? Desculpa. A única pessoa que ainda consegue ter diálogos engraçadinhos e sarcásticos é Lois, e ela não precisa utilizar referências batidas para consegui-lo.

Até Chloe, que desde a primeira temporada tinha o melhor roteiro, se tornou um personagem desnecessário. Sempre com aquela cara de preocupada. Uma coisa ainda me intriga muito: Oliver é rico. Clark e Lois trabalham no Planeta Diário. Mas e Chloe? Como ela consegue todos aqueles recursos? Ela assalta bancos pela internet? Só isso explica os equipamentos da Torre de Vigilância e seu incrivelmente potente Google Earth. E agora que Clark superou a fase do “eu não posso te contar”, uma nova fala foi inserida no roteiro fixo do personagem: “você deveria ter me contado”. Assim não dá.
A história do episódio em si não foi de toda ruim. Foi uma trama boa com desenvolvimento aceitável, mas os personagens estão sendo muito mal utilizados. Até Mia, a aprendiz de Oliver, ressurgiu. E claro que depois de algumas semanas a ex-prostituta já se tornou a Noiva (tentando citar Kill Bill, como Oliver). Algumas coisas me fizeram virar os olhos de descrença, como o labirinto em forma do símbolo de Vordigan (nome de remédio) e Zod dando um discurso com uma maçã nas mãos, mas enfim.

No final, Zod diz que precisam encontrar o livro de Rau que Jor-el deixou na Terra para que a torre que dará poder aos kryptonianos possa ser construída. Mais alguém pensou nas cavernas? Jor-el deixou seu talismã escondido lá, então pode ter deixado o livro também. Trazer as cavernas de volta seria uma boa jogada para retomar a confiança dos fãs antigos, já que algumas das melhores tramas da série tiveram envolvimento com elas. Mas, mesmo que a série esteja “desapontante”, para quem já aguentou nove temporadas isso não é nada de mais.
Abaixo, a promo do próximo episódio, concebido como o telefilme Absolute Justice.










O Hamilton [com o dinheiro do Oliver] deve financiar a Chloe! Afinal, foi ele que instalou o “maquinário pesado” na Torre.
Oliver que banca a Chloe.
Desde que ela decidiu deixar tudo pra virar Watchtower.
Ela se dedica só a isso e ele banca.
Quando ela foge com o Davis, na temporada passada ele até fala, que investiu milhões nela.