Lie to Me – 1X06: Do No Harm/1X07: The Best Policy
04/04/09 por blognatv
Antes de começar os comentários, peço desculpas por demorar a atualizar. Estava terminando mais um semestre da faculdade, cheio de provas, na correria e no momento estou livre, podendo voltar a escrever sobre Lie to Me. Para isso, esse é um post duplo, onde comentarei dois episódios de uma tacada só: Do No Harm e The Best Policy, o sexto e sétimo da primeira temporada, respectivamente. Até agora, o melhor episódio, na minha opinião foi o quarto, Love Always. Depois a série voltou com sua narrativa normal, onde Lightman e seu grupo desvenda dois casos por vez. O que deixa sem muitas novidades é por que segue a mesma linha e não nos surpreendemos tanto, sendo apenas um seriado bom para se acompanhar, mas nada de sensacional. Além disso, os casos são interessantes, mas que não desafiam muito os especialistas em linguagem corporal e possuem uma resolução na maioria das vezes preguiçosa. O que é interessante notar é que os roteiristas estão aos poucos mostrando fatos íntimos dos seus personagens principais, o que não os deixa com aspectos unidimensionais, como já tinha comentando em posts anteriores e são os maiores destaques desses dois episódios.
Do no Harm, dirigido por John Behring, tem o mesmo andamento padrão da série. Cal Lightman e Gillian Foster investigam o desaparecimento de uma garotinha de 11 anos, chamada Samantha Burch (Madeline Carroll), vista pela última vez há dois meses saindo da escola. Primeiramente, acredita-se que a garota esteja morta e talvez seus pais adotivos fossem os responsáveis, mas, com o desenrolar das investigações, verifica-se que não é tão simples assim. Enquanto isso, Torres e Loker se encarregam de outro caso: Farida Mugisha (Christine Adams), ativista da paz, está lançando um livro baseado em sua vivência desumana no nordeste de Uganda, quando fora sequestrada por facções criminosas responsáveis por comandar massacres no local. Diane Ktretschmer (Alison La Placa), editora-chefe da Ashmont Press, responsável pelo lançamento do livro de Farida, ouviu boatos de que a ativista tenha participado dos assassinatos em Uganda e pretende investigar o fato, com a ajuda de Ria e Eli.
O caso de Samantha faz uma relação com a própria Gillian e sabemos sobre seu papel de mãe, onde seu passado vem à tona em um bom momento do episódio. O que teria sido o motivo para a garota ter desaparecido? Violência dentro de casa, estranheza pelos pais adotivos ou outro motivo? Porém, seu desfecho é um pouco fraco. Do outro lado, há um maior destaque para Loker, onde ele se envolve com Mugisha, pois acha que se a moça mente, ela é bastante habilidosa, já que não demonstra nenhum sinal de nervosismo durante os questionamentos sobre os fatos de Uganda, sendo Eli pressionado por Torres, com sua intuição ímpar para descobrir se a pessoa mente ou não. Também mostra a dificuldade em manter um relacionamento sincero com uma pessoa como Loker ou qualquer um da equipe de Lightman, especialistas na linguagem corporal, onde qualquer sinal suspeito já seria motivo de briga ou desconfianças. Os roteiristas tentam dar uma atenção à África nesse episódio, servindo como denúncia e uma crítica social de conscientização sobre a situação violenta nesse país, até conseguindo um bom final no caso da Mugisha, mas que não é nada de novo, principalmente se formos observar como o cinema atualmente vem dando espaço para esse assunto. Tirando esses bons momentos, o episódio foi bem morno, sem nenhuma reviravolta surpreendente ou algo do tipo, valendo mais pelas incursões na personalidade de Gillian e Loker.

Já o episódio 7, The Best Policy, dirigido por Arvin Brown, foi um pouco melhor e teve momentos interessantes. Aparece nele o Dr. Jeffrey Buchanan (D.W. Moffett), antigo cirurgião geral americano e grande amigo de Cal Lightman. Ele está envolvido em uma das investigações da vez: A Ribocore Farmacêutica produz pílulas de insulina chamadas Priox. Erica Vanderman (Alexa Fischer) é a diretora desta empresa e amiga de Buchanan. Alguém de dentro é acusado de roubar a fórmula do Priox e fabricar uma cópia, onde já haviam constatados três casos de derrame por causa do uso desse remédio. Uma das vítimas é Drew Coleman (Tony Aaron II), estopim para que iniciasse as investigações sobre uma possível fraude na empresa farmacêutica. Cal tem sua confiança testada e realmente é enganado nesse episódio, um fato interessante de se ver, parecendo mais humano quando confrontado pela ríspida Ria Torres, que sempre discute com o patrão, seja qual for o motivo. Engraçado que todo episódio há uma troca de parceiros (Sem maldades), ora sendo Cal e Gillian, ora Torres e Loker.
O outro caso trata-se de dois jovens irmãos. Marcus (Brian R. Norris) foi visitar sua irmã, Nicole (Jessie Lande), esta que vive no Iêmen. Quando dirigiam por uma rodovia, Marcus mostra um pacotinho de haxixe que trouxera para aproveitar a visita com a irmã, porém, militares passavam por ali e pegam os dois no flagra. E sabe como é a pena nesses países se for pego com drogas né? Há uma luta diplomática a fim de fazer um acordo com os Vice-embaixadores Hassan (Nick Hodaly) e Rafid (Waleed Zuaiter) e trazer os dois americanos de volta para sua terra, mas os iemenitas sentenciam Marcus e Nicole à morte e devem correr contra o vento para fazer alguma coisa urgentemente. Há, no entanto, um favorecimento maior para com Nicole quanto à libertação e Gillian e Loker são chamados para investigar o passado da jovem, para descobrir se há algo escondido debaixo do tapete e tentar fazer um acordo para retirar Marcus de lá também são e salvo, apesar de visivelmente torturado e maltratado pelos soldados iemenitas.
Só não gostei, novamente, do final do caso dos irmãos e The Best Policy termina com algo que já imaginava: A Gillian tem um marido bastante mentiroso e ele sempre com aquela conversinha de sair tarde do trabalho acaba aprontando uma com ela. E Cal está ali na espreita, vendo tudo. Os próximos episódios prometem, se passarem a se concentrar mais e mais nos aspectos pessoais dos nossos heróis, mostrando que eles também são seres humanos, capazes de cometer erros e serem enganados também. Até mesmo o maior especialista em linguagem corporal do mundo pode pisar em uma casca de banana no caminho e observamos isso aqui, tanto concernente à Cal quanto à Gillian.









Ibertson, acho que joguei a toalha para essa série. Assisti até o episódio 7, mas não melhora, não engrena. Adoro o Tim Roth e acho a ideia da série interessante, mas só isso não está mais conseguindo prender minha atenção, já que a qualidade do roteiro (ainda mais comparada a outras séries) deixa muito a desejar. Os personagens não são desenvolvidos além do que compete ao trabalho diário, não é? A única coisa que sei sobre eles além do escritório é que o Dr Lightman tem uma filha e a Gillian tem um marido mentiroso. Só, depois de 7 episódios. Isso dificulta o nosso envolvimento com os personagens, e o envolvimento entre eles também. Há uma tensão amorosa (a meu ver) entre Lightman e Gillian, mas se for nesse pé eles só se envolverão lá pela 14ª temporada. E tem outra: eu sempre achei interessante ver a série para pegar as dicas de como se reconhecer um mentiroso, mas até essas dicas estão se repetindo já, né? É sempre morder o lábio, coçar a orelha… O que acha, tem sentido isso também?