Os advogados das séries

08/12/08 por Gisele Ramos  

Um dos grandes chavões da televisão (e do cinema, porque não?) são as tramas jurídicas, que ocorrem entre processos, audiências e julgamentos. Os personagens geralmente são fortes e os casos que defendem, polêmicos. Essa fórmula caiu no gosto do público e vem se repetindo a anos, geralmente com sucesso. Um dos grandes defensores do gênero é o produtor David E. Kelley, que pegou gosto pela coisa depois de Ally McBeal e colocou no ar também as bem sucedidas The Practice e Boston Legal. Para ajudá-los a escolher uma série para assistir neste final de ano, fizemos uma compilação de algumas séries de tribunal que fizeram a alegria dos espectadores nos últimos anos:

- Damages – A refinada produção do Showtime trouxe atuações de luxo de Glenn Close, Ted Danson e do vencedor do Emmy de melhor ator coadjuvante em drama Zeljko Ivanek. O roteiro, cheio de reviravoltas que podem cansar o telespectador, se mostrou bem amarrado ao final da primeira temporada. Mas o grande trunfo da trama é a advogada Patty Hewes, que não mede esforços para atingir seus objetivos. O primeiro ano foi um sucesso e a partir de janeiro teremos mais uma temporada. Os caras têm a faca e o queijo na mão, vamos torcer para que seja mais uma temporada impecável.

- Boston Legal[bb] - A criação do já citado David E. Kelley fez sucesso pela sua equilibrada mistura entre humor e drama, e também pela genial composição dos personagens Alan Shore e Denny Crane. O resto do elenco praticamente muda a cada temporada, sem ao menos dizer adeus, e a maioria dos fãs parecem não se importar, já que o importante é a dupla principal. Os personagens de William Shatner e de James Spader (projeto de galã que se deu muito melhor na tevê do que na tela grande) têm que defender casos impossíveis, e outros um tanto quanto bizarros, e no final saem sempre vitoriosos. Nem a doença da vaca louca que acomete Denny parece atrapalhar o sucesso dos advogados. A série está na sua quinta e última temporada, e vai deixar saudades.

- Ally McBeal – Primeira incursão de David E. Kelley no mundo dos tribunais, a série foi extremamente bem-sucedida ao misturar a vida pessoal da advogada que dá o título do programa aos casos que são defendidos pelo escritório. Ally McBeal[bb] foi inovadora ao utilizar efeitos especiais para ilustrar os pensamentos e devaneios da protagonista, além de dar um importante papel para a música na trama. A cantora Vonda Shepard, autora da música tema da série, acabou virando membro fixo do elenco, já que estava sempre cantando no bar – que era uma espécie de continuação da firma. Os casos defendidos eram tão bizarros quanto os da Crane, Poole & Schmidt e geralmente eram vencidos por Ally, Richard e John, obviamente. Acabou há muitos anos, mas deixou saudades.

- Shark - Taí uma série que acabou cedo demais. A série acompanhava o dia-a-dia de Sebastian Stark, vivido pelo talentoso James Woods, que passa de brilhante criminalista a promotor público. Com um humor peculiar, Shark foi considerado o “House dos tribunais”. Eu não diria tanto, mas foi interessante ver um personagem mudar de lado e trabalhar com os seus ex-inimigos. O cara tinha problemas de relacionamentos com a filha, mas não deixava de ter momentos de ternura.

- Justice - Um projeto ambicioso que não deu muito certo, Justice mostrava uma equipe de criminalistas que usavam todos os recursos possíveis para inocentar os seus endinheirados clientes. Liderados por Victor Garber, os caras usavam tecnologia de ponta até para estudar as reações dos jurados. A grande sacada da série era o final, onde era mostrado o verdadeiro culpado pelos crimes – algumas vezes, os clientes que acabaram de ser inocentados. Não chegou a durar uma temporada inteira, mas merece a menção.

- Close to Home - Falando em promotor, também tivemos Close to Home, que acompanhava a saga da promotora Anabelle Chase para ser promotora, mãe e esposa. Geralmente apresentava crimes cometidos em bairros residenciais, daí o nome da série. Era uma série de procedimento, mas recheada de dramalhão. Não foi lançada em DVD, mas vocês podem conseguir os episódios com algum amigo que tenha gravado, ok?

- Eli Stone - Série bonitinha da ABC, está vivendo seus últimos dias nas telinhas americanas. A série foi cancelada (injustamente) no meio da segunda temporada e vai deixar saudades. Eli Stone conta a história de um advogado que começa a ter visões que ajudam na solução dos problemas de seus clientes. Vivido por Jonny Lee Miller (o Sickboy de Trainspotting), Eli deixa de ser um advogado ganancioso e se torna um benfeitor. A série é fofa… eu já disse que o cancelamento é uma injustiça?

- Law & Order - Todas as franquias de Law & Order seguem um esquema pré-definido: crime é cometido, crime é investigado, criminoso é julgado. Geralmente a parte do tribunal leva menos tempo no episódio, mas os promotores marcam presença desde a investigação, auxiliando os detetives para que construam um caso sólido e garantam a condenação do meliante. É bem interessante acompanhar esse processo, seja em SVU, Criminal Intent ou qualquer outra série com a grife Law & Order.

- The Practice - David E. Kelley. Dylan McDermont. Precisava mais alguma coisa? Não, mas mesmo assim a série que deu origem a Boston Legal também nos oferecia diálogos brilhantes e casos interessantes. A premissa era a de que todo mundo merecia defesa, por pior que fosse o crime. Com a participação de Lara Flynn Boyle, The Practice surgiu inicialmente como um tapa-buraco de mid season, mas acabou caindo no gosto do público.

- In Justice - Antes de viver Sam Tyler na versão americana de Life on Mars, Jason O’ Mara viveu o investigador Charles Conti, parceiro do advogado vivido pelo ator Kyle McLachlan em uma organização que ajudava a tirar inocentes da cadeia. A série até era bacaninha, mas o público americano não gostou da idéia de ter inocentes nas prisões e In Justice foi cancelada após 13 episódios;

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Comentários

3 Comentários em “Os advogados das séries”
  1. Anderson disse:

    A melhor série é The Practice, em vez da Fox (e outros canais tb) passar bilhões de vezes o mesmo filme, devia retornar séries como essa (e outras). Que além de serem maravilhosas, nem em DVD sairam. E mesmo pra baixar, o problema são as legendas, muito dificil de acharem.

  2. Ricardo disse:

    Damages foi com certeza uma das melhores estréias da temporada passada, nem tanto pelo ambiente de advogados mas pelo suspense e trama bem amarrada, além dos personagens que surpreendem a cada episódio. Só uma correção, Damages é do FX e não do Showtime como está escrito.

  3. Vinícius P. disse:

    Puxa, de todas só assisto “Damages” e nem gosto tanto assim da série – apesar do elenco ser um dos melhores da TV atual. Também espero que a segunda temporada seja ainda melhor.