24 Horas – 7×09 – 4:00-5:00 PM
17/02/09 por blognatv
Primeiro, vamos começar dizendo que, antigamente, havia um jogo com vodca/tequila/qualquer bebida forte para os maiores que assistiam 24 Horas. Havia regras claras, como beber quando Jack matasse alguém (nesse episódio? nada…), algo de ruim acontecesse com a Kim (nessa temporada… cadê a Kim?), algum outro funcionário da CTU – que não Jack – matasse alguém (CTU? uh?), um personagem principal morresse (mortes? onde? Nem o Primeiro Cavalheiro…) e etc. Todavia, ainda que tivéssemos de mudar alguns detalhes para se encaixar na realidade da sétima temporada (CTU por FBI, por exemplo), o jogo ainda deveria continuar existir.
Só que o desenvolvimento da sétima temporada tem feito os fãs largarem a vodca pela Coca-cola (ou qualquer outra coisa com cafeína que nos deixem acordados). Para começo de conversa, quantos ‘damnit‘s Jack disse nesse episódio? Quantos “estamos ficando sem tempo” ou qualquer crível variação dessa frase (ou seja, quantas vezes, nessa temporada, você realmente acreditou que o relógio estava ali, provocando, esperando…?)?
Em vez do senso de urgência que vimos em boa parte das temporadas anteriores (o Presidente vai ser assassinado – o vírus está se espalhando – a bomba vai explodir AGORA), temos nove episódios com alguns momentos tensos (citando por maior deles o interrogatório de Tony no episódio 3), mas nenhum de realmente tirar o fôlego do espectador ou deixá-lo agarrado na poltrona por uma semana para descobrir o desenrolar de alguma trama.
Falo que precisamos de uma bomba, ou algo de mesma complexidade, que consiga trazer 24 Horas de volta ao limite. Alguma grande ameaça à Segurança Nacional (por que, oh Deus, por que acabaram com o módulo CIP tão cedo?) que mostre ao pessoal do FBI, da Casa Branca, e do outro lado da telinha, que existe um maldito relógio que não pára e que precisamos correr para ultrapassá-lo!
Enquanto não chegamos a esse ponto, resta nos contentarmos com os pontos positivos que existem nos episódios. Por exemplo, os personagens que aprendemos a amar e que ainda não precisaram dar sua vida em nome da pátria:

Bill Buchanan oferecendo seus... hum... préstimos à Senhora Presidente
Bill, mesmo depois de ter sido expurgado pelo governo de funções operacionais, conseguiu conquistar a Senhora Presidente a ponto de se tornar responsável pela segurança dela – ignoremos, por um momento, o pequeno detalhe de que o Serviço Secreto, em sã consciência, jamais permitiria algo assim e que, conforme aprendemos no Dia 3, ele tem mais autoridade que a pessoa ocupando a Presidência (Seção 32, alguém?).
- Você tem idéia… do que esse homem é?
A frase de efeito, ajuda, mas a atuação do Kiefer que rouba a cena. Não, obviamente ela não em, e o Jack bonzinho terá de entrar em ação para conseguir que ela coopere – e vire fanzona do seriado… se sobreviver ao próximo episódio, isso é (pois “Você, FBI, mantenha-a segura, ouviu?” são também conhecidas como “famosas últimas palavras”…)

Aaron Pierce… aposentado (ou nem tanto). Além de andar por aí “parecendo oficial o suficiente”, conforme as palavras do ator que o interpreta, Glenn Morshower, Aaron também foi suficientemente sutil para convencer a Primeira Filha a parar de agir como uma garotinha mimada de 5 anos. Ahh, como sentimos falta disso… será que ele não pode dar uma passadinha no FBI e fazer o mesmo com o Larry?

Prescott O'Brian
Nossa “mamãe que fica em casa” preferida, Chloe O’Brian, nos trouxe sua linda família… Morris (há quanto tempo!) deu o ar da graça, dirigindo um carro com “Taxation Without Representation” (quem me mandar um ensaio sobre a relação disso com o trabalho da ‘CTU’ nessa temporada ganha um doce). Agora, somos obrigados a perguntar… com tantos, tantos nomes de pessoas legais (como Jack, por exemplo…), por que a Chloe tinha de dar ao filho justamente o nome do Vice-Presidente que tentou extorquir o cargo do nosso caro David Palmer?
O momento de glória de Chloe nesse episódio foi, com certeza, a seqüência dela com Larry, logo após chegar ao escritório do FBI. Além de dizer que o esquema da rede era ineficiente (esquema, aliás, montado por Larry), ela não tolerou as pseudo-gracinhas do chefinho em relação a Jack – aliás, como ele ousa pedir explicações por Curtis, Chapelle e Teri [sic]? “Ele é um dos homens mais confiáveis e honrados que conheço, e é meu amigo. Talvez você devesse se preocupar menos com ele e mais com o traidor do seu escritório que está trabalhando para Dubaku”. Precisa dizer mais?
Tivemos algumas respostas nesse episódio – e mais perguntas. Sabemos porque os roteiristas estão mantendo Dubaku tanto tempo vivo, disponível e nos arredores (a listinha negra com nomes e contas bancárias de todos que financiaram seu Coup D’Etat). Seria uma ignorância ele andar com essa lista por aí, então, onde será que ele a guarda? Ou, mais importante, com quem?
Quanto as perguntas? Não vamos esquecer da nova personagem que encontramos – quantos sabiam que a Senhora Presidente tinha uma Primeira Filha? [SPOILER ENORME -->] E que a garota tinha um alto cargo na campanha da mãe, até se envolver em um suposto escândalo e se afastar por completo da família? [<--FIM DO SPOILER] O fato dela trabalhar em uma consultoria imediatamente me remeteu a Jonas Hodges? (e, é claro, ao Primeiro Filho). Mais, os serviços que ela estava oferecendo ao empresário (interpretado pelo produtor executivo de 24 Horas, David Fury) envolviam uma espécie de lobby entre companhia farmacêutica e o governo. Ah, isso sim é algo que podemos somar 2+2 e especular sobre… para antigos fãs de The West Wing, não é tão difícil estabelecer a relação entre essa informação e a conjuntura de Sangala.
Últimas observações:
- O fato do Jack insistir e convencer e levar a Marika a se encontrar com Dubaku foi uma alternativa tão requentada de 24 Horas que me fez perguntar se os produtores estão mesmo voltar à sexta temporada (Lisa Miller, alguém?). Não podiam, quem sabe, torturar o motorista ou algo assim? Ok, ok, sei que o Jack está tentando se fazer de bonzinho pra agradar a Renee agora, mas ainda assim… quem sabe eles não voltam para o FBI e divulgam a foto de Dubaku em cadeia nacional como fugitivo? Hello! Ele é genocida e imigrante ilegal!
- “Você é uma vaca, sabia?” – sim, digna de menção, porque essa frase vai dar muito o que falar essa semana. A dinâmica Sean/Janis é tão primeira temporada, entre Nina/Tony. Tony ajudava-a a fazer as maldades sem perceber o que estava fazendo, Janis faz a mesma coisa. Pelo menos até agora. Todavia, não ponho a minha mão no fogo pelo Sean, acho que ainda tem gente mais acima dele do lado errado da coisa. Depois de Jamie-Nina, piso em ovos quando o assunto é traidores em 24 Horas.
- Cuidei de Bauer e Walker.









“Taxation Without Representation” é um movimento que existe em Washington DC (distrito de Columbia), já que o povo lá paga impostos mas não tem representantes no Congresso. As placas são emitidas com aquela frase embaixo.
E qual a analogia disso com o trabalho ‘undercover’ da não-CTU? =D
Brincadeira…
me passa seu endereço pra eu mandar o doce (pode ser de Pelotas? rs)