Lost: “The Little Prince” foi espetacular!
05/02/09 por Gisele Ramos

Deveria estar acostumada a essa altura do campeonato, mas mais uma vez Lost me surpreendeu. Preparada psicologicamente para um episódio morno centrado em Kate e Aaron, fui pega despreparada pelo turbilhão de emoções que nos foi apresentado e fiquei gritando na frente do computador como se fosse a final da Copa do Mundo. Enquanto assistia a “The Little Prince”, já pensava no texto que escreveria aqui: eu ia dizer que era mais um episódio onde os Ocean 6 se reunem em Los Angeles, e o pessoal da ilha continua zanzando. Mas foi muito mais que isso, e tivemos um retorno previsível, além de outro completamente surpreendente. E aos 45 do segundo tempo um episódio mediano de Lost se tornou um daqueles clássicos do qual iremos falar e lembrar por muito tempo, como foi “Walkabout”, por exemplo.
Los Angeles, dias atuais: Kate, que aparentemente é absolutamente anti-social e incapaz de travar relacionamentos com qualquer pessoa que não seja um Ocean 6, pede a Sun que tome conta de Aaron e vai averiguar a tal ordem judicial para determinar seu parentesco com o menino. Depois de muitas citações aos famigerados números, diálogos aparentemente inúteis e uma perseguição digna dos melhores filmes de espionagem, descobre que está sendo manipulada por Ben. Mas será que isso já não tinha ficado bem óbvio desde o primeiro episódio desta quinta temporada? Os roteiristas até tentaram brincar com a gente trazendo a mãe de Claire de volta, mas estava claro que o mestre da mentira estava por trás do tal advogado. Sayid mais uma vez bancou o ninja, e mesmo deitado em uma cama de hospital, conseguiu vencer o seu agressor. Hurley está preso, Sun tem uma arma… bla bla bla whiskas sachet. Coloquem esse povo todo dentro do submarino rumo à ilha, por favor, que essa lenga lenga já cansou. E estou ansiosa para ver o visual do pessoal que ficou pra trás três anos depois. Será que dessa vez a produção da série vai levar a sério a continuidade e colocar rugas, cabelos e barbas no povo, ou vão dar de ombros como fizeram até agora?
Ilha, 3 (ou 19) anos atrás: Depois de longos minutos desacordada, Charlotte acorda sem qualquer sinal de viagens temporais mentais como aquelas que acometeram Minkowski na temporada passada. E foi só o povo começar a perguntar porque eles também não passavam mal, que todo mundo começou a sangrar pelo nariz. É bom que se ache uma solução logo para esse problema, pois Lost perderia muito de sua graça sem Juliet. E Miles tem que explicar sua ligação com a ilha, ainda mais agora que Daniel perguntou se ele tem certeza de que nunca havia estado lá antes. Bom, Locke parece estar se movendo em direção a isso, com sua incursão à Orquídea.
E como foi bom ver aquela luz saindo da escotilha novamente, né? Os flashs temporais foram a maior sacada que a produção de Lost poderia ter tido: além de revisitarmos momentos-chave das temporadas anteriores com uma ótica totalmente diferente, praticamente qualquer situação tem solução, como eu falei no comentário da semana passada. E foi isso que aconteceu quando o pessoal estava sendo atacado no mar (aliás, que história foi aquela? “olha, um barco! Vamos para alto-mar!”) por pessoas ainda não identificadas: veio a luz e Sawyer deu uma de “man of faith”. Está andando demais com Locke, o nosso con man.
Os flashes também interromperam a cena ternurinha onde Sawyer pôde rever sua amada Kate, enquanto ela fazia o parto de Claire, há dois meses atrás. Foi bonito ver o olhar saudoso e carinhoso do ex-casca grossa, mas a montagem da cena ficou meio tosca, com a sardenta e Claire no escuro total, iluminadas por uma fogueira, enquanto o moço do futuro tinha uma iluminação totalmente diferente. Ficou uma coisa meio padrão Mutantes de qualidade, mas não comprometeu a cena. Aliás, onde estão Rose e Bernard? Agora que todos os figurantes foram eliminados, não faz sentido que eles não estejam com o resto do pessoal.
Mas o melhor ficou para o final, e que final! Depois do último flash, o pessoal da ilha encontra alguns materiais, identificados em francês, na beira da praia. E algumas pessoas falam em francês dentro de um bote salva-vidas. Quando a gente acha que matou a charada, eles encontram um homem em alto-mar. Esse homem é Jin, Gisele grita e faz a dancinha do “I told you so” e esquecemos todas as possibilidades anteriores. Mas, já na ilha, uma das tripulantes do bote chama por Montand, revela que está grávida e se apresenta: Danielle Rousseau! (insira um palavrão aqui) Percebem a genialidade dos flashes? Mesmo que a atriz tenha pedido demissão, será possível que a gente entenda melhor a história de uma das personagens mais enigmáticas da série! E agora a raivosa Sun tem um bom motivo para voltar à ilha! E a energia do lugar é realmente milagrosa: curou até a francesa do estrabismo!
Desculpem a expressão chula, mas foi um puta episódio. Mesmo que algumas coisas estejam acontecendo devagar demais, tudo se encaixa de uma maneira surpreendente. Essa quinta temporada será de muitas respostas, revelações e surpresas. E eu prometo nunca mais subestimar Lost.








Então, Gi… eu acho o seguinte. Eu acho que os que ficaram já estão todos mortos. Explico: se considerarmos o tempo em que vivem os Oceanic 6, ou seja, 3 anos depois do retorno deles pra civilização, os que restaram já eram. O nariz já sangrou pra caramba, a cabeça doeu e ele foram pro saco. Os Oceanic 6 precisam voltar não só pra ilha, mas precisam voltar no tempo e de alguma maneira não saírem da ilha, pra que nada daquilo tivesse acontecido e nenhum dos outros viesse a morrer no futuro.
Eu sei que o que aconteceu já aconteceu, mas temos o Desmond, a exceção; e temos a vantagem de NÃO SABER tudo o que ‘já aconteceu’, ou seja, pode ser que o que aconteceu foi justamente isso: eles voltaram, voltaram no tempo e não saíram da ilha. Period
A história em Los Angeles segue interessante. Mas confesso que ando confuso com algumas coisas sobre a ilha.
Afinal, quem viaja no tempo pode ou não alterar o curso da história? Faraday disse que apenas Desmond. É por isso que Rosseau não lembrará de Jin no futuro? Ok, mas meio estranho, né?
Excelente comments Gi… esse lance do Miles é intrigante!
Coisas da minha cabeça, seria Ben o próprio informante de Sun? E aquela arma com ela com balas de festim? AHahhA sei não hein…
Deixei esse comment no Teorias… seria possível?
Acho que não, querido. Como vi o episódio via streaming, acabei vendo o promo do próximo sem querer. E acho que não, mesmo.
Beijo!
Ahhhh então é pra quebrar a Cuca mesmo HAhahAHahAH
“Kate, que aparentemente é absolutamente anti-social e incapaz de travar relacionamentos com qualquer pessoa que não seja um Ocean 6…” hauhauhahauha
Gi, eles pegaram a jangada para seguir em direção a ORCHID cortando caminho…
Muito bom seu comentário do epi, eu adicionei os palavrões nas partes que vc pediu! hauhahua
Bjão!!
Aposto todas minhas fichas que o Miles é o filho do Dr. chen
Foi um episódio tão bom quanto o primeiro. E o incrível que é um da Kate. Eu também acho os dela os mais fracos.
Mas esse foi mito bem escrito e usa o tema da maternidade em todos os lados do episódio, seja na ilha, fora dela, com os personagens principais ou regulares.
Pra mim a grande surpresa foi o Jin aparecer nessa situação, lá no passado e sem outro vestígio do cargueiro.
O engraçado é que ele desacordado deu vários pulos no tempo e não percebeu, já que estava boiando na água esse tempo todo.
O caso do Locke entregar a bússola alterar o futuro, não é como se alterasse de fato…
É só imaginar o passado e o futuro como um círculo, uma coisa leva a outra, um sem o outro não existe, eles se completam.
Aquilo já havia acontecido, afinal Richard foi lá quando Locke era criança. Locke só recebeu a bússola porquê foi lá.
Sei nem como explicar, mas eu chamo de referência circular.
Enfim, nem eu sei ahuaha
Ana, eles não vão estar mortos pq estão pulando no tempo, o que vai acontecer é que os O6 vão ter que “acessar a ilha” no exato instante em que ela estiver passando na época em que eles estão vivendo, ou seja 3 anos depois, então, embora tenham se passado esses 3 anos pros 06 pros que ficaram foram poucos dias, ou mesmo horas, e a janela de evento detectada pela Sra. Hawkings (aquela que demora as 70 horas) é justamente o tempo que falta pra ilha aparecer no “daqui a três anos”.
PS.: Qualquer coisa que eles fizerem no passado não vai alterar o futuro pq é justamente aquilo que eles fizerem no passado que levaráo futuro a ser como ele é (vide Locke e Richard com a bússola) é mais ou meno como ocorre (desculpem a comparação) em Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, tudo que eles “modificam” no passado os acaba levando ao mesmo futuro.
PPS.: Claro que são somente teorias e que Darlton pode acabar desmintindo tudo o que eu disse…
Apesar das supresas, essa temporada de Lost ainda não me convenceu…
“Afinal, quem viaja no tempo pode ou não alterar o curso da história? Faraday disse que apenas Desmond. É por isso que Rosseau não lembrará de Jin no futuro? Ok, mas meio estranho, né?”
Não se pode alterar o passado, Alê. Só o Desmond, talvez. Todas essas idas e vindas no tempo sempre aconteceram. O passado não muda por causa delas, ele se concretiza. Mas os sobreviventes não sabiam disso, já quem estava no passado como o Richard se lembrava.
Ainda estou confuso. Você citou o caso do Richard. Locke alterou o passado ao entregar a bússola, certo? E por que isso aconteceu, então?
Eu tenho pensado nos eventos como a rua que Faraday falou. Mesmo Locke voltando na rua e entregando a bússola, nada foi alterado no futuro…
Já o caso de Jin me parece mais complexo, até pq ele não sabe o que está acontecendo, diferente de Locke… mas acredito que nada será alterado mesmo… essa eu quero ver como será desenvolvida!
Abraços!
Locke não alterou o pasado, ele sempre tinha dado a bússola a Richard. Por isso aquele flashback em que Richard vê Locke nascer em 1956 (4×11) nos foi mostrado antes da ilha se mover.
Como a história é contada do ponto de vista dos sobreviventes, eles não sabiam das viagens no tempo. Nada que vimos até agora (5a. temp) mudou o passado, talvez só Desmond falando com Faraday na escotilha. E mesmo assim, Des só lembra 3 anos depois porque, como visto em “Flashes Before…”, o universo corrige qualquer mudança feita. Em 2007, a lembrança de Des não podia mais mudar o passado.
Esqueça o que viu em De Volta Para o Futuro. Não existe uma linha temporal em que Locke não tenha estado no passado e outra em que ele passou a estar. Não há paradoxos. Por isso o passado não pode ser mudado; o que aconteceu, aconteceu.
Lembre do médico do cargueiro na temporada passada. O corpo apareceu na praia dias antes de morrer. Por causa disso, ele tinha que morrer, o passado tinha de se confirmar. Nunca houve um momento em que o corpo não tenha aparecido na praia.
Viagem no tempo cria um tipo de loop temporal. Não há começo e fim ou ação e reação como conhecemos. Richard visitou o garoto Locke porque sua versão adulta lhe disse para fazê-lo. E porque Locke tinha estado em 1954, em algum momento Locke teria de viajar no tempo para que conversasse com Richard em 1954.